setembro 06, 2009

Narcisismo in "Courier Internacional".

Um interessante dossiê acerca do "Narcisismo", desenvolvido no número de Setembro do Courrier Internacional, para além de outros artigos e "viagens" mediáticas. Viajar a preço de saldo e sem sair de casa...

Um interessante dossiê acerca do "Narcisismo", desenvolvido no número de Setembro do Courrier Internacional, para além de outros artigos e "viagens" mediáticas. Viajar a preço de saldo e sem sair de casa...


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agosto 14, 2009

Mercado de coisa nenhuma...

sugiro...

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janeiro 30, 2008

Barroso, tradição da matança do porco

in galeria foto de Público

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junho 22, 2007

Tomate: "poderes"...

… já sabia?..."

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Tomate: "poderes"...

… já sabia?..."

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março 09, 2007

O que nos ensinam as "alheiras"? ... sugiro.

Interessante artigo de David Lopes Ramos, no Público de hoje. Para quem não tenha acesso, deixo, com a devida vénia ao autor e ao jornal, o pequeno historial em entrada estendida.

Loiras, roliças, apetitosas

09.03.2007, David Lopes Ramos


Cientistas acabam de alertar para os riscos das alheiras.
Esta é a história do enchido inventado pelos judeus


a "Uma alheira, com a pele fendida, tostada ao calor da fritura, a derreter aquele unto doirado e rescendente a alho, tempero de que lhe vem o bonito nome (...) - quem haverá aí, senhores, que não se tente?" Isto é o escritor Manuel Mendes, num texto recolhido no seu livro Roteiro Sentimental, a falar do enchido, nascido nos finais do século XV, princípios do século XVI, em circunstâncias históricas nefastas para os "filhos de Israel", e a que chamou "a chouricinha da resistência".
Naquela época, Portugal, como tem sucedido com frequência ao longo da sua história, tinha as finanças arruinadas. O rei da altura, D. Manuel I, seguiu o caminho mais fácil. Sendo conhecida a boa situação económica dos judeus portugueses, as autoridades, a pretexto de questões religiosas e políticas, tentaram apossar-se das respectivas riquezas. O processo era simples: ou os judeus abraçavam os princípios do catolicismo, ou eram expulsos. O Estado, nestas circunstâncias, ficava-lhes com os bens.
Mas em Portugal, sobretudo nos centros urbanos mais importantes, não viviam apenas judeus ricos. Havia também os pobres e os remediados que, não podendo fugir para a Flandres, Itália e França, se retiraram para as isoladas regiões do interior do país, em particular Trás-os-Montes, por considerarem pouco saudável o ambiente das cidades, onde se multiplicavam os autos-de-fé da Inquisição.
Aos que ficaram não lhes restou outro caminho que não fosse deixar encharcar a cabeça com as águas do baptismo e passar a recitar o Credo e o Padre-Nosso nas igrejas católicas, mesmo que, no segredo das suas casas, continuassem a guardar os preceitos da Lei de Moisés. Nasceram, assim, os "cristãos-novos", que, na região de Trás-os-Montes, foram crismados de "marranos".
Porém, nem nessas regiões inóspitas os esbirros da Inquisição deixaram os "cristãos-novos" em paz e começaram a tentar saber quem não trabalhava aos sábados, quem não comia peixes sem escama ou carne de porco. Foi neste ambiente e nesta época, garante-se, que foi inventada a alheira. Pendentes no pau do fumeiro, como os tradicionais enchidos de porco, as alheiras provavam aos "cristãos-velhos" que os "cristãos-novos" se tinham convertido em toda a linha aos novos preceitos da fé a que tinham sido obrigados a aderir.
A chegada do suíno
Só que as alheiras, uns doirados e roliços enchidos, apesar de ressumarem farta gordura sobre as brasas em que eram assadas durante os Invernos rigorosos, como acontece com qualquer enchido de porco, não levavam ponta de carne deste bicho.
Na verdade, o enchido inventado pelos judeus portugueses era confeccionado com pão de centeio, carne de várias espécies de caça, carne de aves domésticas, carne de vitela ou de vaca, azeite e o caldo do cozimento das carnes. Como condimentos, a massa da alheira levava colorau doce e picante, pimenta branca, sal, salsa, louro, cebola e - indispensável - alho, que terá dado o nome ao enchido.
Os tempos ignominiosos da Inquisição já lá vão há muito e a alheira, que, até anos relativamente recentes, foi um enchido regional de Trás-os-Montes, encontra-se agora em todo o país. E, provavelmente, confeccionam-se mais alheiras na região de Lisboa do que nas terras de Mirandela e Bragança, onde a "chouriça da resistência" nasceu. Mas as confeccionadas em Trás-os-Montes são indubitavelmente as melhores.
E, tem que dizer-se, as alheiras actuais, salvo a cor dourada e a forma de ferradura, pouco têm a ver, na sua composição, com a receita original. Hoje - oh ironia! - a carne que predomina é a de porco, muitas vezes da mais gorda, o rústico, mas saboroso, pão de centeio foi substituído pelo pão de trigo, a banha é utilizada em vez do azeite. Conservam-se as carnes de algumas aves domésticas, com destaque para a galinha, e os temperos. Recentemente voltaram a confeccionar-se de forma industrial alheiras de caça.
Dicas culinárias
O fabrico da alheira deve ser programado de modo a que todo o processo fique concluído no mesmo dia: cozem-se as carnes em água temperada com sal, alho, cebola (facultativa), salsa e louro, devendo a calda ficar bem apurada, desfiam-se as carnes muito bem desfiadas, embebe-se o pão na calda, deixa-se amolecer e homogeiniza-se a massa. Depois, junta-se o colorau, a pimenta e mais alho e salsa finamente picados, além da banha e do azeite. Mistura-se bem a massa e enche-se com ela tripas de porco ou de vaca, que são previamente lavadas com água perfumada com limão, louro e, por vezes, aguardente. Atam-se, então, as duas extremidades da tripa, ficando o enchido com a forma de ferradura.
Lavam-se em água quente, para retirar os resíduos de massa aderentes à tripa. Penduram-se as alheiras no fumeiro durante uns três dias. O fumo não deve ser muito intenso, porque é obrigatório que as alheiras conservem uma cor dourada.
Nas terras de Trás-os-Montes - e penso que é assim que as alheiras são melhores - costumam comê-las grelhadas sobre brasas: ou sozinhas, como entrada, ou acompanhadas com grelos de nabo e batatas cozidas, como prato de resistência. Nos restaurantes de Lisboa, servem-nas geralmente fritas, em frigideiras de barro, com batatas fritas e um ovo, uma irracionalidade, porque para gordura já basta a da alheira.
A alheira, a que se atribui a origem atribulada que fica descrita, é uma festa para vista e muito saborosa. Ainda mais se for servida sobre uma fatia de bom pão de centeio e acompanhada por um tinto do Douro, região onde se produzem alguns dos melhores vinhos de mesa portugueses

Publicado por morfeu às 01:08 PM | Comentários (3) | TrackBack

julho 26, 2005

Fartos da Ota e do TGV? atão leiam este naco de prosa...

...fartos, fartinhos?...

Publicado por morfeu às 06:23 PM | Comentários (2)

maio 02, 2005

Conhece a história da "Pizza"?...

http://www.msn.com.br/diversao/restaurantes/Default.asp

Publicado por morfeu às 09:38 PM | Comentários (1)

outubro 13, 2004

O que sente quando diz:"Cabernet Sauvignon"?...

vinus2-001.jpg

Publicado por morfeu às 11:57 PM

outubro 03, 2004

Lulas com amor...

ai lulas

Canzoada amigo...afinal as lulas foram: verdadeiras - tenras como é difício arranjar - postas numa grande frigideira com: azeito bom a saborear alho qb.algum tempo depois rega-se com vinho branco e põe-se a cozinhar com a frigideira tapada...improviso--vai-se namorando a coisa e como as lulas são tenras temos de estar de olho para não endurecerem...quase no final salsinha para colorir..ficaram divinas...atenção..sal marinho do grosso...batata cozida a acompanhar, se for pequena tanto melhor...ficaram de truz...o vinho confesso um grande pecado...a garrafeira estando vazia fui ao lidl e trouxe um extra seco...alemão...bebe-se
No final após conversa com a sogra preparei: amarguinha (um cálice) gelo e limão em sumo...divinal...
Grato pela atenção..
Morfeu..

Publicado por morfeu às 07:11 PM | Comentários (6)

agosto 08, 2004

Mmm...Pão cozido c/uvas...em Vila Flôr...sugiro

Pão cozido com uvas

Publicado por morfeu às 11:35 AM | Comentários (1)

agosto 01, 2004

Borrego Assado na Festa da Aldeia

borrego.jpg

O Borrego,depois da travessia "infornal", está pronto a ser manducado...acompanhado com arroz no forno e batata assada e regado com um Quinta de S.Francisco, tinto...que mais pode um cristão pedir...obrigado vida!!!!

Publicado por morfeu às 12:46 PM | Comentários (5)

junho 05, 2004

Abre a pipa ó Beatriz...vamos às Tasquinhas de Estarreja...


Para abrir umas cerejinhas...


Umas iscas para continuar...


Os incontornáveis rojões para confirmar...


Mais isto para estabilizar...

O vinho à conta dos visitantes...boa ceia...

Reportagem de Morfeu...

Publicado por morfeu às 12:43 AM | Comentários (5)

maio 14, 2004

Pirilau Da Tasca....


BOA DIGESTÃO...O VINHO OFERECEIS VOMEÇÊS...

Publicado por morfeu às 10:30 PM | Comentários (5)

E Rojões à Tasca...

E......

Publicado por morfeu às 10:24 PM

Agora Entrada à Tasca

Publicado por morfeu às 10:16 PM

O Pão da Tasca...

Publicado por morfeu às 10:12 PM

Venham lá à tasca...

Publicado por morfeu às 10:07 PM | Comentários (1)

fevereiro 20, 2004

NÃO SÓ DE PÃO VIVE O HOMEM...MAS TAMBÉM

Amêndoas com azeite

...Num almofariz esmague as amêndoas ( doze por pessoa ) juntamente om o alho; vá adicionando, pouco a pouco, o azeite e mude esta mistura para uma malga. Coma com fatias de pão..

Cozinha transmontana de Alfredo Saramago ( culinário assírio/alvim 2004 )

Vamos fazer e comentar...

...na impossibilidade de passar imediatamente à prática - porquê não sei -
imponho-me alguns sápidos comentários:

...não posso viver apenas de deleites poéticos, que, correm o risco de fazer morrer por inanição a blogosfera...

...assim, vamos ao óbvio e pensemos no Deus que é o ventre - me perdoem os outros deuses com quem tenho falado de vez em quando, principalmente quando estou meio perdido -...

Almofariz, origem árabe, uma palavra arabesco bonita...desde logo a posse de um objecto com tal nome realiza toda uma espiritualidade...

...Continuando na espiritualidade dos nossos amigos mouros, temos:
Amêndoas:
...meu Deus o que não poderia dizer das amêndoas, das ditas, das vistas, das comidas, das por comer, sem pele, ou dela ausentes...todo um mundo...é uma palavrinha incontornável...vivam as amêndoas...

...doze por pessoa...isto é um agapé...que exige Alho:notável, o alho é um prodígio, vencendo qualquer odor vigente e se transmitido em urgência de boca a boca temos saralho...sarilho digo...

Malga: malga, que doce e pronunciável palavra...quem usa ainda esta quase esotérica palavra...malga, malga( dizer para aí Cem vezes e constatar o efeito...não me perguntem porque não sei..)

Com fatias de pão sejam bem portugueses, façam aumentar a vossa auto-estima e comam fatias de pão, mas do bom...

assim...nem só do pão vive o homem,mas também...

Morfeu

Publicado por morfeu às 01:47 PM | Comentários (2)