outubro 29, 2009

Uma década de fotografia.

sugiro...

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setembro 11, 2009

O Tempo, como vivê-lo?

sugiro...

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setembro 06, 2009

Narcisismo in "Courier Internacional".

Um interessante dossiê acerca do "Narcisismo", desenvolvido no número de Setembro do Courrier Internacional, para além de outros artigos e "viagens" mediáticas. Viajar a preço de saldo e sem sair de casa...

Um interessante dossiê acerca do "Narcisismo", desenvolvido no número de Setembro do Courrier Internacional, para além de outros artigos e "viagens" mediáticas. Viajar a preço de saldo e sem sair de casa...


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agosto 29, 2009

A tentação do Cristianismo

(...) Luc Ferrry não crê, porque "é demasiado belo para ser verdade". Outros, porém, acreditaram e acreditam, precisamente porque o cristianismo mostra a sua verdade na sua correspondência com o dinamismo mais fundo do ser humano. Cabe a cada um decidir.(...)

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agosto 14, 2009

Mercado de coisa nenhuma...

sugiro...

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junho 06, 2009

O Mito do "Cuidado"...

"Uma vez, ao atravessar um rio, o 'Cuidado' viu terra argilosa. Pensativo, tomou um pedaço de barro e começou a moldá-lo. Enquanto contemplava o que tinha feito, apareceu Júpiter. O 'Cuidado' pediu-lhe que insuflasse espírito nele, o que Júpiter fez de bom grado. Mas, quando quis dar o seu nome à criatura que havia formado, Júpiter proibiu-lho, exigindo que lhe fosse dado o dele. Enquanto o 'Cuidado' e Júpiter discutiam, surgiu também a Terra (Tellus) e queria também ela conferir o seu nome à criatura, pois fora ela a dar-lhe um pedaço do seu corpo. Os contendentes tomaram Saturno por juiz. Este tomou a seguinte decisão, que pareceu justa: 'Tu, Júpiter, deste-lhe o espírito; por isso, receberás de volta o seu espírito por ocasião da sua morte. Tu, Terra, deste-lhe o corpo; por isso, receberás de volta o seu corpo. Mas, como foi o 'Cuidado' a ter a ideia de moldar a criatura, ficará ela na sua posse enquanto viver. E uma vez que entre vós há discussão sobre o nome, chamar-se-á 'homo' (Homem), já que foi feita a partir do húmus (Terra)'."

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abril 26, 2009

"Dançai com Cristo sobre os Evangelhos"

"Musas amigas, levai estes espelhos / Que reflectem do tempo a estampa fútil. / Dançai com Cristo sobre os Evangelhos / O círculo dos deuses inconsútil. // Nem céu nem inferno dos sacramentos velhos / Que são os cárceres de uma fé indúctil. / De em meu barro escutar santos conselhos / Desposa o Espírito minha alma núbil. // E em meu jardim interior passeiam / À meia-noite em flor amantes mortos / Que entre acácias se estreitam ressurrectos. // Com paixões que as grades incendeiam / Endireito da vida atalhos tortos, / E na morte entrarei de olhos abertos."

...pegando nas palavras de Natália Correia, Bento Domingues associa a sua reflexão dominical.
(In Público de 26/04/09)

As narrativas que temos são actos de linguagem que tentam apontar sinais, mas não descrever o sobrenatural

1. Desde E. Cassirer, ninguém estranha que se diga que o ser humano é um animal simbólico. Certo positivismo tem dificuldade com essa linguagem, mas é o positivismo que restringe a sua capacidade. É próprio das artes, da literatura e da música sugerir, no sensível, o inexprimível da realidade inabarcável em conceitos claros e distintos.
Na Semana Santa, foram celebradas todas as formas da dor humana. Na Vigília Pascal, antecipamos as páscoas que faltam: matar todos os dias o poder da morte na morte de Cristo, ressuscitar na Sua ressurreição. Nessa Vigília, mãe de todas as vigílias, apesar das longas horas que convocaram o que há de melhor em nós, tudo ficou ainda por dizer. Foi a partir daí que dois mil anos de literatura, música, pintura, cinema fizeram de Jesus Cristo a figura suprema do mundo desejado. Até às festas da Ascensão e do Pentecostes, os cristãos continuarão a dizer, num grande crescendo da memória, o que aconteceu, acontece e acontecerá.
Dir-se-á que os textos dos Evangelhos e dos Actos dos Apóstolos sobre a Ressurreição estão semeados de acontecimentos inverosímeis, de incongruências e até de contradições. Todos os anos regressa a discussão sobre o que neles é histórico, lendário e simbólico.

2. Há dois caminhos que não vão dar a lado nenhum saudável: tentar destrinçar o que é histórico e o que é lendário; servir-se dos textos para pregações e catequeses moralizantes. Os historiadores e os psicólogos podem tentar saber por que razão os discípulos - que tinham dispersado ao verificar a crucifixão e a morte de toda a esperança depositada em Jesus -, passado pouco tempo, confessavam a experiência de que Jesus de Nazaré é o Cristo, o Messias, está vivo e, por causa dele, estarão progressivamente dispostos a tudo. A esse nível, o fenómeno em torno da descrença e da crença na Ressurreição pode ser matéria de história e de psicologia. Mas nada mais. Ninguém viu o acto de ressuscitar nem quem o ressuscitou. São realidades da ordem do inverificável empiricamente. Por duas razões. Primeiro, porque não se trata de alguém que estava morto e que voltou à sua situação anterior. Se fosse o caso - como se diz que aconteceu com Lázaro -, poder-se-ia comparar a situação dessa pessoa antes e depois da morte. Segundo, um fenómeno sobrenatural e o próprio Deus não são evidentes, não são fotografáveis nem testáveis em laboratório. Quem imaginasse o contrário negaria a absoluta transcendência de Deus e o sobrenatural. As narrativas que temos são actos de linguagem que tentam apontar sinais, mas não descrever o sobrenatural.
Pode-se, no entanto, perguntar: mas então, porque será que as narrativas e as pregações do Novo Testamento não se contentaram com a sobriedade essencial: Jesus ressuscitou e não sabemos mais nada. Parem de pensar, de imaginar e de perguntar.
De facto, não foi o que aconteceu. S. Pedro, bastante mais tarde, aconselhou: "Estai sempre prontos a dar razão da vossa esperança" (1Pd 3, 15). Os autores do Novo Testamento tinham de mostrar que o ressuscitado era o mesmo que foi crucificado, mas não o era da mesma maneira. Era ainda mais real, mas numa forma de realidade incomparável com aquela com que tinham convivido.

3. Tarefa nada fácil. As testemunhas da experiência do Ressuscitado tinham de apresentar a sua convicção na linguagem dos gestos e das experiências que tiveram com Jesus. Tinham também de mostrar o que havia de radicalmente novo naquela experiência. Não lhes caiu do céu um ditado divino que dispensasse a imaginação e as palavras humanas. A Ressurreição transfigura, mas não pode negar as exigências da Incarnação. Tinham de se servir do que estava disponível na sua língua, na sua cultura. São os conceitos de inspiração, revelação e inerrância, atribuídos aos textos bíblicos, que precisam de levar uma grande volta, para não produzirem resultados mais nefastos do que aqueles que pretendem evitar.
Se consentirmos na convicção de que a linguagem simbólica, metafórica, é a mais adequada para exprimir e dizer a fecundidade do mistério pascal na nossa vida, como perpétuo movimento, constante conversão, passagem da morte à vida pelo amor dos irmãos, de todos (1Jo 3, 14), não estranharemos acontecimentos inverosímeis, incongruências e até contradições. O cristianismo junta, no Espírito de Deus, nosso espírito, duas palavras explosivas que parecem incompatíveis: Jesus e Cristo.

Não é na linguagem dos tratados teológicos e dos catecismos que a poetisa açoriana Natália Correia evoca a Páscoa e o Pentecostes. E ainda bem: "Musas amigas, levai estes espelhos / Que reflectem do tempo a estampa fútil. / Dançai com Cristo sobre os Evangelhos / O círculo dos deuses inconsútil. // Nem céu nem inferno dos sacramentos velhos / Que são os cárceres de uma fé indúctil. / De em meu barro escutar santos conselhos / Desposa o Espírito minha alma núbil. // E em meu jardim interior passeiam / À meia-noite em flor amantes mortos / Que entre acácias se estreitam ressurrectos. // Com paixões que as grades incendeiam / Endireito da vida atalhos tortos, / E na morte entrarei de olhos abertos."

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março 15, 2009

Fotos do Mundo em 2008

sugiro...

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março 08, 2009

Fotografia:"Batalha de Sombras" in Público.

sugiro...

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março 07, 2009

Não concebo um Deus que não seja bailarino...

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Da pseudo-misoginia de S. Paulo

Sempre me provocou revolta, nos casamentos católicos, a leitura de cartas de S.Paulo, acerca da mulher e do seu estatuto no casamento. Consequentemente, a minha posição foi de alguma animosidade em relação ao apóstolo. Recentemente, tive a ocasião de ler obras mais actuais e fidedignas, e mudei de opinião. Como diz a crónica de A. Borges, de S.Paulo existem cartas verdadeira e pseudo-epístolas. Ora, é nas pseudo-epístolas que a misoginia se manifesta. Os noivos que exijam doravante que tais textos não sejam utilizados.

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fevereiro 25, 2009

Beleza e ancestralidade: Tribo de Omo.

...habituados que estamos a uma beleza de consumo, sem peso ou substância, fitemos a nossa admiração nesta ancestralidade que povoa corpos e seres de seres que por aí existem mas não sei se constam...

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fevereiro 21, 2009

Como reconhecer Deus? sg/ Anselmo Borges

eye-of-god.jpg

Há relativamente pouco tempo, coloquei esta pergunta a um grupo de crentes: "Se Deus lhe aparecesse, dizendo 'aqui estou, sou eu o Deus', como o reconheceria?"

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fevereiro 16, 2009

Beleza e sofrimento...

mulheres1.jpg
Nakita Olegole, 17 anos, tribo mursi, Etiópia. Quando ainda pequenas, fazem-se incisões no lábio inferior e nas orelhas, inserindo depois, discos de argila cada vez maiores...(In Marie Claire)

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fevereiro 07, 2009

...um dólar por dia...

sugiro... a reflexão de A.Borges acerca do excesso do capital, da ausência de ética na sua prática...

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janeiro 22, 2009

O Poder da caricatura...

Sugiro

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dezembro 11, 2008

Direitos Humanos, 60 anos:Dossiê in Público

sugiro...

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novembro 24, 2008

Dia da Ciência:Poema para Galileu

sugiro...

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novembro 22, 2008

Do Pecado Original, sg/ A. Borges

"A impressão geral que me ficava da religião nos tempos da catequese não era luminosa. Pelo contrário, tudo aquilo transmitia um mundo bastante tenebroso, a ideia de um Deus castigador e de nós sujeitos a um destino de submissão trágica. Os primeiros pais tinham pecado, Deus andava irado com a gente e Jesus sofria na cruz para ver se nos libertava. A alegria era um roubo e a palavra Evangelho, que quer dizer "notícia boa", não pousava sobre nós nem nos aquecia." (...)

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novembro 15, 2008

Deus e Darwin, sg/ A.Borges

Uma pedagógica reflexão de A.Borges, cuja leitura...
sugiro...
sugiro...

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outubro 13, 2008

A Vida Eterna ... despedida.

Avidaeternasavater.jpg

...com um dos mais belos poemas de amor e tudo o mais que possa ser, aqui deixo a sugestão para leitura de mais uma obra extraordinariamente pedagógica de F.Savater.

Despedida

Eis-me aqui junto da tua sepultura,
Hermengarda,
para chorar a carne pobre e pura
que nenhum de nós viu apodrecer

Outros viriam lúcidos e enlutados,
e no entanto eu venho embriagado,
Hermengarda, eu venho embriagado.
E se pela manhã encontrarem a cruz
do teu túmulo derrubada no solo
não foi a noite, Hermengarda,
nem foi o vento.
Fui eu.

Quis amparar a minha embriaguez na tua cruz
e rolei pela terra em que repousas
coberta de margaridas e contudo triste.

Eis-me aqui junto da tua sepultura,
Hermengarda,
para chorar o nosso amor de sempre.

Não é a noite, Hermengarda,
nem é o vento.
Sou eu.

( Ledo Ivo, Valsa fúnebre para Hermengarda.)

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outubro 06, 2008

Sua Santidade Ratzinger...

courriersetembro08.jpg

...a instituição Igreja católica romana não esqueça da sua própria e enorme responsabilidade. A sua fobia à sexualidade e o menosprezo encapotado pela mulher, a sua resistência a rituais mais adaptados aos tempos actuais, tem feito com que muitos seres humanos se tornem indiferentes à sua mensagem.Não desdigo destes tempos impiedosos em que o vil metal se impões escandalosamente mas ver o argueiro no outro e não ver a enorme catarata na sua própria visão...

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setembro 20, 2008

"O bosão de Deus..."

sugiro...

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agosto 15, 2008

Alternativas

...que implicarão, caso a escravidão petrolífera acabe, mudanças na própria sociedade...quando?..

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junho 12, 2008

Le monde des religions; L'Inquisition,

Mondereligionsinquisição.jpg

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junho 02, 2008

Eles estão por aí ...

Sem comentários...

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maio 03, 2008

3 de Maio segundo Goya ... inesquecível!

3 de Maio de 1808

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abril 05, 2008

..."bestia cupidissima rerum novarum"...

Do Homem, do transcendente, do transcender, na reflexão sempre enriquecedora de A.Borges

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março 27, 2008

São os Humanos enigmáticos?... descobertas.

assim vamos avançando neste "o homem esse desconhecido

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março 01, 2008

Do Nada para o Nada, caminhantes ...

nessa contínua e misteriosa busca do Mistério, com a orientação laboriosa de A. Borges

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janeiro 30, 2008

Barroso, tradição da matança do porco

in galeria foto de Público

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janeiro 13, 2008

Da confissão "auricular" às "penas do Inferno".

confession.jpg
foto daqui

Da minha antiga práctica religiosa, confesso que pequei um bocado ao confessar-me...principalmente quando o padre confessor queria saber "determinadas" coisas... mas como havia a absolvição final, a coisa compunha-se e vinha de alma lavada até ao primeiro pecadilho.
Bento Domingues, em mais uma das suas muito humanas e simultaneamente eruditas intervenções no jornal Público,
ajuda-nos a refectir sobre a questão.

O embaraço da confissão
Frei Bento Domingues O.P. - 20080113


No Ocidente, a maioria dos padres não manifesta grande pressa em "ouvir confissões"

1.Este é o título dado a um debate que terei de orientar amanhã, no Convento de S. Domingos, no programa das conferências mensais do Instituto São Tomás de Aquino (ISTA). Onde estará, porém, o embaraço, se, ainda não há muitos anos, o Catecismo da Igreja Católica e o Código de Direito Canónico, assim como as instruções de João Paulo II sobre O Sacramento da Penitência, foram tão desembaraçados a dizer o que é e como deve ser a "confissão auricular"?

O mal-estar vem de longe, reforçou-se com o Vaticano II e há quem tema e quem deseje que a confissão desapareça de vez. Entre nós, foi D. António Ferreira Gomes que, nas suas Cartas ao Papa, escreveu o que muitos pensavam e não diziam: "Factos são factos e o facto é que hoje, em grande escala, pequenos e grandes fogem do confessionário, sendo essa a maior causa da "descrença" de muitos que intimamente aceitam Cristo e o Evangelho."

Segundo o historiador J. Delumeau (1), todas as cronologias destinadas aos alunos do ensino secundário deveriam dar um grande relevo à decisão do IV Concílio de Latrão (1215) que tornou a confissão anual obrigatória. Esta norma modificou a vida religiosa e psicológica dos homens e das mulheres do Ocidente e pesou espantosamente nas mentalidades, até à Reforma nos países protestantes e até ao século XX nos que permaneceram católicos.

Como observa o monge beneditino Philippe Rouillard, professor de Teologia dos Sacramentos e da Liturgia, em muitas igrejas, os confessionários já só têm um valor de vestígio, se não foram comprados por antiquários para os transformar noutra coisa. V. Gómez Mier descreveu um desejado Adiós al Confesionario. Sem se poder generalizar, a verdade é que, no Ocidente, a maioria dos padres não manifesta grande pressa em "ouvir confissões", são cada vez menos os fiéis que pedem para "se confessar" e a maior parte dos que participam na missa de domingo avança para a Comunhão sem recorrer a esse ritual.

2.Apesar de todo este mal-estar, o citado Ph. Rouillard observa que, salvo no círculo muito restrito dos especialistas da liturgia, a confissão não provocou muitas investigações. Os historiadores que se poderiam interessar pelo assunto são católicos e não se sentiriam muito à vontade para abordar uma questão que os incomoda. Os confessores nunca poderiam dar qualquer informação por razões de absoluto sigilo (2). No entanto, não estamos completamente às escuras acerca da história da confissão. Além de estudos parciais, da "História" de C. Vogel sobre o pecador e a penitência na Igreja antiga e na Idade Média e da obra muito conhecida de J. Delumeau, um grupo de investigadores reuniu-se, durante 25 anos, para nos oferecer excelentes versões das "Práticas da confissão", desde os Padres do Deserto (IV-V) até ao Vaticano II.

Em face da contestação protestante, o Concílio de Trento (1545-1563) procurou fazer do sacramento da penitência o sustentáculo de toda a vida cristã. Se isto teve um grande êxito em muitos casos, acabou por minimizar a importância da Eucaristia e de alterar o seu verdadeiro sentido. A hostilidade que gerou, a partir do século XVIII, coincide com a afirmação progressiva dos direitos humanos e da autonomia da consciência, na qual ninguém pode mandar.

No século XX, a Congregação dos Sacramentos decidiu em 1910, por decreto, a idade do "uso da razão" - por volta dos 7 anos - para aceder à Primeira Comunhão eucarística, precedida de confissão.

As ameaças com as penas do inferno para quem não confessava os pecados mortais, incluindo, então, as crianças e os adolescentes, foi talvez um dos maiores desastres da pastoral da Igreja em toda a sua história. Não vale a pena perder muito tempo com esse detestável passado inquisitorial.

3.Não posso explicitar nem justificar, de modo adequado, uma perspectiva que entende o caminho cristão como uma conversão permanente, celebrada no Baptismo é retomada em todas as celebrações da Eucaristia.

As orientações na evangelização e na pastoral devem ter em conta a diversidade cultural, a promoção dos direitos humanos e o respeito pela consciência inviolável de cada um. No campo propriamente sacramental, é preciso, antes de mais, respeitar a sua hierarquia. Se a porta é o Baptismo, o mais importante dos sacramentos é a Eucaristia, que é também o grande sacramento da confissão dos pecados, da misericórdia e do perdão de Deus. Esta dimensão, iluminada pela proclamação da palavra do Evangelho, percorre toda a missa. Quando não se ajuda a perceber isto, arruina-se o que se pretende salvar com a "confissão auricular".

Certas práticas da confissão não foram apenas grandes crimes do ponto de vista cristão, foram também uma constante e infame desvalorização da Eucaristia como sacramento do perdão.

A Igreja viveu cerca de 12 séculos sem a norma da confissão auricular e Santo Agostinho nunca se confessou.

(1) L"Aveu et le Pardon: les difficultés de confession, XIII-XVIII siècle, Paris Fayard, 1990, pp. 13-14.
(2) Philippe Rouillard, História da penitência - Das origens aos nossos dias, Paulus, São Paulo, 1999.

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janeiro 05, 2008

Ser reconhecido... sg. A. Borges.Sugiro.

Em tempos de breves futilidades a reflexão de A.Borges, sobre tema clássico, onde a ternura de um gesto suplanta em humanidade a erudição da Filosofia...a ler

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janeiro 03, 2008

Foto-galeria 2007...sugiro.

Selecção Público

Selecção Reuters

Recolhido in: Jornal Público.

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janeiro 02, 2008

"O que é na realidade o Homem?" ... sugiro.

É o ser que decide o que é. É o ser que inventou câmaras de gás, mas ao mesmo tempo é o ser que entrou nelas com passo firme, murmurando uma oração.

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dezembro 29, 2007

Coisas do ano que passa...

Aproveito as sugestões do jornal Público de hoje, que podem ser consultadas na net, acerca de acontecimentos registados em vídeo. Sugiro também a apreciação das frases que se encontram a votação, logo na primeira página da edição online

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dezembro 08, 2007

Vaticano 2035...

a reflexão sabática de A.Borges

vaticano 2035.jpg
Vaticano 2035


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dezembro 04, 2007

Aprenda a bater na...mulher, em poucas lições...

sem comentário...julgue por si

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dezembro 03, 2007

"A fé de que eu gosto, diz Deus, é a esperança" ... sugiro.

...a crónica de Frei Bento Domingues, em tempo de Advento, essa teimosia que o Tempo insiste em vir a ser...

Advento de Deus e nosso advento

Frei Bento Domingues O.P. – 2007/12/02 (in Publico, por subscrição)

O calendário litúrgico lembra todos os anos aos cristãos que entramos no Advento. É uma palavra de futuro que, ao repetir-se todos os anos, parece evocar o eterno retorno do mesmo.

É o tempo que nos devora e não é o tempo que nos consola. Se parece escandaloso ter nascido sem ser consultado, não é com alegria que alguém pode escolher o tempo e o modo de morrer. Nietzsche, no entanto, desafia-nos a dançar nas prisões. Ao aproximar estas imagens contraditórias, evoca as estranhas relações do ser humano com o tempo. Se tivéssemos apenas cadeias, cairíamos no desespero; se não houvesse senão a dança, viveríamos na ilusão. A nossa relação com o tempo vive destas duas evocações: prisão e liberdade, mas a lógica do tempo escapa-nos. Podemos fechar os olhos e criar a ilusão de que o tempo não existe. Logo que os abrimos, o presente está sempre a ir para o passado sem nos poder dizer o futuro. É a nossa condição: viver nesta passagem fugaz e fugidia, onde tudo se inscreve e tudo se apaga.

Para o Eclesiastes, um belo livro do Antigo Testamento, a vida parece feita apenas de enganos: "Ilusão das ilusões - disse Qohélet -, ilusão das ilusões, tudo é ilusão." Mas ficar aí também seria uma ilusão. Consentir na nossa finitude é o começo de sabedoria. Segundo o poema de Qohélet, "para tudo há um momento e um tempo para cada coisa que se deseja debaixo do céu: tempo para nascer e tempo para morrer; tempo para plantar e tempo para arrancar o plantio; tempo para matar e tempo para curar; tempo para destruir e tempo para edificar; tempo para chorar e tempo para rir; tempo para se lamentar e tempo para dançar; tempo para atirar pedras e tempo para as ajuntar; tempo para abraçar e tempo para evitar o abraço; tempo para procurar e tempo para perder; tempo para guardar e tempo para atirar fora; tempo para rasgar e tempo para coser; tempo para calar e tempo para falar; tempo para amar e tempo para odiar; tempo para guerra e tempo para a paz." (Ecl 3, 1-8)

2.Há dois mil e oitocentos anos, o profeta Isaías - evocado, hoje, na primeira leitura da missa - esperava que Jerusalém fosse, finalmente, transformada na cidade da paz para todos os povos: "Converterão as espadas em relhas de arado e as lanças em foices. Não levantará a espada nação contra nação, nem mais se hão-de preparar para a guerra." (Is 2, 1-5)
Dir-se-á que megalomania do desejo não tem limites. Espera contra toda a esperança e recomeça, mesmo depois das maiores desilusões. Em vez da paz, a chamada Terra Santa transformou-se na terra da violência e do sofrimento sem fim, de gastos astronómicos em armamento, que nem diante da bomba atómica recuaram.
Cada tentativa para chegar a um tratado de paz tem acabado numa desilusão. Quando, em 1995, tudo parecia bem encaminhado, Rabin, denunciado como traidor do Estado judaico, foi abatido a tiro por um judeu. Sempre que se aproximam as presidenciais nos EUA, a estratégia vira as suas baterias para as negociações. É o que está a acontecer agora, em Annapolis. Abriram-se novas negociações acordadas pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, com o patrocínio de G. W. Bush. Pretendem terminar, no final de 2008, com o reconhecimento comum de dois Estados - Israel e Palestina - a viverem lado a lado em paz e segurança. Como à partida tudo aponta para mais um fracasso, esperemos que Deus escreva direito por linhas tortas.

3.Não invoquemos, no entanto, o nome de Deus em vão, porque não tem culpa nenhuma da loucura dos homens. Espero que o advento do Deus da paz esteja sempre a acontecer. Se assim não fosse, Deus não seria Deus, o excesso permanente do dom. Nós, seres humanos, é que inventamos cada vez mais razões para adiar a reconciliação, mais prontos para a guerra do que para a paz. A omnipotência de Deus é discreta, porque não substitui nem a nossa razão nem a nossa vontade.
Há sempre Deus a mais e Deus a menos. Os fundamentalistas religiosos servem-se do nome de Deus para combater os "infiéis", os heréticos, os ímpios, os que não são da sua religião. Servem-se do nome de Deus para cobrir a sua ignorância e a insegurança das suas crenças. Os actuais militantes do ateísmo têm medo que Deus exista e, por isso, não compreendem que haja crentes que não abandonam o exercício crítico da razão nem a fé. Estes ateus comeram a razão toda. Esquecem que a razão humana tem a particularidade de ser assaltada por questões que ela não pode evitar - são-lhe impostas pela sua própria natureza -, mas às quais não pode responder porque ultrapassam totalmente o seu poder, como insinuava Kant, no prefácio da primeira edição da Crítica da Razão Pura.
Na Eucaristia de hoje, Paulo quer cristãos de olhos abertos. S. Mateus quer que eles sejam vigilantes, para se não perderem do discreto advento de Deus.
"A fé de que eu gosto, diz Deus, é a esperança" (C. Péguy). Eu também.A chamada Terra Santa transformou-se na terra da violência e do sofrimento sem fim

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dezembro 01, 2007

O "Disangelho". A crónica imperdível de A. Borges


Mas já Nietzsche se queixava: "Cristãos? Só houve um, e morreu na cruz." Depois, veio a Igreja e "o Disangelho".

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novembro 10, 2007

A beleza religiosa no "cais das lágrimas dos portugueses"...

"A religião sem a beleza é inverdadeira. Sem o gratuito - a graça -, é uma desgraça. "

Interessa-me a espiritualidade. Faço muito minha, a sinuosa busca do Infinito. Pela poesia, pela leitura, pela a abertura ao Outro, à sua palavra. Como habitualmente, bebo em dia de sábado, a palavra de A.Borges, na sua magnífica crónica no DN de hoje. Caso queira partilhar...

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novembro 04, 2007

Religioso: "deserto" e " superabundância"...sugiro

anselmo borges.jpg

"Se uns insistem no deserto religioso, outros mostram a superabundância de religiões".

O futuro do cristianismo
Frei Bento Domingues O.P. - 20071104
Se uns insistem no deserto religioso, outros mostram a superabundância de religiões1.Não faltam ensaios acerca do futuro da religião (1). Por natureza, do futuro não se pode saber muito. É sensato continuar com o debate aberto em todos os campos. A retórica da decadência regala-se a dizer que, depois do ateísmo dogmático, que deu cobertura ideológica a sistemas intolerantes, emerge, agora, o ateísmo da indiferença. O nome da nossa cultura fragmentária seria o niilismo, a luz de nada. Viveríamos no eclipse de Deus, na sua ausência e sem notícias Dele. Como se Ele não existisse. A experiência predominante passaria a ser, precisamente, a de já não se fazer nenhuma experiência religiosa, isto é, de não se ser afectado nem, muito menos, transformado por algo que possa evocar Deus. Mas que dizemos, quando dizemos Deus?
Porque não evocar também o fenómeno contrário, o erradamente chamado "regresso do religioso" de mil manifestações? Não é bom confundir o mundo com a sociologia dos nossos contactos e das nossas leituras.
A. Rañada, um físico espanhol, dizia acerca das relações entre ciência e religião: os fundamentalistas religiosos e os ateus militantes têm alguma coisa em comum. Crêem que toda a geografia do mundo cabe num só mapa: o da interpretação intransigente de um livro sagrado ou o dos dados de uma ciência excludente e totalizadora. No entanto, quando olhamos à nossa volta, assalta-nos, de imediato, a complexidade das coisas sempre enredadas num intrincadíssimo emaranhado de conexões causais. E como reduzir a esquemas simples os nossos desejos, temores, esperanças ou recordações? Como poderiam caber num único mapa?

2.A situação é paradoxal. Se uns insistem no deserto religioso do nosso tempo, outros mostram a superabundância de religiões, de espiritualidades, de antigas e novas correntes e movimentos, num mundo cada vez mais global. Quem pensa que as religiões estão a acabar percorra, devagar, o magnífico L"Atlas des Religions (1) e verá que o mais urgente é o diálogo inter-religioso e também entre crentes e não-crentes. Não perdeu actualidade a repetida exigência de Hans Küng: "Não haverá paz entre as nações sem paz entre as religiões. Não haverá paz entre as religiões sem diálogo entre as religiões. Não haverá diálogo entre as religiões sem critérios éticos globais. Não haverá sobrevivência do nosso planeta sem um ethos global, um ethos mundial." Isso está à vista e só os cegos por interesses imediatos não querem ver.
Por outro lado, o diálogo não existe nem para abolir identidades nem para a sua pura afirmação. Num diálogo verdadeiro, todos mudam sem se anularem. É, por isso, necessário que cada um se tome responsável pela sua religião, pelas imagens que faz de Deus e do ser humano.

3.Há dois anos, publiquei aqui um texto intitulado "Deus em Valadares". Era sobre um ambicioso congresso internacional, que tinha superado todas as expectativas, com o tema Deus no século XXI e o futuro do cristianismo, coordenado por Anselmo Borges. Está, agora, à disposição de todos numa bela edição (Campo das Letras). A capa é de José Rodrigues.
Às vezes, o que os títulos anunciam não corresponde ao conteúdo. Os textos desta obra correspondem, exactamente, ao que anunciam. Vêm de Espanha, da Holanda, da Alemanha, do México, do Japão e de Portugal. Nos tempos modernos, a língua portuguesa não está muito habituada a falar de teologia, que, apesar de tudo, por se ter tornado crítica, conseguiu altas cotas de dignidade e de rigor conceptual. Soube dialogar com os sistemas filosóficos, abertamente ateus, que surgiram na história ocidental (Feuerbach, Marx, Nietzsche, Freud...) e, agora, não recusa o encontro com o mundo das diversas ciências.
Os textos do congresso, recolhidos neste livro, não pairam num clima de teologia incontaminada. Também não são um intercâmbio metódico entre ciências e teologias. As diversas expressões da teologia e das ciências respiraram, num espaço cultural multifacetado, a busca do sentido da existência humana, no qual se desenha também o futuro do cristianismo. Este não pode ser procurado num regime de clausura entre experiências humanas, sabedorias, filosofias, éticas e ciências. O cristianismo é incarnação sem confusão. A graça não suprime a natureza. É esse o valor da definição do Concílio de Calcedónia: "Jesus Cristo é um só, mas em duas naturezas." É evidente que esta fórmula é tributária de uma cultura que já não é a do nosso tempo, mas serve para dizer que Cristo está em tudo, mas não é tudo. Deixará, por isso, sempre a liberdade a todas as investigações e a todas as experiências responsáveis.
Anselmo Borges teve ainda a feliz ideia de incorporar, neste livro, o itinerário-testamento do teólogo dominicano E. Schillebeeckx, professor da Universidade de Nimega. Tem sido uma das vozes da Igreja, mais livre, corajosa e responsável, alimentada por um pensamento sempre em mudança, testemunhado, de forma exemplar, neste texto admirável.

(1) Alberto G. Martínez, El futuro de la religión, "Studium", 2005, Fasc 3, 345-385. / (2) "Pays par pays. Les clés de la géopolitique", La Vie, Le Monde, Hors-série, 2007

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outubro 27, 2007

Para que quero eu olhos ...

Não é dos olhos que se trata. O mistério é o olhar. Um dia terão perguntado a Hegel o que se manifesta e vê num olhar. E ele: "O abismo do mundo."

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outubro 23, 2007

Não me calo nem aceito...


Impressionou-me, escandalizou-me, ou-me tanto que nem sei o que diga. Tanto quanto se fora uma tipa com a zona púbica em exposição intencional, "negligée, como agora se vê, desde a jovem estudante em sala de aula até à esposa-família dedicada...assim, não aceito e verbero todo o fundamentalismo e o falso pudor cultural que empana seres humanos num negritude definitiva...quem está por debaixo desse negro cobrimento, onde a expressão, o olhar a cor o tudo de um ser humano? Que os homens que vos obrigam sejam eternamente condenados a tal empanamento. Não acredito que alguém assim vestido, refiro-me à mulher de negro, não sofra e de acordo com a causa em questão, será sofrimento sobre sofrimento. Maldigo-vos carrascos culturais e fundamentalistas que não permitem a liberdade de um movimento que seja, o de uma pálpebra que se flicta...quero ser politicamente incorrecto!

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23.10.2007


Falar sobre o cancro da mama, a doença que mais mulheres mata nos Estados Unidos e no Médio Oriente, é o objectivo da viagem que a primeira-dama Laura Bush está a fazer, misturando diplomacia e saúde. Hoje estará na Arábia Saudita, ontem esteve nos Emirados Árabes Unidos e, até sexta-feira, ainda há-de ir ao Kuwait e à Jordânia. "Acho muito importante que os habitantes do Médio Oriente saibam que nos EUA nos preocupamos com a saúde das mulheres, porque ainda há muito medo e vergonha aqui, como nós tínhamos há 25 anos", disse Laura Bush. Na Arábia Saudita, 20 por cento dos casos de cancro são da mama. E 70 por cento das doentes são diagnosticadas quando a doença já está muito avançada, quando nos países ocidentais isso só acontece em 30 por cento dos casos. Ontem, no Abu Dhabi, Laura Bush falou com mulheres envoltas em véus negros - sobreviventes de cancro da mama, que contaram as suas histórias pessoais ao lado da primeira-dama.
Nos países árabes, o cancro da mama ainda está associado a um grande estigma social. "As mulheres casadas ficam muito preocupadas com o efeito que a doença terá sobre os seus maridos e famílias, por isso muitas optam por nem fazer mamografias", disse Omniyat Hajri, médico dos Emirados Árabes Unidos habituado a tratar doentes de cancro da mama, citado pela televisão ABC. Laura Bush, cuja avó morreu com cancro da mama e cuja mãe sofreu da doença mas sobreviveu, leva a sua história pessoal como bandeira da viagem - mas que está a ser vista como uma forma de diplomacia suave, em nome do seu marido, que ficou na Casa Branca. Vai encontrar-se com os reis jordanos e sauditas, usando a sua própria imagem para b

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outubro 10, 2007

A vida é feita de pequenos nadas...

…de pequenos nadas

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outubro 08, 2007

Que frescura de voz...Nancy Vieira.

... não me canso de me emocionar com os sons de Cabo-Verde. Música assim revela a alma e desdenha a miséria...para quando uma ida bem ida a Cabo-Verde?



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Nancy universal


Foi um acaso que a fez nascer em Bissau, a 1 de Fevereiro de 1975, apesar de ser filha de cabo-verdianos. "Os meus pais faziam parte do movimento de libertação, o PAIGC, e estavam lá a preparar a independência, que se deu em Julho."
Mas Nancy Vieira não demorou muito por ali. Com apenas quatro meses rumaria a Cabo Verde. Olhando para trás, além de Bissau (de que nem sequer se apercebeu), passou dez anos na Cidade da Praia, quatro no Mindelo e já quase 18 em Lisboa, onde cresceu para a música. "Em Cabo Verde, e em especial na ilha do meu pai, a Boavista, a maioria dos rapazes aprendia muito cedo a tocar um instrumento. Ele aprendeu a tocar guitarra, violino, cavaquinho, mais tarde piano. Os meus tios e tias também tocam. E eu ganhei esse gosto pela música, também muito cedo, mas sem nunca ter pensado seguir essa via."
Veio para Lisboa aos 14 anos, em 1989. "Eu já tinha estado em Lisboa, de férias, com 10 anos. Naquela altura, para qualquer criança em Cabo Verde vir de férias para Lisboa era uma coisa do outro mundo. Gostei muito. Fui a Fátima, ao Cristo Rei, a Belém... Para viver já foi diferente. Não tive problemas nenhuns de adaptação, porque vim com a família: o meu pai, a minha mãe, até as pessoas que moravam connosco vieram."
Fez amigos entre os filhos de outros cabo-verdianos, foi bem recebida nas escolas (era boa aluna): Rainha D. Amélia (do 10º ao 12º anos), ISCTE (três anos, Gestão). Depois licenciou-se em Sociologia e começou a trabalhar em publicidade e estudos de mercado. "Mas por pouco tempo, porque entretanto a música entrepôs-se." Começou, aliás, logo no ISCTE. "Tinha amigos que eram músicos amadores e tinham uma pequena banda. Eu de vez em quando assistia aos ensaios." O vocalista inscreveu-se num concurso de descoberta de novos valores e, um dia, convidou-a a ir com ele. "Convidou-me para cantar e, embora com um bocadinho de insegurança e timidez, cantei com ele. A minha voz chamou a atenção dos organizadores e eles propuseram-me participar, logo nessa noite, numa das eliminatórias. Escolhi a morna "Lua nha testemunha" e ganhei." Não apenas nessa noite: ganhou também na final. E como prémio gravou um disco.

Uma voz e outras músicas
Foi o primeiro, "Nôs Raça", editado em 1995. Quando surgiu o convite para gravar o segundo, "Segred" (2004), ela já tinha deixado o emprego para levar a música mais a sério: "Abriu-me as portas. Comecei a fazer concertos meus, convites para fora..." Mas foi durante a gravação do primeiro que conheceu o futuro produtor do disco que agora lança, "Lus": Jorge Cervantes, nascido em Lima, no Peru, em 1973. Era ele o técnico de som quando Nancy entrou num estúdio pela primeira vez. "Tornámo-nos amigos, mas passámos uns anos sem nos vermos. Encontrei-o depois em 2005 e ele disse-me que tinha estado a misturar o disco [colectivo] "Ao Vivo no B.Leza", gostou de me ouvir e que a minha voz lhe tinha dado umas ideias." Pois as ideias estão aí, em "Lus".
"Vi nele, ao fim de muitas conversas, uma pessoa que me entendia muito bem, musicalmente." Quem ouvir o disco com atenção, há-de notar que Cabo Verde está lá, mas de braço dado com o Brasil ou com Cuba, numa procura de soluções e arranjos pouco usuais em trabalhos do género. "Isso foi consciente e intencional", diz Nancy. "Acho que não fui a primeira a fazer essa fusão, mas este disco é muito a minha cara: uma cabo-verdiana da cidade, que sempre ouviu música tocada da forma mais tradicional possível em casa, mas que também ouvia outras músicas: brasileira, da América Latina. Além disso, o meu pai era amante de música clássica e jazz e tive irmãos que estudaram em Cuba e traziam, nas férias, muita música cubana." Tudo isto a par de Portugal, claro, e dos contactos que a partir de Lisboa estabeleceu (participou, por exemplo, nos discos mais recentes de Rui Veloso e da Ala dos Namorados).
Convidados, em "Lus", há muitos, como compositores ou músicos. Teófilo Chantre, Jon Luz, Vadú ou Princezito contribuíram com canções. Tito Paris e as Batucadeiras Voz d"África tiveram participações especiais; Bino Branco, dos Ferro Gaita, ou Miroca Paris, que acompanha Cesária Évora, gravaram em curtas passagens por Lisboa, em duas oportunidades meteóricas; Sérgio Valdeos e Juan "Cotito" Medrano, músicos de Susana Baca, que Nancy conheceu num concerto dela, gravaram a sua parte no Peru; e o Quinteto Diapason, cubano, gravou para dois temas em Alicante, no Sul de Espanha.
"No tema que dá nome ao disco, "Lus", nota-se mais o lado peruano, quisemos misturar o batuco com o landó. Já "Esperança de mar azul", que cantei com Tito Paris, é... Brasil, que está muito presente em Cabo Verde, como se sabe. Já "Verdade d"amor" não deixa de ser uma morna, é cantada em crioulo, mas não tem cavaquinho e mostra uma universalidade que eu própria ganhei, como pessoa, com todas as minhas viagens."


Nuno Pacheco (público, 21 de Setembro)

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setembro 23, 2007

No abraço de Cristo...

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Frei Bento Domingues com o seu saber e humanidade honra-nos com a sua reflexão dominical./a>

"Dos muçulmanos, a Igreja tem algo a aprender sobre a oração, o jejum e a esmola; dos hindus, a meditação e a contemplação; dos budistas, o desprendimento dos bens materiais e o respeito pela vida; do confucionismo, a piedade filial e o respeito pelos mais velhos; do taoísmo, a simplicidade e a humildade; do animismo, o respeito da natureza e a gratidão pelas colheitas.

A teologia do pluralismo religioso não emergiu de forma automática

1.Está à vista que, sem o acolhimento da pluralidade, o respeito e a valorização das diferenças culturais e religiosas, não é possível viver em paz. Para não ficarmos, apenas, na repetição de cerimoniais e declarações acerca do diálogo intercultural e inter-religioso, é indispensável aprofundar a própria significação do pluralismo. É esse, aliás, um novo paradigma, o paradigma emergente de algumas práticas teológicas.
Na teologia trinitária do pluralismo religioso, "o Espírito Santo é o abraço e o beijo de Deus ao mundo inteiro". Nessa catolicidade, cabe toda a terra e podem ser acolhidas todas as formas de vida espiritual e religiosa, situadas e vividas dentro dos limites de cada cultura. Quando se consente no espírito do Evangelho de Cristo, rompe-se com a lógica fixista e opressora que tenta as religiões: o dentro está fora, o alto está em baixo, a bênção está com os malditos e o julgamento do mundo acontece a partir dos mais abandonados (1). Por causa disso, M. Gandhi chegou ao ponto de dizer: se todos os livros sagrados da humanidade se perdessem, mas fosse salvo o sermão da Montanha, as Bem-Aventuranças, nada estaria perdido.
A teologia do pluralismo religioso não emergiu de forma automática. Foram sobretudo os missionários - os que reflectiram sobre os erros de certas formas de missionação - que ajudaram as Igrejas a descobrir que, antes de falar e intervir, devem escutar e acolher.
No contexto do Sínodo dos Bispos da Ásia, os da Malásia, Singapura e Brunei, ao interrogarem-se sobre o que a Igreja católica poderia aprender no seu diálogo com as outras religiões, concluíram o seguinte: "Dos muçulmanos, a Igreja tem algo a aprender sobre a oração, o jejum e a esmola; dos hindus, a meditação e a contemplação; dos budistas, o desprendimento dos bens materiais e o respeito pela vida; do confucionismo, a piedade filial e o respeito pelos mais velhos; do taoísmo, a simplicidade e a humildade; do animismo, o respeito da natureza e a gratidão pelas colheitas. A Igreja pode aprender muito com o simbolismo e a riqueza dos seus ritos existentes na variedade da sua veneração. Pode aprender, com as religiões asiáticas, a ser mais aberta, mais receptiva, mais sensível, mais tolerante e aprender a perdoar."

2.Esta atitude de tanta generosidade nem sempre é bem recebida. Há quem diga que, se estes bispos olhassem mais para a mensagem cristã, não precisariam de perder tanto tempo com as outras religiões: quem tem o mais tem o menos e ainda sobra. Estes bispos acabam por minar a urgência das missões e nem sabem para que foram ordenados.
Tal crítica esquece que as missões da Igreja têm uma história. João Paulo II teve o mérito de reconhecer, oficialmente, que ela nem sempre foi gloriosa e ele, por fidelidade ao Evangelho, multiplicou os pedidos de perdão e lançou o espírito dialogante de Assis.
"Pelo diálogo", dizia este Papa, "nós deixamos Deus estar presente à nossa volta; porque quando nos abrimos uns aos outros, no diálogo, abrimo-nos a Deus. [...] Por outro lado, enquanto discípulos de diferentes religiões, deveríamos reunir-nos para promover e defender ideais comuns nas esferas da liberdade religiosa, da solidariedade humana, da educação, da cultura, do domínio social e da ordem cívica."

3.Como diz Michael Amaladoss, apesar de Jesus ter nascido, vivido, ensinado e ter sido morto na Ásia, é muitas vezes apresentado como um ocidental. Não falta quem defenda que a difusão da Igreja, através do império romano, influenciada pela cultura grega e pelo sistema romano, político e jurídico, foi um sinal da providência divina. Não vou discutir, agora, esse ponto de vista. Não se pode esquecer, no entanto, que as expressões ocidentais do cristianismo, nomeadamente as suas definições dogmáticas, constituem dificuldades desnecessárias noutras culturas.
Os indianos acreditam que S. Tomé foi à Índia e foi martirizado em Chennai. Os bispos asiáticos, reunidos num sínodo consagrado à Ásia em 1998, propuseram algumas imagens simbólicas de Jesus que lhes pareciam mais significativas para os asiáticos de hoje.
Pode ser que os ocidentais julguem as imagens apresentadas insuficientes e até redutoras para captarem a significação da pessoa, da vida, da morte e da ressurreição de Cristo. Não é essa a posição dos teólogos asiáticos. Por exemplo, Amaladoss, um indiano jesuíta, professor de Teologia Sistemática e director do lnstituto do Diálogo com as Culturas e as Religiões, em Chennai (Índia), no seu Jesus Asiático (2), seleccionou nove figuras, nove imagens - Jesus, o sábio; o caminho; o guru; o satyagrahi; o avatar; o servidor; o compassivo; o dançarino; o peregrino - que abrem perspectivas muito mais amplas e acolhedoras do que as fórmulas dogmáticas. Elas estão mais perto das narrativas evangélicas e da cultura indiana.
O cristianismo não é incompatível com a filosofia grega, mas seria pouco católico, se apenas pudesse ser pensado e vivido segundo essas categorias. Esta observação vale também para novas expressões da fé na cultura contemporânea.

(1) Revista Concilium 319-2007/1
(2) Michael Amaladoss, The Asian Jesus, ISPCK, Delhi, 2005 (trad. fr.: Jésus Asiatique, Paris, Presses de la Renaissance, 2007

Frei Bento Domingues O.P. (Jornal Público de 23 de Setembro de 2007)

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setembro 22, 2007

Vídeo do dia by Britannica

Vídeo do dia da Enciclopédia Britânica/a>

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setembro 16, 2007

A paz tem alguma piada? ...

"Não existe um caminho para a paz. A paz é o caminho."
(Deepak Chopra, A Paz É o Caminho, Lisboa, Sinais de Fogo, 2007)

Retomo este meu exercício de partilha na blogosfera. E, porque domingo, sendo o "dia do Senhor", mas, não o querendo eu como dia de Senhor nenhum, aqui deixo a intervenção de Bento Domingues, crónica publicada no Jornal Pública, hoje, dia de Senhor nenhum...

O caminho mais curto para a Paz...

Frei Bento Domingues - 20070916

Gandhi não teve seguidores, mas o Dalai Lama reencarnou o seu caminho

1 Já está traduzido em português um livro notável de Deepak Chopra, inspirado em M. Gandhi: "Não existe um caminho para a paz. A paz é o caminho." (1) Sendo a guerra a praga que os seres humanos carregam consigo, o percurso desta obra termina com sete práticas para saber, em cada dia da semana, como viver em paz e ser pacificador. Pode parecer um programa muito básico, mas responde a uma pergunta fundamental do seu mestre: "Poderemos nós ser a mudança que queremos que haja no mundo?" Os sonhos começam a realidade: "Um dia haverá uma guerra e ninguém aparecerá" (C. Sandburg).
O autor deste livro de espiritualidade activa é médico endocrinologista, natural da Índia, radicado nos EUA. Entre as numerosas distinções, foi-lhe atribuído o Prémio Einstein, pelo Albert Einstein Institute College of Medicine em colaboração com o American Journal of Psychotherapy. Em conjunto com Oscar Arias e Betty Williams, laureados com o Prémio Nobel da Paz, fundou a Aliança para Uma Nova Humanidade, uma organização empenhada na justiça social, na liberdade económica, no equilíbrio ecológico e na resolução dos conflitos.
Esta obra integra-se numa espiritualidade que nos chega do Oriente. Como diz J. Masiá, a mensagem do budismo pode ser resumida em duas palavras: pacificar-se e pacificar. Inspira-se numa dupla tradição de vida contemplativa/interiorização e de vida em harmonia com a natureza e com as pessoas. Outra palavra-chave é "sair" de si mesmo por duas vias - pela contemplação e pela práxis solidária. Sair para fora da espiral do engano e da violência; sair da roda do eu superficial atado às desfigurações da realidade; sair para onde aponta a metáfora oriental - "vazio" e "nada" (não confundir com o niilismo) - donde se vêem as pessoas e as coisas, para lá das aparências.
Buda, Jesus, Confúcio e Sócrates são as quatro grandes figuras de pacíficos e pacificadores. Os quatro convidam a sair de si para dentro e para fora. Para dentro, para a meditação; para fora, para a compaixão e a solidariedade. Os quatro convidam a parar e a escutar a voz que, no interior do coração, nos diz a verdade sobre nós próprios e sobre a vida. Os quatro convidam à prática. Antes de perguntar quem disparou a flecha ou quem é o ferido, apressa-te a curá-lo, antes que seja tarde, dizia Buda (2).

2-No momento em que escrevo, ainda não sei como será acolhida a visita, a Portugal, do Prémio Nobel da Paz, XIV Dalai Lama, o símbolo actual da sabedoria no empenhamento pacífico e pacificador do reconhecimento, no interior da China, da autonomia cultural, religiosa e administrativa do Tibete.
Segundo o programa, a segunda visita a Portugal será essencialmente dedicada à apresentação de alguns livros fundamentais do budismo, aconselhados e explicados por Dalai Lama, sobretudo na Faculdade de Medicina Dentária. Para além de outros contactos, é aguardada com expectativa a conferência pública, no Pavilhão Atlântico, na tarde deste domingo, subordinada ao tema O poder do bom coração.
Esta visita foi preparada com a publicação de várias obras de referência do budismo tibetano. Dado que os portugueses foram os primeiros ocidentais a chegar ao Tibete, a Revista Lusófona de Ciência das Religiões, dirigida por Paulo Mendes Pinto e Alfredo Teixeira, teve a feliz ideia de confiar a Paulo Borges (presidente da União Budista Portuguesa) a organização de um dossier dedicado ao estudo da presença do Buda e do budismo na cultura portuguesa. O resultado é notável.
O que me importa sublinhar é a sabedoria exemplar de Dalai Lama na luta pacífica pelo reconhecimento da autonomia do Tibete, embora ele esteja muito longe de conseguir a unanimidade dos tibetanos em torno das suas opções e do seu método. Até se pode dizer, não sem alguma razão, que a sua resistência não violenta acabou por servir os propósitos invasores e dominadores da China: os chineses já não precisam de se mostrar muito agressivos na ocupação do Tibete. O império chinês não tem falta de gente para substituir os tibetanos em todos os domínios.
Os séculos XX e XXI tiveram muitos revolucionários e libertadores. Alguns com aura de heróis, mas a invocação da violência dos oprimidos contra a violência dos opressores - uma fórmula que parece mais que legítima, em determinadas circunstâncias - não consegue saltar para fora do mundo da violência e do comércio das armas que corrompe e desgraça a humanidade dos oprimidos e dos opressores. Não gera uma nova humanidade. Não é uma alternativa.
M. Gandhi não teve muitos seguidores, mas Dalai Lama reencarnou, de forma notável, o seu caminho. Dir-se-á que a via da resistência activa na procura contínua do diálogo é demasiado lenta. E os recursos à violência têm sido rápidos na resolução de conflitos, na obtenção da paz?
O XIV Dalai Lama (Oceano de Sabedoria), que tem assumido a figura de dirigente político, de monge e de místico, só lhe interessa ser um monge e um místico budista ao serviço da compaixão universal (3).
(1) Deepak Chopra, A Paz É o Caminho, Lisboa, Sinais de Fogo, 2007.
(2) Juan Masiá, SJ, El otro Oriente. Más allá del diálogo, Sal Terrae, Santander, 2006.
(3) Mayank Chhaya, A Vida do Dalai Lama. O Homem. O Monge. O Místico. Biografia autorizada, Lisboa, Presença, 2007.

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julho 28, 2007

Oriente/Ocidente; O eixo do tempo... reflexão de A.Borges


O conforto semanal da reflexão de Anselmo Borges ...valerá a pena sair do facilitismo imediato da "notícia" que infelizmente fascina e se impõe no circo... sugiro que se vá mais em profundidade e se aproveite a "sageza" deste filósofo e teólogo. Santos da casa também podem fazer milagres... bom dia!

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julho 24, 2007

Nazanin Afshin-Jam ... sugiro.

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Nazanin Afshin-Jam, a mulher que salvou Nazanin
No Canadá é uma estrela. Uma pop-star, mais precisamente. Antes de mais, Nazanin Afshin-Jam é famosa por ser famosa e é famosa por ser bonita. Só que os seus talentos não ficam por aqui...

Os seus retratos profissionais apresentam-na como cantora, compositora (das suas canções), modelo e actriz. Se ignorarmos uns contratos como modelo quando era estudante, a sua primeira actividade profissional foi como Miss: Miss Vancouver, Miss Swimsuit, Miss World Canada, Miss Desporto, Queen of the Americas e um segundo lugar no concurso de Miss Mundo em 2003. De caminho, foi participando em meia dúzia de episódios de séries de televisão. Aos títulos de beleza seguiram-se os habituais contratos para fotografias, aparições públicas, participações em programas de TV e de rádio, entrevistas várias e uma chuva de capas de revistas. Como cantora a sua carreira é curta: o primeiro álbum (Someday) foi publicado no mês passado e está a fazer uma carreira aparentemente bem sucedida.
Mas Nazanin (é este o seu nome artístico) é também outra coisa: uma militante pelos direitos humanos que conquistou a notoriedade no seu país e para além dele com uma campanha para salvar uma jovem condenada à morte.
Seria aliás mais correcto dizer "nos seus países" porque Nazanin tem dois: o Irão e o Canadá. Nasceu no Irão (Teerão) em 1979, durante a Revolução Iraniana que levaria Khomeini ao poder. A sua família fugiu para a Europa e posteriormente para o Canadá em 1981, depois de o pai ter sido preso pela Guarda Revolucionária de Khomeini, torturado e condenado à morte.
Na Universidade de British Columbia, Nazanin estudou Ciências Políticas e Relações Internacionais, estudos que complementou com pós-graduações em França e Inglaterra. Enquanto estudava teve tempo para aprender a pilotar aviões (fez o curso dos Royal Canadian Air Cadets), além de se dedicar à prática de vela, caiaque, karting e dança e de trabalhar como voluntária da Cruz Vermelha em campanhas contra as minas terrestres e em defesa das crianças que vivem em zonas de guerra. Depois disso, a actividade de Nazanin foi muito além da das jovens que se limitam a declarar no palco que se pudessem concretizar um desejo pediriam "a paz no mundo".
A história da sua família, o seu trabalho como voluntária da Cruz Vermelha e o facto de ter sido uma jovem iraniana que participou em concursos de beleza, passeando-se em fato de banho à frente dos olhos de milhões de homens (só para o desfile de Miss Mundo houve 2200 telespectadores), permitiu-lhe uma experiência directa do que são os atentados às liberdades no mundo de hoje. Porquê os desfiles? Porque a visibilidade da sua participação teve como preço as críticas dos sectores conservadores da comunidade iraniana no Canadá, as ameaças de fundamentalistas islâmicos e mensagens de apoio de jovens iranianos que lhe permitiram ter uma noção da limitação das liberdades e da repressão das mulheres no seu país de origem.
A campanha que deu notoriedade a Nazanin foi porém a campanha para libertar Nazanin. Outra Nazanin, Nazanin Mahabad Fatehi, uma jovem iraniana de 17 anos condenada à morte por enforcamento a 3 de Janeiro de 2006 por ter apunhalado um dos três homens que a tentaram violar a ela e a uma sobrinha de 15 anos, num parque de Karaj, um subúrbio de Teerão.
Nazanin Afshin-Jam iniciou uma campanha pela sua libertação que incluiu o lançamento de uma petição que recolheu mais de 350.000 assinaturas, a produção de um documentário (The Tale of Two Nazanins), contínuas acções públicas e intervenções nos media e uma actividade de lobbying junto das autoridades iranianas e das Nações Unidas. A campanha pela libertação de Nazanin conseguiu mobilizar a Amnesty International, o Parlamento canadiano, a União Europeia e levou as autoridades judiciais iranianas a rever o caso, suspender a condenação e realizar um novo julgamento que se saldou por uma absolvição, em Janeiro passado.
Mas Nazanin Afshin-Jam
não parou aqui. Lançou a campanha Stop Child Executions Campaign (www.stopchildexecutions.com) que tenta anular
as condenações à morte de mais de 20 menores que esperam a execução nas cadeias de Teerão
e mudar as leis iranianas, de forma a pôr fim à execução de menores. A lista dos crimes dos que foram executados nos últimos anos inclui actos como "atentados contra a castidade" ou dar aulas de religião Baha"i.
A acção de Nazanin Afshin-Jam no caso de Nazanin Fatehi foi distinguida com o Prémio Herói dos Direitos Humanos, atribuído pela organização Artists for Human Rights, dirigida pela actriz Anne Archer.
Nazanin Afshin-Jam também provoca críticas. Há quem diga que as suas simpatias políticas estão do lado de Reza Pahlavi, o filho do último xá do Irão, e que os seus verdadeiros motivos seriam a reinstauração da monarquia no país ou que a sua actividade humanitária é apenas uma forma de promoção pessoal. Mesmo que seja assim, se essa promoção continuar a defender os direitos humanos e a salvar vidas, parece um tipo de promoção totalmente louvável.
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José Vítor Malheiros (Público de 22/07/07)

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julho 21, 2007

Ser é Ser em relação ...sugiro.

…A arte de viver bem e ser feliz deriva de e implica relações vivas e sãs com a realidade toda, a começar pelos mais próximos - dados recentes mostram que é essencial para a felicidade a vinculação à família e aos amigos.

Porque hoje é sábado e digo-o como dia aberto à relação, meditando nas reflexões enriquecedoras de A.Borges

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julho 14, 2007

Nesta acalmia da tarde, conjugo o verbo transcender... com...

...a devida vénia à sempre estimulante crónica de Anselmo Borges no Diário de Notícias.
Pensar é ultrapassar, transcender.

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julho 11, 2007

Are you Mr. Harry Potter?

Ciência e Magia ou ciência da magia ou magia da ciência
Página oficial

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julho 05, 2007

Ai Venezuela, Venezuela ...

Ai Venezuela…com toda a possível e discutível controvérsia, em nome da liberdade de expressão, de manifestação, sugiro-vos uma visita a este reflexivo texto...com a suavidade revolucionária, pura e dura da voz de Soledad Bravo"

Ps. A minha escusa pelo facto de o vídeo ser sobre Habana e não propriamente sobre Caracas, Venezuela,...mas, para bom entendedor....

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julho 04, 2007

Junta +professor=Cancro mortal

reenvio-vos para este texto interventivo

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julho 02, 2007

A Esfinge esse ser obsessivo...

… Em reflexão, uma vez mais, com as sábias palavras de A.Borges..."

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junho 23, 2007

O Homem, esse desconhecido... sugiro.

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Então, o enigma é este: provimos da natureza, mas contrapomo-nos a ela, somos simultaneamente da natureza, na natureza e fora dela."

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junho 21, 2007

Nazima Ghulam Nabi... a lágrima.

Nazima.jpg
A lágrima
Nazima, filha de Ghulam Nabi, um cidadão da Caxemira indiana morto no rebentamento de uma granada, chora deitada numa cama do hospital de Srinagar. Foto: Danish Ismail/Reuters

Cama hospital granada pai cidadão Caxemira
Filha dolente em lágrima deitada chora chora
Porquê num hospital deitada
Um rebentamento mata Ghulam Nabi cidadão
Caxemira
Deixando uma filha deitada em cama com lágrima
Vista do lado esquerdo
A cara branca de Nazima filha de Nabi
Uma cama hospital deitada em lágrima
Em almofada verde branco com sinal de azul do lenço
A face explode o sofrimento de
Nazima
Filha de Ghullam Nabi
Nazima tem um brinco na orelha
Como prolongamento da lágrima
Olha o vago o céu o som da granada
Que matou pai Nabi
Quem pode agora dar amor
De pai rebentado por granada em Caxemira
Nazima filha pai lágrima brinco face branca
O cabelo afeiçoa-lhe a dor em negro
Nazima Ghulam Nabi com lágrima

(foto recolhida in jornal "O Público", de 21 de Junho de 2007)

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março 18, 2007

... "po(i)", com o sentido de proteger, defender ...

(...) O pai humano é criador - com-criador, juntamente com a mãe (o óvulo feminino só foi descoberto em 1827) - de um ser livre. E isto é misterioso. (...)

Publicado por morfeu às 08:44 AM | Comentários (1) | TrackBack

fevereiro 12, 2007

Fundamentalismos... sugiro.

...reflexão dominical de A. Borges.

(…)“Ou a Humanidade como um todo se torna sujeito do seu futuro e da responsabilidade pela vida em geral ou não haverá futuro para ninguém.

Em termos simples e cínicos: se não quisermos ser solidários com os países pobres por razões de ética e humanidade, sejamo-lo ao menos por razões de egoísmo esclarecido.”

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fevereiro 10, 2007

É preciso descaramento ... world press photo 2006.

... por respeito de direitos de autor, e por circunspecção pessoal, fica em entrada estendida ... á preciso desplante...

(recolhida em Público de 10/02/07)

Beirute.jpg

09-02-2007 - 13:17
World Press Photo 2006
Spencer Platt, fotógrafo americano da agência Getty Images, venceu o World Press Photo 2006. A imagem escolhida mostra, em primeiro plano, um grupo de libaneses a passear-se em Beirute num descapotável vermelho no meia da devastação, depois dos bombardeamentos da aviação israelita. Foto: Spencer Platt/Getty Images

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novembro 21, 2006

Adornos, que significado?

adornos1.jpg
Descrição: Bunu, 15 anos, da comunidade Karo, Roussos Camp, Etiópia.
A exibição de pequenas conchas, inseridas sob a pele, é um dos acessórios de beleza que deve também provar a resistência ao sofrimento. (In Marie Claire, scanner. Obra original:«In search of dignity» de G. Pfannmuller e W. Klein. Ed.francesa:"visages de dignité", Gallimard.

Publicado por morfeu às 08:43 AM | Comentários (1)

novembro 29, 2005

Emoções daqui e dali e de seres feridos pela "Excelência".

No fluir diário das emoções, há aquela, esta, uma outra, que se revela mais pregnante...espécie de fertilização pessoal, na qual, até a erva daninha terá oportunidade de surgir. E neste fluir temporal e emotivo, balança o meu esperar/desesperar...em mim, no outro, na Humanidade.

...esta é a história de mcadilhe1.jpg
"Deddy" que o viajante G. Cadilhe nos conta...

(Com a devida vénia ao autor da reportagem e ao jornal Expresso de 26/11/05)

O Deddy vive da venda de postais. Conheço-o no alpendre de uma das tantas casas de Sorake que alugam quartos aos viajantes de passagem. Os viajantes são todos surfistas. Em Sorake quebra uma das melhores ondas do mundo. Não há outra razão para vir à ilha de Nias. Só pela onda de Sorake.

É um miúdo esperto, este Deddy. Fala um inglês quase perfeito, que aprendeu conversando com os surfistas de passagem. O Deddy vive numa cadeira de rodas, teve poliomielite quando tinha dois anos, sorri sempre e vende postais. Eis uma vida resumida. O Deddy também fazia surf, apesar da poliomielite, apesar de ter as pernas mortas. Quando apanhava as ondas não se punha de pé. Erguia-se do tronco para cima e o resto do corpo ficava estendido pela prancha, como um saco de batatas. Um acto de coragem impressionante.

Antigamente, o mar quase tocava a porta das casas de Sorake e o Deddy podia arrastar-se pela areia até à linha da maré - um percurso com cerca de dez metros. Então entrava na água, nadava com a prancha, movia-se com os braços e esquecia as pernas que não tem.

Depois, no dia 28 de Março de 2005, um terramoto levantou o fundo do oceano quase dois metros e uma formidável plataforma de coral afiado surgiu entre a praia e a linha da maré. Agora, o Deddy não pode arrastar-se por cem metros de coral afiado para chegar ao mar. Já não faz surf. Continua no entanto a sorrir.
(...)
E toda esta conversa traz à memória uma outra coincidência fabulosa na minha vida, a de visitar os miúdos da escola Los Chavalos, na Nicarágua, antes de vir para a Indonésia. A escola Los Chavalos abriga duas dezenas de miúdos de rua, da cidade de Granada, e tem vindo a dar-lhes ferramentas para um futuro digno. Escrevi já na «Única» sobre este pequeno projecto humanitário e sobre a mulher por detrás de tudo isto, a americana Donna Tabor.
Estes miúdos recolheram mil dólares para ajudar as vítimas do tsunami. E quando souberam que eu vinha para a Indonésia, entregaram-me o dinheiro. «Distribui-o por onde for preciso», disse-me a Donna. Mas como se faz para distribuir mil dólares? Não posso ir perguntar de porta em porta quem precisa de ajuda. Todos precisam de ajuda: basta pensar que nem portas têm neste momento, o tsunami deitou-as abaixo.
(...)Acho, e Donna também acha, que os miúdos da escola precisam de ver um resultado concreto para a pequena grande acção humanitária em que se envolveram, precisam de um ponto de chegada para a cadeia de boa vontade que puseram em marcha.
E eu tenho esse ponto de chegada à minha frente. Está a sorrir, é o que sorri mais de todos nós. O Deddy precisa de postais novos, vamos então imprimi-los. Fazemos contas: três mil postais de boa qualidade custariam cerca de 400 dólares. O Deddy pode vender cada postal a um dólar; é um bocado caro, mas os potenciais compradores desses postais - surfistas ocidentais -, podem pagar esse preço. Isso representa um total de 3 mil dólares, que o Deddy irá recebendo pouco a pouco, à medida que for vendendo os postais.

Donna concorda com esta acção. Mas há um problema: a tipografia mais próxima encontra-se a dois dias de viagem, em Padang. Não sei o que fazer. Resta-me apenas uma semana na Indonésia. Não posso perder dois dias para chegar a Padang, outros dois no mínimo para ter os postais imprimidos, outros dois para voltar aqui com os postais, e depois voltar de novo a Padang, para então continuar para o aeroporto de Jacarta. Deddy tem uma solução: viajarmos juntos. Ele acompanha-me a Padang e regressa com os postais, eu prossigo a minha viagem para Jacarta. Viajar com um miúdo numa cadeira de rodas? «Não te preocupes», diz-me o Deddy a sorrir, «se eu consigo fazer surf, também consigo viajar num ferry e entrar para um autocarro».

Arrancamos para Padang, a dois dias de viagem. O Deddy salta da cadeira de rodas para as muletas, depois para o ferry, depois para o autocarro, sem qualquer problema. Sorri sempre. E assim, de peripécia em peripécia, chegamos à tipografia de Padang. Os postais ficam lindos. Agora só falta começar a enviá-los, que é para isso que eles servem. E o primeiro segue para a Nicarágua, que se encontra a meio mundo completo de distância daqui. Isto sem sermos muito rigorosos com a Geografia, claro.
PS.
Reitero o meu agradecimento ao Gonçalo Cadilhe, por esta partilha, e, que os ventos lhe sejam eternamente favoráveis no esperar pela humanidade. Gostei de conhecer o Deddy.


Publicado por morfeu às 01:12 PM | Comentários (2)

novembro 09, 2005

Uma relativa e dolorosa emoção...

...coloquei-me, perdoem-me a crueza da expressão, o exercício intitulado de "emoção" semanal, seja, algo que me tocasse fortemente, em destaque, que fizesse esperar ou desesperar da Humanidade, afinal de mim próprio...com a fotografia que se segue, deverei esperar ou desesperar?...

Only de poor.jpg

Publicado por morfeu às 08:21 PM | Comentários (12)

setembro 21, 2005

Eu não te esquecerei Simon...

Como é notícia, morreu com 96 anos, Simon de Wiesenthal.Sobrevivente das perseguições quer dos Soviéticos, quer principalmente dos Nazis, encheu a sua longa vida de justa coragem, para trazer aos tribunais, os criminosos nazis e, poder dizer, agora que se reencontra com aqueles que morreram nos campos de concentração:"Meus irmãos, eu não vos esqueci"...

Holocaust_memorial_in_Berlin_08.jpg
(Memorial do holocausto em Berlim)

"Simon, se tivesses voltado a construir casas, hoje serias um milionário. Por que não o fizeste?" "Tu és um homem religioso", respondeu-lhe Wiesenthal, "Acreditas em Deus e na vida depois da morte. Eu também acredito. Quando chegarmos ao outro mundo e encontrarmos os milhões de judeus que morreram nos campos e eles nos perguntarem "O que é que fizeste?", as respostas serão variadas. Tu vais dizer "Tornei-me um joalheiro", outro vai dizer "Contrabandeei café e cigarros americanos", outro dirá "Construí casas". A minha resposta será: "Eu não me esqueci de vós."
(In Jornal Público de 21 de Setembro)

Publicado por morfeu às 10:33 AM | Comentários (2)

setembro 05, 2005

Qual o estilista, qual o pensador, qual...

Stomeriancavisao.jpg
(Foto in:Visão,"África, 30 anos depois" )

...permitam-me algum "moralismo":os estilistas que rompem as roupas e quem as compra a preços exorbitantes, deviam considerar o registo da patente, ou direitos de autor, ou...

Publicado por morfeu às 04:52 PM | Comentários (3)

maio 23, 2005

...simplesmente aborígene...

aborigene.jpg
...simplesmente "aborígene"... (in raças humanas,resomnia ed.)

Publicado por morfeu às 08:58 PM | Comentários (2)

maio 15, 2005

Nós os sem terra este pano Brasil erguemos…

semterra.jpg
Movimento dos Sem-Terra em marcha Trabalhadores rurais brasileiros do Movimento dos Sem-Terra (MST) fazem esvoaçar a bandeira do Brasil numa estrada a 30 quilómetros de Brasília. Estes membros do MST estão em marcha desde o dia 2 de Maio. Saíram da cidade de Goiania e o destino final é a capital do país, onde pretendem pedir ao Governo mais fundos para a reforma agrária. (Foto: Fernando Bizerra Jr./EPA)In Público de 15/5/05


Nós que vivemos da terra mãe e madrasta
A cerviz na sombra escrava dobrando
Em trabalho de infinita (in) utilidade
Lançamos em esperança
Olhos ao alto…

Em amplidão dos braços esforçados
Lançamos a bandeira ventre de um desigual Brasil…

Saímos de nossas casas caminhantes do inseguro
Não
Sabendo se o nada nos será contemplado
Ou dado
Ou conquistado
Somos a terra a terra “os sem terra”
Quase cadáveres ambulantes que teimam
No percorrer da estrada
Já que a paz nos campos esperando nossos
Nos
É vedada…

Num assomo de arrojo e de mal esperança
Olhamos este pano bandeira
Em ânsias de um voo
Desejando senão a terra fértil
Apenas o sonho erguido
Dela
Fitos no horizonte azul de um céu limite
Nós os deserdado da terra
Quase do sonho
Pouco Apenas
Desesperamos no caminho
Desejosos de um pouco mais que nada

(sobre uma fotografia dos sem terra caminhando em protesto; in público de 15 de Maio de 2005)

Publicado por morfeu às 02:32 PM

maio 10, 2005

In memoriam...

(...)A inauguração do Monumento aos judeus vítimas da Shoah decorrerá no mesmo dia no qual em 1933 teve lugar o primeiro auto-de-fé nazi, que destruiu pelo fogo milhares de livros colocados numa lista negra. "Onde se queimam livros acabarão por se queimar pessoas", profetizara, um século antes, o poeta Heinrich Heine.

Holocaust_memorial_in_Berlin_08.jpg

In Público de 10/5/05
...O monumento, lancinante de sobriedade, demonstra que "não existe nenhum recalcamento do crime que faz parte da identidade alemã", na análise de Wolfgang Thierse, presidente do Parlamento (Bundestag), que hoje fará a inauguração oficial.
Distantes, com uma precisão prussiana, 95 centímetros uns dos outros, os pilares não permitem que duas pessoas caminhem lado a lado no interior do monumento lado a lado. O objectivo é levar o visitante a avançar sozinho, a experimentar " o que significa a solidão, a impotência , o desespero", explica Wolfgang Thierse. A sentir a desorientação das vítimas do Holocausto.

Berlim inaugura monumento em memória dos judeus mortos
Helena Ferro de Gouveia, Frankfurt


O conceito básico do memorial labiríntico é lembrar a desorientação das vítimas do Holocausto

Após 17 anos, 12 deles de intermináveis e controversas discussões e cinco para a sua construção, é hoje inaugurado em Berlim, um dia depois das cerimónias que em Moscovo assinalaram o final da Segunda Guerra Mundial, o monumento aos judeus vítimas do nacional-socialismo.
Nunca nenhuma sociedade documentou de tal forma o seu maior crime. Mas também nunca antes tinha havido um Holocausto.
Concebido pelo arquitecto Peter Eisenman, o monumento é como uma floresta de 2711 blocos de betão antracite, que ocupa uma área de 19 mil metros quadrado entre a Porta de Brandeburgo e o Reichtag, a dois passos do bunker onde Adolf Hitler se suicidou a 30 de Abril de 1945. Impossível encontrar localização mais simbólica. Durante 28 anos, o terreno situou-se na chamada "terra de ninguém" adjacente ao Muro de Berlim construído pelas autoridades da Alemanha de Leste, comunista, durante a guerra fria.
O monumento, lancinante de sobriedade, demonstra que "não existe nenhum recalcamento do crime que faz parte da identidade alemã", na análise de Wolfgang Thierse, presidente do Parlamento (Bundestag), que hoje fará a inauguração oficial.
Distantes, com uma precisão prussiana, 95 centímetros uns dos outros, os pilares não permitem que duas pessoas caminhem lado a lado no interior do monumento lado a lado. O objectivo é levar o visitante a avançar sozinho, a experimentar " o que significa a solidão, a impotência , o desespero", explica Wolfgang Thierse. A sentir a desorientação das vítimas do Holocausto.

Uma história
de controvérsias
Não faltaram resistências a este projecto desde os seus primeiro passos no final da década de 80, ainda antes da queda do Muro de Berlim.
A fundação para a construção do monumento criada pela jornalista televisiva Lea Rosh determinou de princípio que ele fosse em exclusivo para evocar a memória dos judeus europeus.
"O extermínio dos judeus foi o objectivo prioritário de Hitler. Era para ele mais importante do que ganhar a guerra", diz Lea Rosh. "A história da perseguição de Roma e Sinti é diferente da dos judeus, como é diferente a das vítimas da eutanásia e dos homossexuais. Se se quer perceber a história tem se de separar as coisas e homenagear individualmente as vítimas", acrescenta. Estão já programados um monumento evocativo do povo Roma e Sinti e dos homossexuais mortos durante o regime nazi.

Suícidio não é o mesmo
que "solução final"
Antes do projecto de Peter Eiseman, a fundação havia optado por uma outra ideia, imaginada por Christine Jacob-Marks, que consistia em gravar numa gigantesca pedra tumular de centenas de metros os 4,2 milhões de vítimas identificadas pela fundação Yad Vaschem.
A ideia acabou por ser preterida porque Jacob-Marks pretendia utilizar na sua concepção pedra de Massada, a fortaleza israelita na qual os hebreus colectivamente se suicidaram como expressão de resistência aos romanos.
Mas o antigo chanceler Helmut Kohl determinou que seria "inadequado" colocar suicídio em paralelo com a solução final.
Em 1999 foi finalmente aprovado pelo parlamento o projecto de Peter Eisenman, com 314 votos a favor e 209 contra. Custo estimado, e rigorosamente respeitado: 27,6 milhões de euros. Deu-se assim um carácter e um peso político a uma iniciativa privada de cidadãos, com o objectivo de "manter viva a memória de um acontecimento inimaginável na história da Alemanha".
Para conferir um cariz humano a uma obra que os críticos dizem ser demasiado abstracta para suscitar reflexão sobre a temática do Holocausto, construiu-se um centro de informação subterrâneo composto por quatro salas.
Um dos espaços é dedicado ao extermínio, aos guetos, aos campos de concentração , aos locais de trabalho escravo e as marchas da morte. Noutra sala, o visitante acompanha o destino de quinze famílias, que dão um um rosto aos milhões de vítimas. Através destas biografias é possível vislumbrar a diversidade e a riqueza da vida judaica na Europa antes do Terceiro Reich.
A inauguração do Monumento aos judeus vítimas da Shoah decorrerá no mesmo dia no qual em 1933 teve lugar o primeiro auto-de-fé nazi, que destruiu pelo fogo milhares de livros colocados numa lista negra. "Onde se queimam livros acabarão por se queimar pessoas", profetizara, um século antes, o poeta Heinrich Heine.


PETER EISENMAN O ARQUITECTO QUE DESCOBRIU QUE ERA JUDEU

Publicado por morfeu às 07:59 AM

abril 17, 2005

Então até logo que eu vou de férias para aqui...

Casas-002.jpg
Descrição: Habitantes das ilhas Tonga (Polinésia) dentro de uma das suas frescas casas, quase sem paredes, que os protegem do sol e permitem a livre circulação do ar.

In: "As raças humanas"- Resomnia edit.,1ºvl.pag.284

Publicado por morfeu às 06:20 PM | Comentários (4)

março 16, 2005

Aqui estão as armas de destruição procuradas...

armastruicao.jpg
Descrição: Um indivíduo "cucucucu" (Nova Guiné),disparando o seu arco.

Publicado por morfeu às 08:00 PM | Comentários (5)

março 09, 2005

Estes homens não têm vergonha de usar malinha de mão.

adorno-melanesio.jpg

Descrição: Habitantes melanésios, das ilhas Salomão,que costumam usar poucos adornos corporais, excepto durante as cerimónias. Os adornos mais característicos são os pendentes de conchas que os homens usam.

(In: "As Raças Humanas", Resomnia Editora, 1ªvl,pg.232)

Publicado por morfeu às 05:58 PM | Comentários (2)

janeiro 27, 2005

"Salvar uma vida salvar a humanidade"

"AUSCHWITZ, sessenta anos depois"

Foi há sessenta anos
Foi há sessenta anos
Foi há sessenta anos
Foi há sessenta anos
Foi há sessenta anos
Foi há sessenta anos
Foi há sessenta anos


Publicado por morfeu às 09:29 PM | Comentários (4)

Dignidade em beleza e poder relativos...

Ancia.jpg

Publicado por morfeu às 09:04 PM

janeiro 26, 2005

Casinilótico

casinilo.jpg

In: "Raças Humanas", Resomnia editora, 1º volume, pag.191

Publicado por morfeu às 06:43 PM | Comentários (3)

janeiro 20, 2005

Entre os Berberes...sugiro

Berberes in National G. Magazine

Publicado por morfeu às 02:34 PM | Comentários (2)

janeiro 18, 2005

Eu tenho Mil nomes para falar com o meu Camelo

camelo.jpg

In "As Raças Humanas",Resomnia

Publicado por morfeu às 11:38 PM | Comentários (1)

janeiro 14, 2005

Pensativa, já prometida, bela e com os pés grandes e gretados

mulhermasai.jpg

In:"Raças Humanas",Resomnia editora

Publicado por morfeu às 09:29 PM | Comentários (3)

Masai: "Criança com o seu gado..."

masaicriancagado.jpg

Descrição: Os masai do Quénia e Tanzânia são um povo de pastores. Crêem que todo o gado é propriedade da tribo, como lhes diz o seu deus.Como vemos na foto da esquerda, são as crianças que guardam o gado.

In:As Raças Humanas,1ºvl, 180 - (Legenda:ipsis verbis)

Publicado por morfeu às 07:21 PM | Comentários (2)

janeiro 13, 2005

Uma criança, um boi e Acuje.

Caramojongueuganda.jpg

Descrição: Mulher e criança caramojongue, povo nilo-camita do Uganda dedicado ao pastoreio.A relação deste povo com o seu gado é muito intensa.Quando uma criança nasce é-lhe oferecido um boi, que será sua propriedade exclusiva, e com quem conpartilhará o seu nome. Quando morre um membro da etnia, é enterrado numa pele de rês; sem ela não se poderia apresentar perante o seu deus chamado Acuje.

In: As raças humanas, 1ºvl.pág.178. Legenda: ipsis verbis

Publicado por morfeu às 08:57 PM | Comentários (6)

janeiro 12, 2005

Fotos históricas:"Caçadores de cabeças"

cacadordecabecas.jpg

In National Geographic Magazine 1912

Publicado por morfeu às 09:27 PM | Comentários (3)

janeiro 11, 2005

Beleza negra fita-me sombreada por sulcos simetricamente escarificados

Africaetiopia2escarificacao.jpg
Rapariga afar,Etiópia

Publicado por morfeu às 10:26 PM | Comentários (5)

Família nómada "tigré", da Etiópia

Africaetiopia1.jpg
...como são diferentes as exigências do ser humano...toca-me profundamente esta foto...

(in:Raças Humanas, Resomnia Ed.1ºvl.pg 155)

Publicado por morfeu às 12:17 PM | Comentários (2)

janeiro 09, 2005

Fotos históricas: 1912, sessão musical na floresta...

Filipinos1912fonografo.jpg
...in National Geographic Magazine...

Publicado por morfeu às 08:16 PM | Comentários (6)

dezembro 14, 2004

"Bebendo" África...

Dedicado a alguns amigos virtuais, que por aqui têm passado e contemplado...

bosquimano.jpg

maschamba

Brígida

Miguel

Luna

Publicado por morfeu às 10:15 PM | Comentários (4)

Pigmeus

pigmeus.jpg

"A selva, origem de toda a sua subsistência, é para os pigmeus uma entidade animada, benevolente e sobrenatural. «A selva é para cada um de nós como um pai e uma mãe, e como um pai e uma mãe nos dá aquilo de que temos necessidade: alimento, vestuário, abrigo, calor e protecção». Este Deus amigo chama-se nuns locais Nzambi e noutros Tore."


Não é uma personalidade claramente definida: em alguns mitos aparece como a divindade que criou a selva, noutros como a própria selva, universo dos pigmeus, com tudo o que a selva contém. Os pigmeus têm que esforçar-se para mantê-la alerta, para que se mostre benevolente com os homens. «Normalmente tudo vai bem, porque a selva protege os seus filhos; assim quando alguma coisa não anda, tem que haver alguma razão. Entre nós mesmos, normalmente tudo vai bem; mas quando dormimos durante a noite, algo pode mudar e, como estamos adormecidos, mão podemos evitá-lo. Exércitos de formigas podem invadir o nosso acampamento ou os leopardos podem levar alguns dos nossos cães de caça ou mesmo uma criança. Se estivéssemos acordados nada disso aconteceria. Assim, quando algo de grave ocorre, quando alguém está doente, a caça é má ou a morte chega, tem que ser porque a selva também está adormecida e não pode cuidar de nós, seus filhos. Que fazer pois? É necessário despertá-la e nós despertamo-la com cânticos, porque queremos que acorde contente. Assim, tudo voltará a ir bem. E continuamos a cantar para que ela compartilhe a nossa alegria.

O.C. pag, 150, ipsis verbis

Publicado por morfeu às 07:40 PM | Comentários (2)

Presença dos antepassados, culto.

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Descrição: Para o artista africano a arte encontra-se sempre ligada a crenças e à religião. As estátuas dos antepassados apresentam uma qualidade estética pronunciada; a sua calma e solenidade repesentam a morte e o além. Nesta foto: estatuetas de antepassados, realizadas em madeira e procedentes do Gabão.

(Obra citada, 1º vl, pág.150)

Publicado por morfeu às 12:18 PM

dezembro 13, 2004

A "Palhota"...

palhota.jpg

Descrição: Construção de uma cabana tradicional, chamada «palhota», no centro de Moçambique. Este tipo de construção quadrangular, com tecto de palha, é tipico desta zona. Nas regiões mais setentrionais constroi-se um tipo de choça redonda com tecto cónico.

Obra citada, 1º v.pag.143

Publicado por morfeu às 10:24 PM | Comentários (8)

"Ochana"...ainda em África

pescafrica.jpg

Descrição: A pesca na África Central é um trabalho realizado pela mulher. O peixe que não se consome seca-se ao sol ou defuma-se, para venda posterior.
Na foto, raparigas oambo ou ovambo, do sul de Angola, pescando num pântano ou «ochana», com nassas feitas de cana.

In: "As raças humanas", 1º vl. pag. 138/9, Resomnia Editores.

Publicado por morfeu às 09:00 PM | Comentários (2)

dezembro 12, 2004

Casa "Somba".

casafrica.jpg

Descrição: Construção típica da tribo somba do Benim (ex.Daomé). A construção africana, além de ser um produto de imperativos materiais, deve muitas vezes a sua forma a um profundo sentido religioso. Nas casas Somba, a parte esquerda é destinada às mulheres e a direita aos homens. Ao fundo, encontra-se o altar dos antepassados, onde se oferecem sacrifícios.

(As Raças Humanas,vol.1º, pag.124,Resomnia Ed.)

Publicado por morfeu às 09:10 PM | Comentários (7)

dezembro 08, 2004

Feiticeiro "eue", Togo

feiticeiro.jpg

Descrição: Apesar dos "eue" irem abandonando progressivamente os seus cultos, devido à influência ocidental, os seus feiticeiros continuam a ser famosos pelo seu poder de cura de doenças através de sugestão. As suas práticas deram resultados surpreendentes, sobretudo em indivíduos com doenças psicossomáticas.

Publicado por morfeu às 11:26 PM | Comentários (2)

dezembro 07, 2004

Dogons, sacrificando uma cabra...

Dogonsacrif.jpg

Descrição: "Dogons" (Mali) realizando um sacrifício. Os homens de Ogol, lugar onde a fotografia foi efectuada, sacrificam uma cabra, sempre que os grandes períodos fazem perigar a colheita.

In, "Raças Humanas", Resomnia, 1ºvol. pág.115

Publicado por morfeu às 07:06 PM | Comentários (1)

dezembro 06, 2004

As viagens contra a Indiferença...sugiro

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Indiferença

Publicado por morfeu às 10:40 AM | Comentários (2)

dezembro 05, 2004

bororo...iaque...alguém conhece?....

jovembororo.jpg

Descrição: Jovem ataviado para o iaque, dança tradicional dos bororo (fulbé ou peul), na qual se reflectem a sua hierarquia e ordem social. Os jovens pintam a cara com ocre e pó de antimónio, e tomam bebidas estimulantes antes de começar a dança.
(in:Raças humanas,1º vol.pag.109, Resomnia editora)

...na água espelhada de um rio próximo, olhei-me e vi que a minha face estava bela e pronta para ser presente ao Deus do êxtase e da dança...deuses dançarinos bailam comigo...

Publicado por morfeu às 04:37 PM | Comentários (6)

dezembro 04, 2004

Mulher "Dogon" diante de um silo...

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Descrição: Mulher dogon diante de um silo (Mali). Os dogon são um povo camponês fixado ao longo das escarpas de Bandiagara, dedicado ao culto do milhete. A sua cultura é uma das mais antigas da África. Todas as expressões sociais são regidas pelas suas concepções religiosas, especialmente pelo mito da criação.

(In Raças Humanas, Resomnia ed, 1ºvolume)

...viajo assim, pelo arredondado da terra seca, sentindo de forma incompleta estes seres,estas pedras, a aridez e desafio resignado de uma mãe precocemente envelhecida, consequência do mínimo que o solo deixa arrancar...

Publicado por morfeu às 10:54 AM

dezembro 02, 2004

Textos e pretextos...da vida e da morte...sugiro

Vida e morte de um gajo

Publicado por morfeu às 12:56 AM

dezembro 01, 2004

A casa dos Outros VIII

Com esta foto, dou por encerrada a sequência, recolhida a partir do projecto "Material World", na revista «Courrier International», abaixo mencionada...

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Descrição: Mongólia, Oulan-Bator. O Yourte da família Batsuuraya foi aberto ao pôr do sol. Em primeiro plano a televisão encimada por uma estátua de Bouddha. O carneiro será sacrificado ao anoitecer...

Publicado por morfeu às 01:51 PM | Comentários (3)

A casa dos Outros VII

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Descrição: Argentina, Salta. O casal Carballo e os seus três filhos aproveitaram a rua para galeria de exposição do seu mobiliário, quase até à Igreja...em destaque uma máquina de costura a pedal...

In Courrier...

Publicado por morfeu às 09:39 AM

novembro 30, 2004

A casa dos Outros VI

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Descrição: Índia, aldeia de Ahraura, no Uttar Pradesh. Bachau Yadev tem 32 anos, sua mulher 25.Quatro crianças, imagens piedosas,três sacos de arroz,são o essencial...um único sinal de riqueza...a bicicleta.

Publicado por morfeu às 10:11 PM

A casa dos Outros V

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Descrição: Japão, prefeitura de Tóquio, cidade de Kodaira. O conforto moderno, a sala de jantar tradicional e a arte da "arrumação" nipónica: o lar de Kazuo Ukita, transposto para o exterior não deixa de revelar a economia de espaço.

Publicado por morfeu às 06:31 PM | Comentários (1)

novembro 29, 2004

A casa dos Outros IV

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Descrição: Haiti, Maissade. O mobiliário da família Delfoart - o pai, a mãe, dois filhos e duas filhas - está cuidadosamente exposto no pátio, entre as pequenas casas de madeira. Uma cabra, um burro e um cavalo completam a cena.

In:"Courrier international", Hors-Série, maison.(Octubro/Novembro/Dezembro de 2004)

Publicado por morfeu às 07:35 PM

A casa dos Outros III

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Descrição:Islândia,Hafnarfjordur. Dois violoncelos,dois póneis,quatro filhos: em casa dos Thoroddsen,os bens materiais estão relegados para segundo plano.Perto da sua aldeia, as fontes de água quente abundam...

Publicado por morfeu às 04:27 PM | Comentários (3)

A casa dos Outros II

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Descrição: Israel,Tel-Aviv.Alfa Romeo,Hi-Fi, salão, tudo "embarcado" numa plataforma içada ao nível do quarto andar,no qual vive a família.Dany Zacks, sua mulher Ronit e suas crianças parecem descontraídos apesar de tudo...

Publicado por morfeu às 10:26 AM | Comentários (2)

novembro 28, 2004

A casa dos outros, "Material World"

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Descrição:China, aldeia de Shiping a família Wu, coloca-se de um lado e doutro da televisão na sua piroga, estando os seus restantes haveres na margem diante da casa com tectos tradicionais...

...a ideia incrível, mirabolante, foi pedir a diversas famílias para colocarem os seus móveis e pertences cuidadosamente arrumados diante da respectiva casa...

Ps.Consultar entrada de 25/11/04...revista "courrier.."

Publicado por morfeu às 08:51 PM | Comentários (2)

novembro 19, 2004

Homem, casa, Mulher...simplesmente?

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Descrição: Casa escavada na rocha «marhala», na Tunísia.

"As rígidas normas de segregação próprias do mundo árabe, condicionaram a estrutura das habitações.Para facilitar a reclusão das mulheres, as casas só têm só têm janelas nos andares superiores".

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Descrição: Rapariga marroquina indo à água, numa das raras ocasiões em que lhes é permitido sair de casa sozinhas.

"AS Raças Humanas",Resomnia editores, Iºvolume, pags.84/5

Publicado por morfeu às 07:53 PM

novembro 18, 2004

«Tagelmoust, litham, tuaregue"...

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Descrição:

Targui (homem tuaregue)do Sara argelino, com o «Tagelmoust» ou «litham», véu de algodão, de cor azul, com que sempre deve ir coberto.Segundo uma antiga lenda, foram as mulheres tuaregues quem, vendo os homens que regressavam vencidos de uma batalha, tiraram os seus véus e cobriram a cabeça dos guerreiros, para os envergonhar pela derrota...

In:"As Raças Humanas", Resomnia Editores,Iº volume, pag.81

Publicado por morfeu às 06:30 PM | Comentários (1)

novembro 17, 2004

Concentração entrançada de Beleza

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Descrição:

"Guerreiro masai, retesando cuidadosamente o seu arco.Os querreiros desta etnia,pastores nómadas da zona do Quénia e da Tanzânia,denominam-se «moran».Formam uma casta à parte, com leis e costumes próprios, como a peculiariedade dos seus penteados, realizados à base de tranças, entrelaçadas com fios tingidos com ocre.

"As Raças Humanas", Resomnia editora, Iºvolume, pag.67

Publicado por morfeu às 10:51 PM | Comentários (1)

novembro 07, 2004

Beleza em veludo escuro e altivo...

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Na foto:Jovem peul vestindo as suas melhores galas e adornada com joalharia de âmbar e metal.

As mulheres peul são de uma grande beleza, resultado da sua mestiçagem de grande contraste entre raças mediterrâneas caucasóides e sudânicas negróides.Graças a uma lei de herança que as favoreçe, as peul podem possuir os seus próprios rebanhos, alcançando assim independência económica em relação ao homem.

In, "Raças Humanas" ,Resomnia editores

Publicado por morfeu às 11:27 AM | Comentários (1)

novembro 06, 2004

Diversidade: Pigmeus

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(In "Raças Humanas" - Resomnia Editores)
Descrição:Jovem mãe pigmeu.Os habitantes autóctones de África foram os pigmeus.Actualmente vivem na selva equatorial e, se bem que a sua cultura material seja muito precária, as suas danças,lendas e mitos são de uma grande riqueza...

Publicado por morfeu às 08:07 PM | Comentários (4)

Humano, muito diversamente...

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In: "As Raças Humanas" , Resomnia Editores

Publicado por morfeu às 07:52 PM | Comentários (2)