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agosto 13, 2006
Pedra granito, espigueiro, espiga, gente e isso...
Pedra que se chama granito
Não uma qualquer
Mas essa solidez
De aparência eterna
Que insiste em ilustrar
O estar
Mas em profundidade
O Ser
Sou…
Depois permito que me rasguem
Uma porta vaidosamente azul
Façam um jogo com pedras de mim
Acrescentem essa utilidade de nome escada
Essa inutilidade de vasinhos com flores
A mim que estou
A mim que sou
Pedra
Granito…
… e porque no interior
Acolho isso a que se chama gente
Os que me mexem e de mim servem
Permito ainda
Em vaidade com arroubos pagãos
Permito uma cruz
Já que bem cruzada é a vida disso que é gente
No topo dessa arquitectura útil
Espigueiro
Honrado me fico por tal vassalagem
Verdadeiramente comovido
Na mim pétrea sensibilidade
Curvo-me impossível
Quando em mim depositam
A candura delicada
Doirada
Divina
Da espiga que do vasto Ser se destaca
Tornando-se o tesoiro do meu ventre
Por onde a brisa passa
E distraída canta
Útil ou inútil
… surge esta ponta de espiga
Como um beijo inesperado
Da realidade…
Publicado por morfeu às agosto 13, 2006 07:25 PM
Comentários
Belo poema. e belas as imagens.
São imagens de férias? espero que sejam boas.
Publicado por: João Norte em agosto 14, 2006 03:45 PM
Belo poema. e belas as imagens.
São imagens de férias? espero que sejam boas.
Publicado por: João Norte em agosto 14, 2006 03:45 PM
As fotos ganham nova vida com as tuas palavras.
Publicado por: Pedro Piedade em agosto 14, 2006 04:51 PM
As fotos são do Pedro Piedade, a cujo site se pode aceder clicando no link debaixo delas...isto para o João Norte visto que o autor não precisa deste "gps"...
Abraço
Morfeu
Publicado por: morfeu em agosto 14, 2006 06:37 PM


