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agosto 09, 2006

E partilhei as vísceras cristalinas do ser água ...

Poço azul1.jpg
(Foto de Morfeu)

Cintila na superfície efémera
Luz que se esparsa em policromia
Revelando o sentir das pedras
No fundo raiz
Dei-me por feliz
Neste descobrir momentâneo
E partilhei as vísceras cristalinas
Do ser água
Do afecto que lhe agita a pele
Da extenuante beleza
Assim
Em progressiva atracção
Abandonei o ser que era
E mergulhei nessa fresca realidade
Que o Deus das correntes
Dos poços miríficos
Me atribuiu em milagre
Refresco afecto posse
Aniquilando-me
Assim permanecem estas águas
Mansas de aparência
Trágicas de realidade
De mim devoradoras
Do tempo
De…

Publicado por morfeu às agosto 9, 2006 11:24 PM

Comentários

Linda foto! Lindas palavras!

Publicado por: Tanita em agosto 11, 2006 12:37 AM

Pois é... regressa-se assim um pouco ao ventre materno. Eu cá tenho da água essa noção de abrigo que deve ser atávica, pois não é racional e que me parece rever neste teu poema.

Um grande abraço.

Publicado por: OrCa em agosto 13, 2006 10:11 AM

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