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dezembro 24, 2007

Poema exterior de Natal

Este ano excepcionalmente não surge
A musa propicia
Para um poema de Natal
O exterior vinga-se em luzes
Em cheiros sons e muito
Do que recebo
Diz-me o nome de Jesus-menino
Tenho o tecto o calor
A comida tradicional
Ali está o bacalhau com um
Verde de couve divino`
Couve-penca que nome
Não sei se no paraíso elas as couves cresceram bem
Por aqui o gesto solidário das gentes
Simples do campo
O azeite arregala o olho em fio
Então o poema que não é poema dos bons
Dos doridos dos substanciais
É isto apenas
Aqui estou com gente
Que sorte a minha
E as rabanadas riem-se à socapa
Pensando que se vão escapar
Ficando pelo dourado da sua actuação
Poema então todo ele exterior
Aqui fica um bocado ao calhas
Cantando

Bom Natal

Publicado por morfeu às dezembro 24, 2007 07:35 PM

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