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agosto 12, 2005
Nos interstícios soltam-se fios de sonho
Dói-me esta alma de uma ausência que é poesia
Olho em esforço o lugar dos sentimentos
Perdido nesse afã
Furioso toco este buraco do sentir
Paredes espessas e devotas
Que aprisionam os seres quando estes adormecem
Nos interstícios soltam-se fios de sonho
Esboçando a necessidade acorrentada
Que vai cobrindo a parede da vida
Com observações vegetais
Dói-me esta alma que soletra impossíveis
Sabendo-os existentes
Mas
Prisioneiros de coisas sérias
De princípios de virtudes
Cobrindo a dor como se fora um móvel lacado….
Publicado por morfeu às agosto 12, 2005 06:13 PM
Comentários
Alô morfeu. Parabéns pelo poema e pela foto. Cada vez mais belos. Vindo de ti tudo é arte.
Um abraço do outro lado do mar...
Silas.
Publicado por: Silas Justiniano em agosto 14, 2005 04:25 AM
