« Afinal quantas virgens para os mártires da Eternidade? | Entrada | É o que acontece... »

novembro 29, 2007

Não sabes aquietar a tua alma

Salreu21-04-2005_029_t.jpg
foto daqui

Não sabes como aquietar a tua alma
Mas sabes caminhar ir pelos campos
Envolves-te na brisa afagante do junco
Olhas o resto do arroz outonal
Não sabes como aquietar a tua alma
Mas passo a passo marcas um trilho teu
Mudas da esquerda para a direita
Para ver o voo rasteiro e célere da ave vogando a água lamacenta
Em tons de prata escurecida
Penetras no lodo nele te sentes
E sabes que terás ali um dia pousada indeterminada
Porque se agita o junco porque brisa o vento porque esvoaça a ave
Olhas o longe capela no alto senhora da saúde sorrindo
Se soubesses nomear as coisas ficarias estático perante
A riqueza inúmera que se te apresenta em oferta aos sentidos
Não sabes aquietar a tua alma
Mas aqui ao lado quiçá numa distracção divina
Tens tudo para aprender a fazê-lo
Pelo trilho junto ao esteiro abro os braços
Abro o todo que sou e quero fundir-me
Nesta imensidão do Ser que me abraça
Caso eu queira abandonar-me em alma peregrina
Não sabes aquietar a tua alma
Ela sabe aquietar-te a ti aqui ao lado pertinho sem longes

Publicado por morfeu às novembro 29, 2007 07:50 PM

Trackback Pings

TrackBack URL para esta entrada:
http://anomalias.weblog.com.pt/privado/tyt.cgi/164879

Comentários

Muito inspirador!Gostei. Espero que a tua alma se aquiete sem nunca se aquietar, já que dela se inquieta o poema, a frase, o verso, a ideia que não tarda, feita imagem de palavra. Gostei. Muito inspirador.Fica bem!
Dinkie

Publicado por: agosjud em novembro 29, 2007 11:51 PM

É um poema muito bonito.

Publicado por: João Norte em novembro 30, 2007 06:06 PM

Comente




Recordar-me?

(pode usar HTML tags)