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novembro 30, 2004
A casa dos Outros VI

Descrição: Índia, aldeia de Ahraura, no Uttar Pradesh. Bachau Yadev tem 32 anos, sua mulher 25.Quatro crianças, imagens piedosas,três sacos de arroz,são o essencial...um único sinal de riqueza...a bicicleta.
Publicado por morfeu às 10:11 PM
A casa dos Outros V

Descrição: Japão, prefeitura de Tóquio, cidade de Kodaira. O conforto moderno, a sala de jantar tradicional e a arte da "arrumação" nipónica: o lar de Kazuo Ukita, transposto para o exterior não deixa de revelar a economia de espaço.
Publicado por morfeu às 06:31 PM | Comentários (1)
Dias há de secura bruta e inútil...
Dias há em que
Chovendo lá fora em naturalidade
Existe secura feia e bruta
Numa anónima e sem qualquer importância alma…
E se tudo isto estiver
Envolvido num fado triste qualquer
Nem amores ou paixões,
Entusiasmo ou coisa outra
Podem
Levantar esse véu de inutilidade
Dias há em que as lágrimas do poeta
Correm secas
Por se terem afastado da fonte…
Mas…embora a secura se tenha instalado
Um oásis perdido coloca-se no horizonte do desagrado
Ele é pobre de sombra e de verdura mas é o único de serviço…
Dias há em que o fluxo do vento
Que agita a chuva
Não basta para refrescar uma alma
Anónima e sem importância qualquer…
Dias há ó miragem de Deus… dias há…
Publicado por morfeu às 12:09 PM | Comentários (2)
novembro 29, 2004
A casa dos Outros IV

Descrição: Haiti, Maissade. O mobiliário da família Delfoart - o pai, a mãe, dois filhos e duas filhas - está cuidadosamente exposto no pátio, entre as pequenas casas de madeira. Uma cabra, um burro e um cavalo completam a cena.
In:"Courrier international", Hors-Série, maison.(Octubro/Novembro/Dezembro de 2004)
Publicado por morfeu às 07:35 PM
A casa dos Outros III

Descrição:Islândia,Hafnarfjordur. Dois violoncelos,dois póneis,quatro filhos: em casa dos Thoroddsen,os bens materiais estão relegados para segundo plano.Perto da sua aldeia, as fontes de água quente abundam...
Publicado por morfeu às 04:27 PM | Comentários (3)
A casa dos Outros II

Descrição: Israel,Tel-Aviv.Alfa Romeo,Hi-Fi, salão, tudo "embarcado" numa plataforma içada ao nível do quarto andar,no qual vive a família.Dany Zacks, sua mulher Ronit e suas crianças parecem descontraídos apesar de tudo...
Publicado por morfeu às 10:26 AM | Comentários (2)
novembro 28, 2004
A casa dos outros, "Material World"

Descrição:China, aldeia de Shiping a família Wu, coloca-se de um lado e doutro da televisão na sua piroga, estando os seus restantes haveres na margem diante da casa com tectos tradicionais...
...a ideia incrível, mirabolante, foi pedir a diversas famílias para colocarem os seus móveis e pertences cuidadosamente arrumados diante da respectiva casa...
Ps.Consultar entrada de 25/11/04...revista "courrier.."
Publicado por morfeu às 08:51 PM | Comentários (2)
O que é e para que raio serve o Advento?...sugiro
Publicado por morfeu às 06:21 PM | Comentários (2)
novembro 26, 2004
A mão no Arado...
Feliz aquele que administra sabiamente
a tristeza e aprende a reparti-la pelos dias
Podem passar os meses e os anos nunca lhe faltará
Oh! Como é triste envelhecer à porta
entretecer nas mãos um coração tardio
Oh como é triste arriscar em humanos regressos
o equilíbrio azul das extremas manhãs de verão
ao longo do mar transbordante de nós
No demorado adeus da nossa condição
É triste no jardim a solidão do sol
vê-lo desde o rumor e as casas da cidade
até uma vaga promessa de rio
e a pequenina vida que se concede às unhas
Mais triste é termos de nascer e morrer
e haver árvores ao fim da rua
É triste ir na vida como quem
regressa e entrar humildemente por engano pela morte dentro
É triste no Outono concluir
que era o verão a única estação
Passou o solitário vento e não o conhecemos
e não soubemos ir até ao fundo da verdura
como rios que sabem onde encontrar o mar
e com que pontes com que ruas com que gentes com montes conviver
através de palavras de uma água para sempre dita
Mas o mais triste é recordar os gestos de amanhã
Triste é comprar castanhas depois da tourada
entre o fumo e o domingo na tarde de Novembro
e ter como futuro o asfalto e muita gente
e atrás a vida sem nenhuma infância
revendo tudo isto algum tempo depois
A tarde morre pelos dias fora
É muito triste andar por entre Deus ausente
Mas, ó poeta, administra a tristeza sabiamente
Ruy Belo, in "Antologia da Poesia Portuguesa - 2º volume, Moraes ed.
Publicado por morfeu às 01:33 PM | Comentários (10)
novembro 25, 2004
Uma esperança para o Médio Oriente?...
...por intermédio de Bush "O Devoto",eis que Moisés esse velho patriarca resolve dar uma ajuda...obrigado pá...já agora confere se os dez mandamentos estão a ser devidamente cumpridos...
Um abraço do morfeu

Publicado por morfeu às 06:42 PM | Comentários (2)
Não percam esta fabulosa revista...

Interior/Exterior
“Querem ver a casa?”… para os curiosos, é uma pequena frase mágica. Nada de doentio nesta curiosidade que nos impele a saber como vivem os outros. Uma casa conta a história de um indivíduo, duma família, duma sociedade, melhor do que um longo discurso.
É por isso que, desde as primeiras páginas deste número extra, não resistimos ao prazer de vos fazer descobrir – ou redescobrir – um dos projectos fotográficos mais loucos jamais realizados. (…) é obra colectiva de dezasseis fotógrafos, explorando cerca de trinta países diferentes afim de imortalizarem famílias típicas assim como as suas habitações…”Material Worl”, título enigmático dado pelo fotojornalista americano Peter Menzel…tem já dez anos de existência, mas nem uma ruga o atingiu..
(Tradução e adaptação de Morfeu)
Publicado por morfeu às 11:34 AM | Comentários (2)
novembro 24, 2004
Atropelamento mortal
Nalgum oásis do princípio ele fora
Um fugitivo brilho no olhar de Deus
- a vida havia de lho lembrar muitas vezes
Atravessou as nossas ruas entre gatos,
a chuva molhou-lhe as pobres botas cardadas.
Teve um banco de jardim, teve amigos, um deles o sol.
Sempre sem o saber procurou Deus.
Um dia, foi pelos campos fora atrás dele,
perdeu o emprego na Câmara Municipal. Teve mãe mas depois
nunca mais foi solução para ninguém.
Naquele dia a morte instalou-o
confortavelmente no céu. Lá se foi
com seus modos humanos, seus caprichos
e um notório acanhamento em público
(há-de a princípio faltar-lhe à vontade entre os anjos).
Tinha o nome no registo, agora habita
nas planícies ilimitadas de Deus.
Nas suas costas ainda se derrama
a tarde interrompida.
Manhãs e manhãs desfilarão sobre ele,
Caracóis cobrirão a memória daquele
que foi da sua infância como qualquer de nós.
Teve um nome de aqui, andou de boca em boca,
agora é Deus que o tem na voz.
Ruy Belo
Publicado por morfeu às 08:00 PM | Comentários (2)
The partisan...relembrando
Songs From A Room: The Partisan
written by Anna Marly / Hy Zaret
________________________________________
Intro: Gm
Bb D Gm
When they poured across the border
Bb D Gm
I was cautioned to surrender
Bb F
This I could not do
Eb Bb D Gm
I took my gun and vanished
Bb D Gm
I have changed my name so often
Bb D Gm
I've lost my wife and children
Bb F
But I have many friends
Eb Bb D Gm
And some of them are with me
Bb D Gm
An old woman gave us shelter
Bb D Gm
Kept us hidden in the garret
Bb F
Then the soldiers came
Eb Bb D Gm
She died without a whisper
Bb D Gm
There were three of us this morning
Bb D Gm
I'm the only one this evening
Bb F
But I must go on
Eb Bb D Gm
The frontiers are my prison
Bb D Gm
Oh, the wind, the wind is blowing
Bb D Gm
Through the graves the wind is blowing
Bb F
Freedom soon will come
Eb Bb D Gm
Then we'll come from the shadows
Bb D Gm
Les Allemands e'taient chez moi
Bb D Gm
Ils me dirent, "Signe toi"
Bb F
Mais je n'ai pas peur
Eb Bb D Gm
J'ai repris mon arme
Bb D Gm
J'ai change' cent fois de nom
Bb D Gm
J'ai perdu femme et enfants
Bb F
Mais j'ai tant d'amis
Eb Bb D Gm
J'ai la France entie're
Bb D Gm
Un vieil homme dans un grenier
Bb D Gm
Pour la nuit nous a cache'
Bb F
Les Allemands l'ont pris
Eb Bb D Gm
Il est mort sans surprise
Bb D Gm
Oh, the wind, the wind is blowing
Bb D Gm
Through the graves the wind is blowing
Bb F
Freedom soon will come
Eb Bb D Gm
Then we'll come from the shadows
Publicado por morfeu às 09:20 AM | Comentários (1)
Aforismos quatro de pascoaes, teixeira de...

"Sem a estupidez dos penedos, que seria do nosso espírito?
"O Homem é um animal apaixonado"
"Os animais são pessoas, como nós somos animais."
"Que bom senso o do lirismo bucólico!O trágico é um lírico enlouquecido,como o animal é uma árvore a galope."
----------------------------------
In "Aforismos",Teixeira de Pascoaes - selecção de M.Cesariny, A/Alvim Ed.
Publicado por morfeu às 08:15 AM
novembro 23, 2004
Todas as absolutas manhãs...

Todas as absolutas manhãs
Serão obrigatoriamente
Cumprimentadas
Por um sorriso aberto…
Superficial ou em profundidade
Será
O meu segredo
Diário e habitual…
Que o exterior
Não se queixe
Portanto…
O resto
Será apenas
Assunto
Do meu tutano anímico…
(...a ideia é acompanhar com "morning has broken" de Cat Stevens)
Publicado por morfeu às 12:16 PM | Comentários (3)
novembro 22, 2004
Divirtam-se com este texto duma companheira da blogosfera...
...e...boas noites...
Publicado por morfeu às 11:51 PM | Comentários (1)
A ternura destes erros ortográficos

Publicado por morfeu às 05:18 PM | Comentários (3)
novembro 21, 2004
Oração na noite... e esqueceu-se de partir.

Rûmî
Teu amor chegou ao meu coração e partiu feliz.
Depois retornou e se envolveu com o hábito do amor,
mas retirou-se novamente.
Timidamente, eu lhe disse: "Permanece dois ou três dias!"
Então veio, assentou-se junto a mim e esqueceu-se de partir.
In: "A sede de Deus" ,orações do judaísmo, cristianismo e islã,Editora Vozes
...boa noite...
Publicado por morfeu às 09:45 PM | Comentários (1)
"Paranóica" humanidade...recomendo
Rui C. Martins,Paranoia e condomínio
...notáveis estas crónicas semanais que nos colocam bem dentro da nossa humana condição...a ter sempre em conta aos Domingos...
Publicado por morfeu às 07:04 PM | Comentários (2)
Bem aventurados sejam "Os desalinhados" porque...sugiro
Publicado por morfeu às 06:57 PM | Comentários (1)
Busquemos a excelência e o seu porquê...sugiro
Publicado por morfeu às 04:33 PM
"Código" Cristo...sugiro

(...)"Sabemos que iniciou a sua vida pública sob João Baptista, que teve discípulos, que esperava o Reino de Deus, que foi da Galileia para a Judeia, fez algo hostil ao Templo, foi julgado e crucificado. Por fim, sabemos que, depois da sua morte, os seus seguidores fizeram a experiência de algo que descreveram como a 'ressurreição': a aparição de uma pessoa viva, mas transformada, que tinha realmente morrido. Eles acreditaram nisso, viveram-no e morreram por isso. Neste processo, criaram um movimento que foi muito para além da mensagem de Jesus, em muitos aspectos. O seu movimento cresceu e espalhou-se em termos geográficos. Cerca de vinte e cinco anos mais tarde, Paulo - um convertido, não um discípulo inicial - continuava à espera do regresso de Jesus durante a sua própria vida. Mas o Senhor tardou. (...)
Publicado por morfeu às 04:20 PM
O perfume da demagogia...sugiro
Santana Lopes queria um poleiro, mas saiu-lhe um pelouro. Ainda por cima, o pior, o de Primeiro-Ministro, aquele que, entre todos, exige mais trabalho, seriedade, contenção, responsabilidade, conhecimento, concentração e firmeza no propósito. Habituado (e talentoso...) a ser candidato a tudo, seja o que for, fica-lhe mal ter chegado e não ter nova candidatura à vista. Este homem, em seu tempo e para alguns, um divertido "troublemaker", transforma-se em perigoso provocador. Mas atenção! Quem reagir primariamente às suas provocações está a prestar-lhe grande serviço. Quem não reagir de todo, está a dar-lhe os meios de que necessita para atingir os seus objectivos. Apesar de não parecer, o homem sabe o que está a fazer. Poderá não saber governar, mas, para estas coisas, tem jeito...
Publicado por morfeu às 11:27 AM | Comentários (2)
Miséria miserável...
...como tinha visto a viver em "tocas" velhos e estropiados, "gente a quem o desgaste da idade ou alguma injúria brutal das fábricas" havia atirado para debaixo da terra. Muitos são simplesmente aposentados sem reforma. "No Inverno (...) passam às vezes dias e dias seguidos imobilizados e rígidos, sem comer", descreve. "Estes fantasmáticos seres formam como que uma espécie à parte, com os seus gestos tardos [lentos] e as suas faces de ruína".
Miséria
Publicado por morfeu às 11:12 AM
novembro 20, 2004
Humor e preconceito...
...não confundir com "Orgulho e preconceito"...
Um chinês entra num bar em NY e quando vê o Steven Spielberg
pensa:
- Olha o Spielberg! Gostava de o conhecer...
No entanto, quando o conhecido realizador de cinema passa por
ele,espeta-lhe um valente murro...Sem mais nem menos!
- Hei?! Mas o que foi isso ? - pergunta o chinês.
- Vocês japoneses mataram o meu avô quando bombardearam Pearl
Harbour... - responde o Spielberg.
- Mas eu nem sequer sou japonês. Sou chinês!
- Chineses, tailandeses, japoneses...para mim é tudo o mesmo!
O Spielberg já se ia embora quando o chinês se chega ao pé dele
e dá-lhe
com uma cadeira nas costas.
- Ei! Que foi isso? - pergunta o Spielberg.
- Estúpido americano! Tu mataste a minha avó quando afundaste o
Titanic!
- Mas eu não afundei o Titanic. Foi um iceberg!
- Iceberg, Carlsberg, Spielberg... para mim é tudo o mesmo!
......................
Publicado por morfeu às 05:18 PM | Comentários (1)
Portavudu...sugiro
...façam os vossos comentários esotéricos...

Publicado por morfeu às 11:02 AM
novembro 19, 2004
Homem, casa, Mulher...simplesmente?

"As rígidas normas de segregação próprias do mundo árabe, condicionaram a estrutura das habitações.Para facilitar a reclusão das mulheres, as casas só têm só têm janelas nos andares superiores".

"AS Raças Humanas",Resomnia editores, Iºvolume, pags.84/5
Publicado por morfeu às 07:53 PM
Curiosidades verosímeis...
...alguém que confirme...
Curiosidades da Idade Média
Naquele tempo, a maioria das pessoas casavam-se no mês de Junho (início do
Verão), porque, como tomavam o primeiro banho do ano em Maio, em Junho, o
cheiro ainda estava mais ou menos... (mais para menos.......-argh!!!!)
Entretanto, como já começavam a exalar alguns "odores", as noivas tinham o
costume de carregar bouquets de flores junto ao corpo, para disfarçar.
Daí temos em Maio o "mês das noivas" e a origem do bouquet.
Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente. O
chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa.
Depois,
sem trocar a água (repara só que lindo!), vinham os outros homens da casa
por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças.
Os bebés eram os últimos a tomar banho, portanto! Quando chegava a vez
deles, a água da tina já estava tão suja que era possível perder um bebé
lá
dentro. É por isso que existe a expressão em inglês "don't throw the baby
out with the bath water", ou seja, literalmente "não deite fora o bebé
juntamente com a água do banho", que hoje usamos para os mais
apressadinhos...
Os telhados das casas não tinham forro e as madeiras que os sustentavam
eram
o melhor lugar para os animais se aquecerem: cães, gatos e outros animais
de
pequeno porte como ratos e besouros.
Quando chovia, começavam as goteiras...os animais pulavam para o chão.
Assim, a nossa expressão "está a chover a cântaros" tem o seu equivalente
em
inglês em "it's raining cats and dogs". Para não sujar as camas,
inventaram
uma espécie de cobertura, que se transformou no dossel.
Aqueles que tinham dinheiro, possuíam "loiça" de estanho. Certos tipos de
alimentos como o tomate, oxidavam o material, o que fazia com que muita
gente morresse envenenada - lembra-te que os hábitos higiénicos da época
não
eram lá grande coisa...
Daí que durante muito tempo o tomate foi considerado como venenoso.
Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou uísque.
Essa combinação, por vezes, deixava o indivíduo "k.o."(numa espécie de
narcolepsia induzida pela bebida alcoólica e pelo óxido de estanho). Quem
passasse pela rua pensava que o fulano estava morto, recolhia o corpo e
preparava o enterro. (mai nada!)
O "defunto" era então colocado sobre a mesa da cozinha (que linda ideia,
não?!) por alguns dias (DIAS?!) e a família ficava em volta, em vigília,
comendo, bebendo (na boa vida é o que é!) e esperando para ver se o morto
acordava ou não. Daí surgiu a vigília do caixão ou velório, que em inglês
se
diz Wake, de "acordar".
A Inglaterra é um país pequeno, e nunca houve espaço suficiente para
enterrar todos os mortos. Então, os caixões eram abertos, os ossos
retirados
e encaminhados ao ossário e, o túmulo era utilizado para outro infeliz
(Pessoal, isto é Reciclagem!!). Por vezes, ao abrir os caixões, percebiam
que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que
aquele
morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo. Assim, surgiu a ideia de, ao
fechar os caixões, amarrar uma tira no pulso do defunto ( ahahahahahaha
adoro esta!!! ), tira essa que passava por um buraco no caixão e ficava
presa a um sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do
túmulo
durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento do braço faria o
sino tocar. Assim, ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo",
como usamos hoje.
Publicado por morfeu às 01:16 PM | Comentários (2)
novembro 18, 2004
Vazio do tamanho de Deus...

Sinto em mim um grande vazio,
Tão grande, do tamanho de Deus.
Nem o Amazonas que é dos rios o rio
Pode enchê-lo com os afluentes seus.
Tento, intento e de novo tento
Sanar esta chaga que me mata.
Quem pode, qual é o portento
Que estanca esta veia ou a ata?
Pode o finito conter o Infinito
Sem ficar louco ou adoecer?
Não pode.Por isso eu grito
Contra esse morrer sem morrer.
Implode o Infinito no finito!
O vazio é Deus no meu ser!
Leonard le boff
...porque sei que muitos de nós têm momentos de sofrimento consigo e com os seus, e, tendo encontrado este pequeno e ecuménico livro de orações, aqui deixo uma delas,pranto de um teólogo do nosso tempo...não precisamos de ser crentes para nelas meditar...boa noite
Publicado por morfeu às 11:50 PM | Comentários (3)
«Tagelmoust, litham, tuaregue"...

Descrição:
Targui (homem tuaregue)do Sara argelino, com o «Tagelmoust» ou «litham», véu de algodão, de cor azul, com que sempre deve ir coberto.Segundo uma antiga lenda, foram as mulheres tuaregues quem, vendo os homens que regressavam vencidos de uma batalha, tiraram os seus véus e cobriram a cabeça dos guerreiros, para os envergonhar pela derrota...
In:"As Raças Humanas", Resomnia Editores,Iº volume, pag.81
Publicado por morfeu às 06:30 PM | Comentários (1)
novembro 17, 2004
Concentração entrançada de Beleza

Descrição:
"Guerreiro masai, retesando cuidadosamente o seu arco.Os querreiros desta etnia,pastores nómadas da zona do Quénia e da Tanzânia,denominam-se «moran».Formam uma casta à parte, com leis e costumes próprios, como a peculiariedade dos seus penteados, realizados à base de tranças, entrelaçadas com fios tingidos com ocre.
"As Raças Humanas", Resomnia editora, Iºvolume, pag.67
Publicado por morfeu às 10:51 PM | Comentários (1)
Desolação

Desolação
A casa está vazia.
Ao cimo da escada apareces às vezes com as
Cores o Inverno,
E és vulto,
O sétimo selo sobre a minha palidez.
Não falas, não te moves,
E no entanto a minha vida estremece,
Assaltada pelas tuas máquinas profundas.
O pranto cresce nos campos ao abandono.
Os meus dedos fecham os olhos dos
Guerreiros mortos.
Chove, chove sempre que os encontro nos
Desfiladeiros do norte,
Hirtos,
Entregues à sua sorte,
Como este lugar desabitado cujas lâmpadas
Se apagaram,
Esta casa vazia onde te deitas para sempre,
Já longe das hortênsias.
José Agostinho Baptista ( 1948)
biografia
Publicado por morfeu às 02:22 PM | Comentários (1)
Notícias que realmente interessam...

...temos que procurar algum consolo na criatividade e engenho que o ser humano possui...só desgraças não....
Publicado por morfeu às 10:59 AM | Comentários (1)
novembro 16, 2004
ÔM ...Um eterno sibilar do Absoluto...

Estou confortavelmente egoísta
No côncavo do sofá habitual
Lasso, o corpo mantém-se
Em preguiça
O ar está quente
Abençoado pelo fole
Do fogo da lareira
Em silêncio-paz absolutos
Cruzo as pernas em pose ritual
Vertical de coluna
Observo a chama
Inicio o mantra nocturno
Mãos em abertura ávida mas calma
Para o universo
Que murmura
Um eterno sibilar do Absoluto
ÔM…mmmmmmm …ÔM…mmmmmmm
Publicado por morfeu às 11:47 PM | Comentários (4)
Livros em Powerpoint...simpático
Publicado por morfeu às 08:09 PM
Vamos todos a correr, descobrir o Astrau...
"Eu quero que o país vá subindo no seu astral!" Estas palavras de Santana Lopes, proferidas do púlpito no discurso de encerramento do último congresso do PPD-PSD-PSL, são o que se chama um grito de alma. Não é "Cogito ergo sum", nem "I have a dream", mas cada nação produz o que produz. No nosso caso é mais bolos.
Astral
Publicado por morfeu às 09:45 AM | Comentários (1)
novembro 15, 2004
Imaginando poesia no meu moliçeiro...

Publicado por morfeu às 04:02 PM | Comentários (1)
O pai natal, liberal e previdente, sugere...
...não sei se aconselhável a menores...
(...mandam-me estas coisas por e-mail e lá se vai a coerência editorial do blogue...)
![7120crocheted[1].jpg](http://anomalias.weblog.com.pt/arquivo/7120crocheted[1].jpg)
Publicado por morfeu às 03:43 PM | Comentários (1)
Vão depressa e comprem...

...comprei hoje com a edição do público...vale a pena..
Publicado por morfeu às 03:06 PM
novembro 14, 2004
Ossos e cabeleira

(…) No terceiro nicho do altar-mor, do lado do Evangelho, (…) A lápide saltou em pedaços à primeira pancada do alvião e uma cabeleira viva, de uma intensa cor de cobre, espalhou-se para fora da cripta. O mestre-de-obras quis retirá-la completa com o auxílio dos seus operários, mas quanto mais puxavam, mais comprida e abundante ia surgindo, até saírem as últimas madeixas ainda presas a um crânio de criança. No nicho não ficaram senão uns ossitos pequenos e dispersos e na lápide de cantaria carcomida pelo salitre apenas era legível um sem apelidos: Sierva Maria de Todos los Angeles. Estendida no chão, a esplêndida cabeleira media vinte e dois metros e onze centímetros.
(…) O histórico convento das clarissas, transformado em hospital há já um século, ia ser vendido para construírem em seu lugar um hotel de cinco estrelas. A capela estava quase exposta às intempéries devido à progressiva queda do telhado, mas nas suas criptas continuavam enterradas três gerações de bispos, abadessas e outras pessoas importantes. A primeira coisa a fazer era desocupá-las, entregar os restos a quem os reclamasse e atirar o restante para a vala comum.
Surpreendeu-me o primitivismo do método. Os operários destapavam as sepulturas com alvião e enxada, tiravam os caixões apodrecidos, que se desfaziam mal se lhes tocava, e separavam os ossos da argamassa de pó com farrapos de pano e cabelos baços. Quanto mais ilustre era o morto mais difícil se tornava o trabalho, porque era preciso esgravatar nos restos dos corpos e peneirar finamente os resíduos para recuperar as pedras preciosas e as peças de ourivesaria.
O mestre-de-obras copiava os dados da lápide num caderno escolar, arrumava os ossos em montes separados e colocava a folha com o nome em cima de cada um para não se confundirem. A minha primeira visão ao entrar no templo foi uma longa fila de montículos de ossos, aquecidos pelo violento sol de Outubro que entrava a jorros pelos buracos do tecto e sem outra identificação para além do nome escrito a lápis num pedaço de papel. Quase meio século depois ainda sinto a perturbação que me causou aquele terrível testemunho da passagem arrasadora dos anos.
(…) No terceiro nicho do altar-mor, do lado do Evangelho, (…) A lápide saltou em pedaços à primeira pancada do alvião e uma cabeleira viva, de uma intensa cor de cobre, espalhou-se para fora da cripta. O mestre-de-obras quis retirá-la completa com o auxílio dos seus operários, mas quanto mais puxavam, mais comprida e abundante ia surgindo, até saírem as últimas madeixas ainda presas a um crânio de criança. No nicho não ficaram senão uns ossitos pequenos e dispersos e na lápide de cantaria carcomida pelo salitre apenas era legível um sem apelidos: Sierva Maria de Todos los Angeles. Estendida no chão, a esplêndida cabeleira media vinte e dois metros e onze centímetros.
O mestre-de-obras explicou-me sem espanto que o cabelo humano crescia um centímetro por mês mesmo depois da morte e vinte e dois metros pareciam-lhe uma medida correcta para duzentos anos. A mim, pelo contrário, não me pareceu assim tão trivial porque a minha avó, quando eu era criança, contava-me a lenda de uma marquesinha de doze anos cuja cabeleira se arrastava como a cauda de um véu de noiva, que morrera com raiva devido à dentada de um cão e que era venerada entre a população do Caribe…
Gabriel Garcia Marquez
(in int, a “Do Amor e outros Demónios”, ed.D.Quixote)
Publicado por morfeu às 10:17 PM | Comentários (2)
Húmus erguido de um amargo ilusório
Não terá a humilde e verde azeitona
O direito de ser bafejada pelo quente da poesia?
Porque infante e diminuto, o fruto seu
Não se apresenta com traje de ribalta?
Pois…
Eu vejo qualquer coisa de extraordinário
Nesta aparente simplicidade…
Posso imaginar a aura da paz
No crescer hesitante das suas folhas
Posso adornar um futuro
Em ramo de oliveira
Erguendo simbolicamente a loucura de uma qualquer utopia…
Posso, ao acariciar com a vista este ambiente tranquilo
Abandonar a existência neste exemplo de flor de terra,
Húmus erguido de um amargo ilusório…
...dedico ao meu recém conhecido amigo na blogosfera,Silas de seu nome e de geografia brasileira...aquele abraço...
Publicado por morfeu às 02:49 PM | Comentários (5)
Se "Ele" não fosse já anedota seria a anedota do século...
...Santana Lopes quer liderar o Governo até 2014...

In Expresso 13/11/04
Publicado por morfeu às 10:48 AM | Comentários (2)
novembro 13, 2004
Elogio da vinha e do vinho,II
...a meu pedido, o amigo Jorge Castro - Orca para a blogosfera - correspondeu brilhantemente a uma proposta minha, de, fazer um texto poético, estimulado pela foto da entrada anterior e...pelo seu estro...recomendo,uma leitura atenta...para o "Orca" o meu obrigado e desculpa lá estar a meter-te em "Vinho" quando o teu elemento é "Água"... Saúde...
Publicado por morfeu às 12:32 PM | Comentários (2)
novembro 12, 2004
Como algas flutuando sobre um rio...o elogio do vinho.

Uvas
Rubras
Brancas
Verdes
Sangue da terra e suor
Cachos de uvas
Tantas vezes
Outro nome para a dor
Frágeis
Expostas
Ridentes
Ao rés do chão
Nas latadas
Rubras
Brancas
Maceradas de geadas e calor
Uvas franjadas de verde
Parras verdes cuja cor
Se mancha de ouro e cansaço
Por Setembro e por amor
Uvas despidas de frio
Engavinhadas na vida
Néctar da nossa mesa
Por lágrimas
E alegrias
Árduos cachos de labor
Sangue da terra lavrada
Seiva da terra exangue
E suor
Tanto suor...
Jorge Castro
Um amigo meu, homem superior, considera que a eternidade é uma manhã e dez mil anos, um abrir e fechar de olhos. O sol e a chuva são as janelas da sua casa. Os oito pontos cardeais as suas avenidas. Caminha sem destino. Inútil se torna procurar as suas pegadas. A sua casa tem o céu por tecto e a terra por leito. O seu único pensamento é o vinho. Nada mais, aquém ou além, o preocupa.
O seu modo de viver chegou aos ouvidos de dois respeitáveis filantropos: o primeiro, um jovem nobre; o outro, um famoso letrado. Foram visitá-lo e com olhos furiosos e ranger de dentes, agitando as mangas das suas vestes reprovaram vivamente a sua conduta. Falaram-lhe dos ritos e das leis, do método e do equilíbrio. E as suas palavras zumbiam como um exército de abelhas. Entretanto o seu interlocutor encheu um copo e bebeu-o de um trago. Depois sentou-se no solo, com as pedras cruzadas, encheu de novo o copo, afastou a barba e recomeçou a beber até que, a cabeça inclinada sobre o peito, caiu num estado de ditosa inconsciência, apenas interrompido por relâmpagos de semilucidez. Os seus ouvidos não teriam escutado a voz do trovão, os seus olhos não teriam reparado numa montanha. Cessaram frio e calor, alegria e tristeza. Abandonou os seus pensamentos. Inclinado sobre o mundo contemplava o tumulto dos seres e da natureza, como algas flutuando sobre um rio…
Lieu Ling ( séc. III )
in Rosa do Mundo – 2001 poemas para o futuro(Tradução de Jorge Sousa Braga)
Publicado por morfeu às 03:09 PM | Comentários (7)
Arafat, "O Homem-Palestina"...in N.Ob. sugiro...

Arafat
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Arafat
A construção cuidadosa da sua imagem, que se foi confundindo com a do povo palestiniano, fez-se ao longo de anos e também se alimentou de mentiras, como a de que nascera em Jerusalém quando veio ao mundo no Cairo, filho de palestinianos em busca de uma vida melhor. Membro do clã Husseini de Gaza, de baixa extracção social, alimentou durante anos o mito de que pertencia ao clã Husseini de Jerusalém, um dos mais prestigiados e o mesmo do Mufti (líder religioso) que, durante a Segunda Guerra, apoiara a Alemanha e o Holocausto por ódio aos judeus que chegavam em cada vez maior número às terras do ainda Mandato britânico.
Mas tudo isso se esquece quando se olha apenas para o homem tornado ícone - da mesma forma que ninguém recorda que 'Che' Guevara presidiu a pelotões de fuzilamento após a revolução cubana quando se veste uma camisola com a imagem crística que um dia dele captou o fotógrafo Korda.
(...)
Publicado por morfeu às 10:58 AM | Comentários (1)
novembro 10, 2004
Qual a importância dos candeeiros?...

Melancolia...
Obceca-me este candeeiro…
Não oferece luz, talvez esmagado pela ameaça,
Branco acinzentada das Nuvens aparentemente distraídas…
Porque me colocaram aqui, se não cumpro a minha função?
Resigno-me neste estar sentinela,
Do tempo que passa, sarcástico e amoral,
Penetrando a minha aparente resistência,
Com penas melancólicas que cumpro fatalmente, sem brilho.
Maldita melancolia que te apossaste de mim,
Assim testemunha de não sei bem o quê,
Mas que de forma humilhante, húmida, contínua,
Me embrulha neste estar, sempre coberto em terrível e inominável Solidão.
…e a luz que não aparece…a minha…
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Memories,foto de M.Gonçalves
eu...perante tudo isto...só vejo o candeeiro...simpatia espontânea, motivos desconhecidos...eu sei...está sozinho com a sua luz obrigatória, quotidiana...aqui não é o mar que cobre a minha atenção mas é apenas isto...um candeeiro, só, aparentemente servo a dizer: alto!Se não segues o foco da minha luz estás perdido, ainda que caminhes para a purificação do mar ali à frente...acerto o passo, desvio o meu andar e faço o trilho que esta luz oportuna me sugere:amplio com a sua não propositada ajuda um dos múltiplos caminhos da Liberdade...
Publicado por morfeu às 01:35 PM | Comentários (6)
novembro 09, 2004
Isto não é à Metafísica mas sim à bruta...
...saindo das brumas poético-metafísicas e penetrando no mar habitual do abrutalhado...irra,onde eu vim parar...
Num famoso talho de Lisboa, chega de repente um exuberante Maserati "verde
garrafa".
Dele sai um Sportinguista que pede ao talhante:
- O Sr. tem "filet mignon"?
- Tenho sim - responde o talhante.
- Corte-me dez peças - diz o Sportinguista, pagando imediatamente com notas
de 100 Euros e saindo logo após.
Passados dez minutos, chega um BMW de cor "azul safira". Dele sai um
Portista, que pede ao talhante:
- O Sr. tem alcatra?
- Tenho sim - responde o talhante, sorridente pela última venda.
- Corte 25 quilos - pede o Portista, que recebe e paga com cartão de crédito
Platinum, e vai embora logo em seguida.
De repente, chega um chaço, bem velho, todo enferrujado, que foi vagamente
no passado de cor "grenat", com um adesivo que diz "Benfica o maior", nos
dois lados do pára-brisas, e no vidro traseiro, "Campeão Europeu", de onde
sai um brutamontes com a camisa e o gorro do Benfica, que diz ao talhante:
- Tens aí mãozinhas de porco ó caramelo?
- Tenho sim - responde o talhante.
- Então levanta-as já bem p'ra cima ó camandro e passa-me para cá o pacotame
aí da caixa senão queres levar já com um balázio na cachimónia!
Publicado por morfeu às 09:00 PM | Comentários (2)
Sugestões televisivas...
Mezzo,2h.55: A "Fantástica" de Hector Berlioz
RTP2,22h30: "Himalaias" com Michael Palin
História,23horas: "O muro de berlim"
...bons programas...
Morfeu
Publicado por morfeu às 06:10 PM | Comentários (1)
Ave!

Num esplendor abençoado
Luz enorme reveladora
Vaidade de Deus
Nas suas particularidades…
Eu te saúdo
Ave!
Publicado por morfeu às 10:52 AM | Comentários (6)
Ó Mar Salgado...ou como Portugal rouba mar à França...sugiro
Depois de duras e prolongadas negociações em Bruxelas, o
mar salgado e roubado
Governo português conseguiu estender a soberania nacional à zona económica exclusiva da França. A vitória de Lisboa foi considerada pelos analistas em Bruxelas como um estrondoso êxito político. O mar francês não é um mar qualquer. É sofisticado, é chique. Nem todo o peixe tem direito a circular livremente nas suas águas - só as espécies caras, como a garoupa, o cherne, o linguado ou o tamboril, nada de sardinha ou chicharro. Nem todo o navio de pesca se pode dar o luxo de circular livremente no mar francês, que agora também é nosso para grande mágoa de Paris, que perde a sua soberania, depois de décadas e décadas a investir na sua modernização.
Publicado por morfeu às 10:06 AM | Comentários (2)
As pedras...os amores...sugiro...
De quando Deus faz pessoas à medida dele...
(...)
Amores e pedras
P - Cá de fora vejo-o vaidoso. Como constatação sua de capacidades, talvez.
R - Fazer uma constatação de capacidades não é estar a ser vaidoso, mas realista. A vaidade implica um hipervalorizar coisas nossas. A vaidade implica uma sensação de superioridade sobre os outros, que não se tem direito de ter. Porque depois aparece uma pessoa que faz tudo a poder de lágrimas e ais e o Adelino não é capaz de o fazer. E que lhe dá uma lição de humanidade incrível. A pessoa mais luminosa e inteligente que encontrei na minha vida foi há muitos anos numa consulta no hospital Miguel Bombarda - uma rapariga com uma depressão. Era criada de servir. Uma capacidade de"insight", uma capacidade de inteligência abstracta, de associar tempos da vida dela, espantosa. E reduzida miseravelmente à condição de serva. E ela não tinha consciência disto. Depois teve um cancro. Da mama. Não o tratou a tempo. Já só me aparecia porque eu gostava de conversar com ela. Com o marido, [que tinha] um emprego muito modesto. Com uma cabeleira postiça. Com 42 anos, morreu ela. "Gostava de viver mais uns anos..." Parecia que saía luz daquela mulher. E o Adelino saía dali, mesmo que ela não falasse, com a sensação de que de vez em quando Deus faz pessoas à medida dele.(...)
Publicado por morfeu às 09:57 AM
novembro 08, 2004
Um blogue que faz /fez jus ao nome...por aí blogues
Publicado por morfeu às 11:52 PM | Comentários (2)
A morte nem sequer é maçadora...

Canto décimo primeiro
Anteontem primeiro domingo de Novembro
a névoa podia-se cortar à faca.
As árvores brancas da geada e as estradas e planícies
pareciam cobertas por lençóis. Depois apareceu o sol
enxugando o universo e somente as sombras
permanecem banhadas.
Pinela, o camponês, atava as cepas
com ervas secas que segurava entre as orelhas.
Enquanto trabalhava falei-lhe da cidade,
da minha vida que passara num relâmpago
do meu terror da morte.
Aí silenciou todos os rumores que fazia com as mãos
e só então se ouviu um pequeno pardal cantando ao longe.
Disse-me: medo porquê? A morte nem sequer é maçadora.
Apenas vem uma vez!
Tonino Guerra (1920)
O mel
(trd. de Mário Rui de Oliveira)
Publicado por morfeu às 09:40 AM | Comentários (1)
novembro 07, 2004
Bush 1 pire que Bush 2...sugiro
(...)Même chose pour la politique étrangère: Bush n’a pas la moindre intention de revenir à une realpolitik à la Kissinger, il a au contraire insisté davantage dans les dernières semaines de sa campagne sur «le pouvoir transformateur de la liberté». Il voit dans la lutte contre le terrorisme «une guerre religieuse, confie un proche de sa famille (1). Il n’a pas une vision politiquement correcte de cette guerre. Dans son esprit, cela se résume au fait qu’ils veulent tuer les chrétiens. Et nous, les chrétiens, nous devons riposter avec le plus de force et de férocité possible».
Publicado por morfeu às 09:28 PM | Comentários (1)
Blueblog...blogues por aí...
Publicado por morfeu às 04:28 PM | Comentários (1)
Em busca de blogues perdidos por aí...
...resolvi mergulhar na blogosfera não pelo princípio mas mais ou menos pelo fim...
Blogs por aí
Publicado por morfeu às 02:51 PM | Comentários (2)
Televisão, sugestões...
SIC Comédia: "Allô Allô", 17 horas
Canal 2: "As Asas do Desejo", de Wim Wenders, 23.30
Publicado por morfeu às 02:18 PM
O Doc e o Mundo, AMS...sugiro
Publicado por morfeu às 12:49 PM
Onda alucinada...in Fbd.O.p
Onda alucinante
"G. W. Bush é o fundamentalista religioso mais poderoso do mundo. Está reinvestido de um mandato divino - reconhecido pelo povo norte-americano nas eleições -, para intervir sempre e onde lhe parecer que os interesses dos EUA estão ameaçados.
"O povo norte-americano estava tranquilo, há séculos, no gozo da 'Terra Prometida'. Nenhum mal irremediável lhe tinha acontecido até ao 11 de Setembro de 2001. Nesse dia, as bestas do Apocalipse, por ordem do Anti-Cristo, atiraram-se sobre as Torres Gémeas.
"G. W. Bush prometeu vingar-se entregando Bin Laden, 'vivo ou morto', aos seus concidadãos. Ainda não teve tempo. Os seus colaboradores são mais rápidos na acção do que na investigação.
"Mas há dias, durante a campanha eleitoral, Osama bin Laden reapareceu bem vivo nas televisões para dizer aos norte-americanos que G. W. Bush continua a precisar dele e ele precisa de G. W. Bush. São duas caras da mesma moeda religiosa.
"Bin Laden não se mostrou nada arrependido da destruição das Torres Gémeas. G. W. Bush não se mostrou nada arrependido da destruição do Iraque. Baseados no mesmo fundo bíblico, julgam ambos que é do caos que surgirá uma nova criação do mundo."
Religião e Política na América do Norte
Por FREI BENTO DOMINGUES, O.P.
Domingo, 07 de Novembro de 2004
De repente, alguns distraídos descobriram que a investigação das relações entre religião e política nos EUA é de interesse mundial. É fácil passar da distracção prolongada à razão delirante.
Não se pode esconder que a mistura do fundamentalismo político e religioso continua em alta, não só em alguns sectores islâmicos, mas também na vitória eleitoral de G. W. Bush. Quando menos esperava, chegou-me um bilhete dessa onda alucinada:
"G. W. Bush é o fundamentalista religioso mais poderoso do mundo. Está reinvestido de um mandato divino - reconhecido pelo povo norte-americano nas eleições -, para intervir sempre e onde lhe parecer que os interesses dos EUA estão ameaçados.
"O povo norte-americano estava tranquilo, há séculos, no gozo da 'Terra Prometida'. Nenhum mal irremediável lhe tinha acontecido até ao 11 de Setembro de 2001. Nesse dia, as bestas do Apocalipse, por ordem do Anti-Cristo, atiraram-se sobre as Torres Gémeas.
"G. W. Bush prometeu vingar-se entregando Bin Laden, 'vivo ou morto', aos seus concidadãos. Ainda não teve tempo. Os seus colaboradores são mais rápidos na acção do que na investigação.
"Mas há dias, durante a campanha eleitoral, Osama bin Laden reapareceu bem vivo nas televisões para dizer aos norte-americanos que G. W. Bush continua a precisar dele e ele precisa de G. W. Bush. São duas caras da mesma moeda religiosa.
"Bin Laden não se mostrou nada arrependido da destruição das Torres Gémeas. G. W. Bush não se mostrou nada arrependido da destruição do Iraque. Baseados no mesmo fundo bíblico, julgam ambos que é do caos que surgirá uma nova criação do mundo."
Um bilhete é curto para explicitar as constantes e as metamorfoses dos mitos fundadores dos EUA, os percursos da sua religião civil, assim como das igrejas clássicas e pentecostais, para descrever as guerrilhas evangelistas dos "'lobbies' religiosos" em torno da problemática da família, do aborto, do casamento homossexual e das experiências no embrião humano.
Num bilhete é impossível explicar o apoio incondicional de algumas correntes cristãs ao Governo de Telavive, apoio alimentado na crença de que o "retorno de Cristo" está condicionado pelo "retorno do povo judaico" à posse de toda a Terra Santa, prelúdio da sua conversão a Jesus Cristo! Esta razão, delirante e blasfema para um judeu, tem um evidente interesse político.
2. O bilhete esquece, sobretudo, o paradoxo radical do estatuto da religião nos EUA.
Em 1787, na redacção da Constituição federal, ficou estabelecido que "jamais nenhuma condição de religião será requerida para o acesso a qualquer função dos Estados Unidos".
Dois anos depois, tornou-se uma evidência fundamental a separação da religião e do Estado, e a liberdade religiosa: "O Congresso não poderá fazer lei que tenha por objecto estabelecer uma religião ou proibir o seu livre exercício..."
E, no entanto, a religião está presente em tudo: desde o dólar até ao juramento presidencial sobre a Bíblia, passando pelo quotidiano da grande maioria da população.
A religião desempenhou um papel decisivo na reeleição de George W. Bush, mas não dividiu a América do Norte entre crentes e não crentes. Dividiu sobretudo duas concepções da religião.
Não se deve esquecer que 95 por cento dos norte-americanos afirmam acreditar em Deus; 91,7 por cento revelaram as suas preferências religiosas; 81 por cento julgam que a oração diária é central na sua vida.
Falou-se muito das beatices de G. W. Bush. Além de tudo o mais, principiava com a sua equipa, todas as manhãs, o trabalho de governação pelo estudo bíblico e pela oração. No entanto, em 2003, 61 por cento dos norte-americanos julgavam que Bush não mencionava a sua fé nem de mais nem de menos. Onze por cento gostavam que Bush a mencionasse ainda mais.
Mas G. W. Bush não tem o exclusivo das confidências religiosas. Al Gore, o seu rival democrata de há quatro anos, declarou que invocava os conselhos de Cristo para as suas opções difíceis, e um seu companheiro de lista, Liebering, começava os seus comícios com uma oração. John Kerry, o católico derrotado nestas eleições, embora mais discreto acerca do seu percurso espiritual, nunca deixou de invocar a Deus e de citar a Bíblia.
Na maior democracia do Ocidente, as religiões fazem parte do próprio tecido da sociedade. Nesta "nova terra prometida", a sua base messiânica está sempre pronta a revelar-se em momentos de crise, com acessos de paranóia bem aproveitados pela política republicana, servida por um fundamentalismo religioso cada vez mais activo.
A própria identidade cultural da Igreja Católica nos EUA continua num processo de reconfiguração. Os bispos pronunciam-se contra o aborto, mas também contra a pena de morte, contra a guerra no Iraque e assumem a causa dos pobres e dos imigrantes.
Não são posições do agrado da maioria conservadora e republicana.
A grave crise dos padres pedófilos lançou algum descrédito sobre essas posições. Mas se os bispos estão no campo social mais à esquerda do que os democratas, os republicanos procuram, cada vez mais, atrair os bispos católicos para o seu conservadorismo, através das questões do aborto e do financiamento das escolas católicas...
A polarização fundamentalista da política e da religião nos EUA é um atraso de vida para todo o mundo
OUTROS TÍTULOS EM ESPAÇO PÚBLICO
Publicado por morfeu às 12:07 PM
Beleza em veludo escuro e altivo...

Na foto:Jovem peul vestindo as suas melhores galas e adornada com joalharia de âmbar e metal.
As mulheres peul são de uma grande beleza, resultado da sua mestiçagem de grande contraste entre raças mediterrâneas caucasóides e sudânicas negróides.Graças a uma lei de herança que as favoreçe, as peul podem possuir os seus próprios rebanhos, alcançando assim independência económica em relação ao homem.
In, "Raças Humanas" ,Resomnia editores
Publicado por morfeu às 11:27 AM | Comentários (1)
novembro 06, 2004
Diversidade: Pigmeus

(In "Raças Humanas" - Resomnia Editores)
Descrição:Jovem mãe pigmeu.Os habitantes autóctones de África foram os pigmeus.Actualmente vivem na selva equatorial e, se bem que a sua cultura material seja muito precária, as suas danças,lendas e mitos são de uma grande riqueza...
Publicado por morfeu às 08:07 PM | Comentários (4)
Humano, muito diversamente...

In: "As Raças Humanas" , Resomnia Editores
Publicado por morfeu às 07:52 PM | Comentários (2)
Portugueses...autênticos internacionalistas...
...de facto notável este nosso cariz internacionalista...e sem sair de casa...
O cariz internacionalista do povo português é inegável.
Senão vejamos:
1-Quando um português tem um grande problema pela frente costuma dizer
que se vê grego.
2-Se uma coisa é extremamente difícil de compreender, ele afirma que
isso é chinês.
3- Quem trabalha de manhã à noite é um mouro de trabalho.
4- Uma invenção moderna e mais ou menos inútil é uma americanice.
5- Quem se gaba em excesso é amigo de espanholadas.
6- Quem vive com luxo e ostentação vive à grande e à francesa
7- e se faz algo para causar boa impressão aos outros
é só para inglês ver.
Notas:
1)Será que alguma vez nos vemos gregos? Isto porque grande problema...nunca vi...
2)Chinês sim porque na realidade tudo se revela difícil de compreender para o Portuga, ou é chato à partida fazer o esforço de compreender...
3)Afigura-se-me difícil esta referência: actualmente trabalhar de manhã até à noite só se for para os emigrantes do Leste...para os portugas é impraticável não só por essência como pelo facto de estarem no desemprego ou no emprego e ter a vocação de não fazer nenhum...
4)Americanices nem vê-las...isto para os blogues agnósticos como o meu, ou de esquerda...os outros não conhecem a palavra porque lhes é imanente...se ao menos fosse invocar o santo nome de Bush...
5)esta não conheço...ser pintor - de esquerda ou agnóstico - isso conheço...também não me importava de conhecer umas espanholas jeitosas...olé...
6)Aqui esta afirmação já é do tempo do Eça...os coqs já só têm perfume...agora diz-se:viver à venezuelana conection...ou como o Bin laden...ou à dirigente benfiquista...ou...eu sei lá???
7)Para inglês ver??? a última vez que estavamos a tentar fazer alguma coisa grande foi para grego ver...mas aí voltamos ao princípio e estou a ver-me grego para acabar esta prosa...
Morfeu, em momento de profunda reflexão - quer dizer, não me apetece fazer a ponta dum corno - Ámen
Publicado por morfeu às 06:14 PM | Comentários (2)
Sugestões televisivas...
Os momentos mais incríveis da National Geographic: Canal N. Geographic – 16 horas
Encontro marcado: Canal História – 17 e 23horas
(retrato de Times Square em Nova Yorque)
O melhor jazz: Canal Arte- 21.30
( miles davis, duke ellington, lionel hampton, h.hancock, Carla bley)
Britcom: Canal 2, 22.15
O Eixo do Mal: Sic Notícias, 24 horas
( debate, bater e abater, com:Artur silva; clara f.alves, Daniel oliveira,José Júdice e Pedro Mexia)
Publicado por morfeu às 03:35 PM
novembro 05, 2004
Yasser Arafat, l'homme qui a su incarner la Palestine ...sugiro
Yasser Arafat, 75 ans, qui se trouvait jeudi 4 novembre au soir soir en état de mort clinique, a pendant un demi-siècle incarné la Palestine, donnant une crédibilité internationale à l'espoir d'un Etat palestinien sans jamais parvenir à concrétiser cette ambition ni accomplir son rêve de prier à Jérusalem.
Combattant opiniâtre, doté d'un solide sens politique et grand communicateur, cette personnalité hors du commun a sans conteste réussi la gageure d'imposer dans les agendas internationaux la cause de son peuple.
Mais malgré sa ténacité légendaire, il n'est pas parvenu à concrétiser son principal objectif: la création d'un Etat en Cisjordanie et dans la bande de Gaza, avec pour capitale Jérusalem-est annexée en 1967 par Israël.
Les Israéliens auront beau essayer de le liquider à plusieurs reprises, de l'écarter en l'enfermant pendant ces trois dernières années dans son quartier général de Ramallah en Cisjordanie, ou encore de le menacer d'expulsion, il a su rester incontournable.
"Ils (les Israéliens) peuvent me tuer avec leurs bombes, je ne partirai pas", affirmait-il en septembre 2003 après une décision israélienne de l'expulser de Cisjordanie.
Depuis décembre 2001, le "vieux", comme l'appelent familièrement les Palestiniens, n'avait plus quitté son QG de Ramallah, contraint de voir l'Autorité palestinienne perdre lentement sa substance sous les coups de boutoir des opérations militaires en représailles aux attentats palestiniens.
Lutte à 17 ans
Né Mohammad Abdel Raouf Arafat al-Qoudwa al-Husseini en août 1929 au Caire, il rejoint à 17 ans les groupes armés palestiniens qui luttent contre la création d'un Etat juif en Palestine et participe aux combats de 1947-48 entre juifs et Arabes.
Brisé par la victoire israélienne, Arafat retourne à l'université du Caire, où il étudie le génie civil et s'implique davantage dans les milieux politiques palestiniens.
Après s'être attiré les foudres du président égyptien Gamal Abdel Nasser, il part au Koweit où il fait prospérer son entreprise, ce qui lui permet en 1958 de financer la création du Fatah. En 1964, il devient un révolutionnaire à plein temps, installé en Jordanie pour y organiser des raids du Fatah contre Israël.
En 1969, deux ans après la déroute arabe de la Guerre des six jours, Abou Ammar, son nom de guerre, est élu président du Comité exécutif de l'Organisation de libération de la Palestine (OLP) dont le Fatah constitue le groupe dominant. Il se fait alors connaître sur la scène internationale par son keffieh à damier et l'habit militaire qu'il ne quittera plus.
Sous son autorité tatillonne, l'OLP se démarque de ses tuteurs arabes, devenant un Etat dans l'Etat en Jordanie, jusqu'à la rupture de Septembre noir en 1970, chassée par l'armée du roi Hussein.
Le scénario se répète au Liban, ravagé par la guerre civile libanaise puis l'invasion israélienne. Arafat est évacué par mer, protégé par la France, échappant une fois de plus à la mort le 30 août 1982, quand un tireur embusqué israélien qui le tenait dans son viseur, attendra en vain l'ordre par radio d'appuyer sur la gâchette.
Oslo
En novembre 1983, c'est l'évacuation de Tripoli (Liban nord), une fois encore par la mer sous la protection de la France, chassé par l'armée syrienne et des groupes palestiniens dissidents.
Le "général" Arafat, comme il aime parfois se présenter, a perdu une bataille de plus, ses troupes sont dispersées aux quatre coins du monde arabe, il s'installe à Tunis.
Le combat politique et diplomatique remplace graduellement la lutte armée. Après le déclenchement en 1987 de la première Intifada, qu'il inspire et contrôle, Arafat opte pour des négociations avec Israël.
Il dénonce publiquement le terrorisme en décembre 1988, peu après la reconnaissance par l'OLP du droit d'Israël à exister dans des frontières sûres et reconnues aux côtés d'un Etat palestinien indépendant.
En 1993, il signe à la Maison Blanche les accords d'Oslo sur l'autonomie palestinienne, avec le Premier ministre, Yitzhak Rabin, et son ministre des Affaires étrangères Shimon Peres, ce qui leur vaut de recevoir le prix Nobel de la paix en 1994.
En juillet 1994, Arafat effectue un retour triomphal dans les territoires palestiniens. Il est élu président de l'Autorité palestinienne en 1996.
Boycotté par le premier ministre Ariel Sharon, déclaré politiquement mort par le président George W. Bush, Arafat a continué à les défier jusqu'à la dégradation de son état de santé.
En état de mort clinique jeudi à Paris, son souhait de "mourir en martyr" en Palestine ne sera pas satisfait et son rêve d'aller prier à Jérusalem-est à la mosquée Al-Aqsa, jamais accompli.
Publicado por morfeu às 01:52 PM | Comentários (1)
O Homem que falava com Deus...sugiro
Julgo que o que mudou essencialmente, desde então, foi isso mesmo: uma maioria, dita "moral" e reclamando-se de uma legitimidade concedida por Deus, decretou um catálogo de pretensas virtudes a que chamam "valores" e que, aos poucos, foram impondo a toda a América e pretendendo impor a todo o mundo.
Hoje, em 2004, as multidões que assistiam aos comícios de George Bush não gritavam "bravo!" nem "viva!", mas sim "amen" e "aleluia". Num momento de maior entusiasmo, o próprio Bush sentiu-se autorizado a declarar que às vezes "falava com Deus". Não admira que o Papa e Buttiglione, assim como os dirigentes teocráticos do Irão e a Casa de Saud, fossem seus apoiantes.
Publicado por morfeu às 07:45 AM | Comentários (2)
A doçura do Ocidente vai acabar...sugiro
Publicado por morfeu às 07:38 AM
Aforismos de Teixeira de Pascoaes
D’entre os homens o Poeta é o que vive mais próximo dos animais e dos deuses.
O Poeta e o Herói são dois milagres; contradizem a Natureza, como duas pedras que voassem.
Teixeira de Pascoaes, "Aforismos",
(selecção e organização de Mário Cesariny - Assírio e Alvim Editora)
Representamos o objectivo e o subjectivo, a quantidade e a qualidade, o número cardinal e o ordinal, a desordem corpuscular e a música das esferas, a fatalidade e a liberdade. Representamos tudo isso, num cenário sólido, líquido e gasoso. E, por isso, comemos, bebemos, e respiramos; - três virtudes do fôlego animado, porque muda o que come, em sensações, o que bebe em sentimentos e o que respira em ideias claras ou obscuras, conforme é límpido o ar ou enevoado… É de sólida origem a sensação; o sentimento é já de origem fluídica; e, então, o pensamento é só cor azul ou imagem íntima da luz…
( Teixeira de Pascoaes )
Publicado por morfeu às 07:24 AM
novembro 04, 2004
Teimosamente pela paz...porque...isto...
Publicado por morfeu às 02:06 PM | Comentários (3)
novembro 03, 2004
USA versus Europa...rescaldo
...the main difference between EUROPE and USA...

Publicado por morfeu às 10:57 PM | Comentários (2)
Este diálogo inefável em que macho e fêmea se revelam...oh...
Mensagem
O churrasco é o único cozinhado que um "verdadeiro" homem faz.
Quando um homem se propõe para realizar um, a cadeia dos acontecimentos é a
seguinte:
1 - A mulher vai ao supermercado comprar o que é necessário.
2 - A mulher prepara a salada, os legumes e a sobremesa.
3 - A mulher tempera a carne, dispõe-na numa bandeja com os talheres
necessários enquanto que o homem está deitado junto à churrasqueira a beber
uma cerveja.
4 - O homem coloca a carne na grelha.
5 - A mulher vai para dentro de casa pôr a mesa e verificar a cozedura dos
legumes.
6 - A mulher diz ao marido que a carne está a queimar.
7 - O homem tira a carne da grelha.
8 - A mulher arranja os pratos e coloca-os na mesa.
9 - Após a refeição, a mulher traz a sobremesa e lava a loiça.
10 - O homem pergunta à mulher se ela aprecia não ter que cozinhar. E perante
o ar aborrecido da mulher, conclui que elas nunca estão satisfeitas.
---------------------------------------------------------------------
e...
Publicado por morfeu às 10:02 PM | Comentários (2)
Kerry depois da derrota...
...lamento...

Publicado por morfeu às 04:33 PM | Comentários (2)
Meditação das árvores...

Foto de:Morfeu
...calei as palavras para respirar a presença deste ser vivo,acolhendo-me na brisa dos seus ramos, na amizade da sua existência...medito...
Publicado por morfeu às 09:49 AM | Comentários (3)
novembro 02, 2004
Prazer e sofrimento...lido em...
(...)Porque é que não nos apaixonamos todos os meses de novo? Porque, por altura de cada separação, uma parte dos nossos corações fica desfeita. Assim, esforçamo-nos mais por evitar o sofrimento do que na busca do prazer.
Sigmund Freud, in 'As Palavras de Freud'
Publicado por morfeu às 10:22 AM | Comentários (1)
Alice no país das maravilhas...sugiro
Publicado por morfeu às 09:33 AM
Finados,adsl...e companhia...sugiro
Publicado por morfeu às 09:27 AM
OBSESSÃO DO MAR OCEANO...
Vou andando feliz pelas ruas sem nome...
Que vento bom sopra do Mar Oceano!
Meu amor eu nem sei como se chama,
Nem sei se é muito longe o Mar Oceano...
Mas há vasos cobertos de conchinhas
Sobre as mesas... e moças na janelas
Com brincos e pulseiras de coral...
Búzios calçando portas... caravelas
Sonhando imóveis sobre velhos pianos...
Nisto,
Na vitrina do bric o teu sorriso, Antínous,
E eu me lembrei do pobre imperador Adriano,
De su'alma perdida e vaga na neblina...
Mas como sopra o vento sobre o Mar Oceano!
Se eu morresse amanhã, só deixaria, só,
Uma caixa de música
Uma bússola
Um mapa figurado
Uns poemas cheios de beleza única
De estarem inconclusos...
Mas como sopra o vento nestas ruas de outono!
E eu nem sei, eu nem sei como te chamas...
Mas nos encontramos sobre o Mar Oceano,
Quando eu também já não tiver mais nome.
Mario Quintana - O Aprendiz de Feiticeiro
...para mim novidade...encontrei este poeta quase por acaso,neste momento nocturno, em que por fastio, abri os e-mails e alma amiga o apresentou...corri logo a descobri-lhe a palavra...bem haja...Morfeu
Publicado por morfeu às 12:18 AM
novembro 01, 2004
Contemplação enigmática...

Publicado por morfeu às 07:53 PM | Comentários (1)
Nunca cansado de ver o mar...

O mar de prata. O que nos mata.
O que cantamos e nos encanta.
Aquele que espanta pelo furor e na acalmia.
O mar-feitiço,
O mar-sargaço que nos enlaça e que trespassa a nossa vida.
O mar refúgio, o mar asilo.
O mar mortal.
O raio verde, o pôr-do-Sol.
O mar de azeite, esse deleite. E as sereias que vêm dele.
O mar que somos.
Como podemos não gostar dele?
Publicado por morfeu às 07:46 PM | Comentários (5)
Reflexão não única em dia de finados...
O que é que para mim basta?
Será dizer a poesia?
A própria poesia que no limite devia bastar
Não
Basta…
Assim
Coloco na superfície a busca poética…
Um mar revolto ladeante
Tentando infrutiferamente

Publicado por morfeu às 05:57 PM | Comentários (1)
Quem diz que estamos na cauda de...
Publicado por morfeu às 11:02 AM | Comentários (1)

