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dezembro 01, 2007

O "Disangelho". A crónica imperdível de A. Borges


Mas já Nietzsche se queixava: "Cristãos? Só houve um, e morreu na cruz." Depois, veio a Igreja e "o Disangelho".

Publicado por morfeu às dezembro 1, 2007 11:12 AM

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Comentários

Anselmo Borges faz uma crítica aos novos tempos arrancando da história algumas páginas que envergonham, e bem, a propalada fé (cristianissima!) de muitos. Os exemplos estão ali. Na nova encíclica sobre a Esperança, O papa Bento XVI, também ele ainda "sumo pontífice" -que parece dizer que será Aquele que nunca se engana-, diz que o ateísmo, a "não-esperança",é causador das maiores bestialidades da raça humana.Logo, tem que haver fé para haver esperança e sem esperança o mundo é ateu , morre e permite a total amoralidade. Está enganado. Se estivesse certo, então as maiores bestialidades cometidas pelos "crentes", in nomine dei,de que sabemos a história estar cheia, teriam sido cometidas por "ateus", disfarçados na fé.
Anselmo Borges, na sua lucidez, traz-nos por fim a lucidez da racionalidade, mas parece estar a perder um certa "fides", contudo sem se tornar mau, perverso ou imoral. O seu deísmo lúcido não aceita encíclicas. Se fosse ateu, teria na mesma o reino de Deus consigo. Talvez lhe fizesse bem ter sexo, talvez casar e ter filhos...ficaria recompensado um pouco mais. Bem o merecia!
Agosjud

Publicado por: agosjud em dezembro 2, 2007 12:20 PM

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