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maio 29, 2007
... lançando a vista para essa névoa triste

Pela janela imensa
Prescrutei o cinzento de uma névoa
Que por tempo longo se mantinha
Emaranhada perdida algures
Estaria a minha alma
Ou
O que eu dela supunha
Perdi-a nesse longo vagar vogar do Tempo
A janela que aberta me alimentava de luz e de ar
Operou-se em liberdade
Fez-se companheira de fuga
A minha alma furtava-se
Dias noites trovoadas neblinas
Declinaram em largos passares
A respiração outrora fluida e recíproca
Adormecera em novelo ansioso
E as coisas e momentos passavam
Zombando das coisas nenhumas que em mim teimavam em existir
Lançando a vista para essa névoa triste
Pela janela de mim
Quis abraçar em saudade
Essa alma que teimava em ausência
…hoje ao de leve
Consegui dizer-lhe
Olá
Bom dia
Publicado por morfeu às maio 29, 2007 02:17 PM
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