setembro 13, 2009
A minha música para hoje...
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setembro 07, 2009
Beatles, fotos, música, documentários e artigo...
na secção Ypsilon do jornal Público
...sugiro músicas
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agosto 26, 2009
"The Beatles"...
remasterização de todos os albúns
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abril 16, 2009
Hino anti-maiorias...
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abril 14, 2009
Handel, 250 anos...
...e aproveite para ouvir três belissimas peças deste grande compositor...
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março 22, 2009
The Platters...relembrando...
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fevereiro 03, 2009
Desvario a 16 mãos...incrível!
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janeiro 17, 2009
Valsinha de Chico Buarque...
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dezembro 16, 2008
Playing For Change: Song Around the World "Stand By Me"
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setembro 29, 2008
Musica antiga grega, com imagens...
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setembro 20, 2008
"I'm Singing in the rain", Gene Kelly
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agosto 03, 2008
Andanças...
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julho 31, 2008
...o que de belo por acaso se encontra...tocante.
...por aqui ao acaso do tempo
dos tempos que dividem o deambular em dia cinzento
sonho o Outro o Além em testemunho de voz
de céu ares cores e coisas várias
por acaso encontro neste viajar fortuito
ah a cidade o tempo os seres e as coisas
a brisa da História fazendo-se música em túnel
de cordas de onde o som brota
a voz
a mulher
o sentir
...por aqui por acaso deixo
como pegada em areia molhada
deixo...
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julho 08, 2008
Czardas em bandolim...
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junho 22, 2008
Bill Evans Trio ...sugestão
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maio 15, 2008
Benjamin Zephaniah - Touch
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maio 11, 2008
Let´s praise the voice...sorry the Lord...porque hoje é domingo!
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maio 06, 2008
Bob Dylan, gravação histórica,Bob Dylan - Mr. Tambourine Man
...o que eu gostava nos idos 68/70s desta música...e continuo a gostar. O You tube é uma dádiva à humanidade, permitindo estas rememorações extraordinárias...
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maio 02, 2008
Hurricane, bob dylan...
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maio 01, 2008
Maio maduro Maio ...
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abril 23, 2008
"Shine a light" rollingscorsese...
...um nova incursão de Scorsese pelo mundo da música...
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abril 12, 2008
Trilok Gurtu
...se Deus não é ritmo, então do que é que está à espera?...
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abril 04, 2008
Camerata Brasil
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março 27, 2008
I'm not there ... bob dylan revisitado
poderemos relembrar Bob Dylan?...
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março 16, 2008
Domingo de Ramos...
Em complemento poderá ler a habitual reflexão de Bento Domingues...
Fora do amor não há salvação
16.03.2008, Frei Bento Domingues, OP
O que mais importa, na Semana Santa, é confrontar a nossa vida com esse processo e fonte de amor infinito
1Repetiu-se, durante séculos de cristandade - embora com significações diferentes - que "fora da Igreja não há salvação". De forma oficial, esta afirmação deicida só foi desautorizada duas vezes antes do Vaticano II. Hoje, a salvação foi substituída pela globalização do império do dinheiro. Prefiro uma sabedoria mais antiga: fora da vida como dom faremos sempre, deste mundo, um inferno. Ao contrário das aparências, a celebração da Semana Santa não está só preocupada com o processo de Jesus, que nunca poderá ser ignorado. O que mais importa, no entanto, é confrontar a nossa vida com esse processo e fonte de amor infinito.
Sejam quais forem as interpretações que se possam fazer acerca da sua personalidade, ninguém se atreve a negar a existência histórica de Jesus de Nazaré, como já foi moda. Nos últimos trinta anos, a convicção de que se pode reconstruir uma imagem histórica de Jesus sai cada vez mais reforçada e documentada.
Nasceu, provavelmente, entre os anos 6 e 4, antes da era comum. Falava o dialecto da sua região, o aramaico da Galileia. Frequentava a Sinagoga e sabia ler textos bíblicos em hebraico. É normal que soubesse, também, um pouco de grego e alguns termos em latim. Este judeu da Galileia cresceu e viveu nessa parte setentrional da Palestina, herdeira directa do grande reino de Herodes.
Cruzavam-se, nela, as vias de comunicação em direcção a portos que ligavam a terra nacional dos judeus ao imenso espaço mediterrânico. Davam também acesso a vastos territórios do Oriente onde a cultura grega se impunha cada vez mais. Foi nesta terra aberta e de misturas que o fundador do cristianismo passou a maior parte da sua vida e lançou as bases de uma nova religião.
2. A sua intervenção foi muito breve, mas explosiva sob o ponto de vista teológico e social: era preciso mudar de Deus, de religião, de família e sociedade. Ele esperava o advento iminente do reino de Deus que daria início a um período de justiça, de igualdade, de bem-estar e de paz, a começar no coração das pessoas para nascerem de novo. Não sendo política nos métodos, a mensagem de Jesus tomava-se política nas suas consequências.
Este Galileu queria subtrair os seus discípulos à lógica dos estreitos e asfixiantes interesses familiares e dos grupos político-económicos do seu tempo. É nesse sentido que se compreende que tenha louvado os que abandonavam mulher, filhos, trabalho e que vendiam tudo o que possuíam. Também para derrubar a lógica egoísta dos núcleos domésticos, propunha-lhes uma hospitalidade sem retribuição, queria que as famílias hospedassem os deserdados, os pobres de pedir e também os doentes graves, reconfigurando, assim, radicalmente, a vida familiar.
Jesus sonhava com uma sociedade de iguais em que se praticasse a justiça e o amor recíproco. A atenção para com os pobres nada tinha de romântico, como a atitude típica de certas elites que exaltam a vida simples. Sabia que a doença e a pobreza extremas eram e são horríveis. Devem ser combatidas e eliminadas (1).
Nos Actos dos Apóstolos, foi imaginada uma comunidade onde todos eram um só coração e uma só alma e tinham tudo em comum (Act 4, 32-35). Muito mais tarde, S. João entendeu bem o espírito de Jesus: fazer família com quem não era da família, saltar todas as fronteiras para reunir todos os filhos de Deus dispersos (Jo 11, 52).
3. Não é por acaso que a Quaresma começa com Jesus assaltado pelas tentações da dominação económica, política e religiosa. Enfrenta-as como tentações diabólicas, que procuram desviá-lo do seu projecto e às quais responde com um não radical. S. Marcos mostra que os discípulos não percebiam esse caminho, essa alergia ao poder de dominação. Jesus não percebia como é que eles o queriam seguir sem abandonar as ambições do velho mundo e sem se converterem ao espírito de serviço desinteressado (Mc 10, 35-45).
Ao entrar na Semana Santa, é-nos lembrado que Jesus não morreu de velho nem de doença. A pretexto da sua intervenção subversiva, as autoridades políticas e religiosas moveram-lhe um processo que continua muito discutido. Foi condenado à morte e crucificado, talvez a 7 de Abril do ano 30, véspera do grande dia da páscoa judaica e executado nos arredores de Jerusalém, junto de uma velha pedreira. Teria, nessa altura, entre 34 e 36 anos.
Perante isto, é paradoxal que se coloque na boca de Jesus "Ninguém me tira a vida, sou eu que a dou", como se ele tivesse procurado o sofrimento e a cruz. Nas celebrações da Eucaristia, também se repete: "Na hora em que Ele se entregava, para voluntariamente sofrer a morte"... Isto pode parecer perverso: afinal, Jesus terá sido uma marioneta nas mãos de Deus e os que o condenaram e executaram, instrumentos da vontade divina?
Estas expressões dizem, no entanto, a verdade mais profunda: Jesus detestava o sofrimento e a cruz, mas para não trair, para não renegar o caminho de libertação que, por amor incondicional, escolhera, aceitou todas as consequências que lhe impuseram.
(1) Cf. Corrado Augias e Mauro Pesce, A Vida de Jesus Cristo. O Homem Que mudou o Mundo, Lisboa, Presença, 2008.
Publicado por morfeu às 03:45 PM | Comentários (1) | TrackBack
março 08, 2008
Da "Cantiga da rua" ao "Regresso da rua"...
Nota: merece leitura o artigo de J.P. Pereira no Público de hoje, subordinado ao tema "O regresso da rua"
sábado, 8 de Março de 2008
O regresso da rua
Estamos numa situação em que se vai para a "rua" por falência (ou inexistência) de mecanismos institucionais
Há um ano, se alguém dissesse que a "rua" iria ser importante na política portuguesa, seria ridicularizado. Ou era comunista ou era um antiquado nostálgico do PREC ou, ainda pior, do Maio de 1968. Estava na moda a mania um pouco yuppie e reaccionária de pensar que isso das manifestações não interessava para nada, eram coisas de sindicatos e do PCP, que eram inócuas e que nenhum "decisor" sério, dos que enxameiam as páginas dos jornais de economia, as tinha em conta para alguma coisa. Deixá-los lá estar no seu nicho de arcaísmo, que é nos gabinetes que as coisas se resolvem.
Tudo isto é um pouco irónico porque hoje o país está suspenso de uma manifestação em que toda a gente está na rua, do PS de Alegre ao PSD. Até a parte PP do CDS-PP está na rua, a que mais nefelibata é sobre as manifestações, essas "coisas de comunistas", e vai lá sob a forma de uma minúscula associação de professores ligada ao partido. Para colocar a cereja no cima do bolo da "rua", até o Governo está a preparar uma contramanifestação daqui a uma semana, tentando arranjar uma sala suficientemente pequena para ter uma enchente e tecto e paredes grossas para não se ouvirem os assobios.
Se se estivesse atento aos sinais, percebia-se que a "rua" estava a encher-se de forma anormal, consistente, muito para além da força do PCP e da CGTP, há muito tempo. Ao mesmo tempo, também a força da central sindical pró-comunista e do último partido comunista a sério da Europa Ocidental estavam a aumentar porque não há uma coisa sem a outra. Era pelo menos óbvio que existia mobilização e essa mobilização estava a trazer para a "rua" primeiro gente da área que se tinha desmobilizado já há bastante tempo e, depois, gente nova, não em idade, mas na ida a manifestações.
Sempre maltratados pela comunicação social, que acha muito mais graça aos efeitos pirotécnicos do BE, sindicatos, grevistas e PCP continuavam a funcionar mais como um pólo de mobilização do que de atracção, mas, mesmo assim, com resultados num país que tem o "retrato social" de Portugal. Desde a táctica de desgaste de Sócrates, que ia dos assobios de meia dúzia de activistas à entrada deste para as suas sessões de propaganda e casting, estragando-lhe os cenários e o marketing, até à sucessão de greves para culminar em greves gerais, estava em curso um treino do clima de agitação. Com o agravar da crise social, com muita gente a empobrecer, a começar pela classe média, com conflitos corporativos suscitados pela linguagem das reformas apresentadas a cada grupo profissional como sendo "contra os privilégios injustos" do grupo profissional do lado, reformas com mérito feitas muitas vezes de forma incompetente e atabalhoada, com casos de abuso do poder, como o da DREN, com um ambiente de precariedade na função pública, as pessoas começaram a perder o medo, ou a ultrapassá-lo, e a perguntar a si próprias: "Por que razão é que não vou à manifestação, por que razão não faço greve, tão atingida, humilhada, desesperada que estou?" E faz greve e vai à manifestação.
Analisemos três momentos deste crescendo. Primeiro, a CGTP fez uma manifestação com cerca de 100.000 pessoas e continuou a indiferença. No tratamento noticioso valeu menos do que um anúncio da máquina de propaganda de Sócrates, menos do que um incidente parlamentar ou um caso de doença rara com que se metem as lágrimas nos telejornais. Nos blogues era o mesmo ambiente em pior, porque os blogues estão cheios de gente cuja classe social se acha acima destas coisas e conhecem pouco mais do que o Portugal das livrarias e das páginas de opinião. Mas as pessoas estavam lá, na "rua", elas pelo menos sabiam que eram muitas.
Segundo, atrás do núcleo duro do PCP e da CGTP, começaram a aparecer outras forças políticas, regionais e locais, a minar o PS por dentro, como aconteceu na contestação à política de saúde do Governo. As manifestações já tinham à sua frente autarcas do PSD e do PS e, facto decisivo, obtiveram uma enorme vitória: derrubaram na rua o ministro da Saúde. A contestação na educação não teria sido o que foi e é sem as pessoas terem a consciência intuitiva que podem de facto empurrar o primeiro-ministro para derrubar a ministra ou obrigá-la a ceder. Será difícil, mais pela ministra do que por Sócrates, mas este já mostrou que pode ser empurrado para um canto e no canto pede tréguas.
Terceiro, há a manifestação do PCP, também maltratada pela comunicação social, a primeira que o partido faz em seu próprio nome, debaixo das bandeiras vermelhas da foice e do martelo, com os manifestantes a mostrarem o cartão do partido em frente das janelas do Tribunal Constitucional. Foi como se fazia antigamente, antes da batalha, quando o comandante concentra as tropas de mais confiança, a elite, as falanges mais treinadas, a cavalaria pesada, queimados pelo sol de mil refregas, retirando-as ordenadamente do conjunto das tropas coligadas e juntando-as ao seu lado, para lhes falar ao espírito de corpo, gritarem uns gritos de guerra próprios e depois voltarem às fileiras comuns.
Era uma manifestação puramente política, algo que nenhum partido em Portugal seria capaz de fazer, com cinquenta mil pessoas a marcharem pelo PCP e pelo comunismo, uma coisa tão rara nos dias de hoje em todo o mundo que deveria suscitar toda a atenção e todas as análises, mas passou quase despercebida. Este facto não encaixa no quadro mental e comunicacional dominante dos dias de hoje, por isso é como se não existisse. E, no entanto, sem o ver, também não se vê o Portugal realmente existente e não aquele que nós pensamos em abstracto para o século XXI.
Para finalizar, o PS e o Governo resolveram mostrar quão grande era a contestação na "rua" mostrando quão pequena é a sua capacidade de mobilização: anunciaram uma contramanifestação pequenina, que todos os dias muda de sítio para encolher as paredes e parecer que é grande na televisão. Era para ser numa praça do Porto, é certo que uma praça muito pequena e bem fechada de limites, para passar depois para uma sala do tamanho de menos de metade da praça. Eu a pensar que um partido que está à frente nas sondagens e cujo primeiro-ministro ganha com facilidade o confronto eleitoral com a oposição não teria dificuldade em encher a Avenida dos Aliados de gente desde a câmara à Estação de S. Bento. Pelos vistos, teme não o conseguir e a sua fraqueza já concedeu a vitória aos adversários.
Seja como for, também o PS está na "rua", verdade seja dita que dos dois lados. O PS governamental vai para a rua, embora mais fraco do que o PS que vai estar na manifestação dos professores, ou que esteve nas manifestações contra Correia de Campos. Ora isto muda o caso de figura e representa a vitória da "rua" um ano depois do seu vilipêndio. Não é que o PS não tenha todo o direito de lá estar, mas é o facto, esse sim preocupante, de todos sentirem necessidade de lá estar. Isso é que parece o PREC, medidas as distâncias.
Estando Governo e oposição na "rua", frente a frente, estamos numa situação em que se vai para a "rua" por falência (ou inexistência) de mecanismos institucionais que impliquem mediações no processo político. Falência do Parlamento, em primeiro lugar, dos partidos, em particular do PSD, na oposição, e do PS como apoiante do Governo, falência de muitos instrumentos de mediação. Por isso é que, estando toda a gente na "rua", nem sempre se sabe como de lá sair. Historiador
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fevereiro 26, 2008
Sphaera Mundi
Pode a ciência cantar...emocionante...
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janeiro 18, 2008
Impossible guitar...
... para os apreciadores, em amenização ampla e serena de um anoitecer em sexta-feira. Bom fim-de-semana.
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Edelweiss...quem se lembra?
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janeiro 15, 2008
Blues Mandolin
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janeiro 03, 2008
Foto-galeria 2007...sugiro.
Recolhido in: Jornal Público.
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dezembro 12, 2007
"The voice" was born this day
born December 12, 1915, Hoboken, New Jersey, U.S.
died May 14, 1998, Los Angeles, California

Frank Sinatra in the mid-1950s.
Everett Collection
in full Francis Albert Sinatra American singer and motion-picture actor who, through a long career and a very public personal life, became one of the most sought-after performers in the entertainment industry; he is often hailed as the greatest American singer of 20th-century popular music.
Sinatra's father, Martin, was a tavern owner and part-time…
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dezembro 10, 2007
Handel - Xerxes - Ombra mai fu - Andreas Scholl
Há momentos assim,de êxtase, de crença mesmo descrente, com a música murmurando orações absolutas, um qualquer deus tocando ou cantando como se nada fosse ou tudo fosse...
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dezembro 08, 2007
Em (des)honra de tantos ou quantos da cimeira em curso...
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dezembro 05, 2007
Somewhere Over The Rainbow... apetece-me ouvir...
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novembro 25, 2007
Coração pacífico e cordato...
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novembro 23, 2007
Música para omnivoros e vegetarianos...
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novembro 22, 2007
Alfama
...seja um clarão anímico tornado som em voz em laca esvoaçando no tempo...Alfama...
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novembro 13, 2007
Dream on Girl by Rita Redshoes...
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novembro 07, 2007
J'attendrai...
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outubro 22, 2007
Franz Liszt
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outubro 16, 2007
Até sempre Adriano...
...meu pensamento é como o vento
podem prendê-lo,
matá-lo não...
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outubro 12, 2007
Woody Guthrie ...
Texto de Luís Maio no jornal público de 20 de Agosto de 2007
Sons com asas
Woody Guthrie & Lead Belly
Folkways: The Original Vision
Smithsonian, distri. MC-Mundo da Canção
A América dos anos 40
Woody Guthrie e Lead Belly são figuras emblemáticas da música popular norte-americana do século XX, mais directamente conotadas com o revivalismo folk dos anos 40, que abriu o caminho para a canção de protesto das décadas seguintes. Eram amigos e frequentemente actuaram juntos, raramente usavam mais do que voz e guitarra, economia de meios que acabou por definir um certo estilo de trovadorismo universal. Ambos contribuiram para mudar a face da folk ao recriarem canções tradicionais com letras e arranjos pessoais, que foram ignorados pelas grandes companhias discográficas na mesma medida em que se impuseram na cultura popular norte-americana. Assinalados os pontos em comum, haverá que reconhecer as diferenças que os separavam: Woody, o anglo-americano, era um arauto dos marginais e desfavorecidos, mais à vontade com uma máquina de escrever do que com uma guitarra, ao passo que Lead, o afro-americano, compilou o seu material em campos de algodão, bordéis e presídios do Sul, afirmando-se como uma voz mais visceral que doutrinária, mas também como um exímio guitarrista e pianista.
Ambos efecturam os seus primeiros registos para a Folkways de Moses Arch, ressuscitada em finais dos anos 80 pela não lucrativa Smithsonian Folkways. Esta operação passou pela regravação do reportório mais célebre de ambos por estrelas actuais que aprenderam com eles, como Bob Dylan e Bruce Springsteen. A homenagem chamou-se "A Vision Shared" e foi editada pela Columbia, acompanhada da reunião de duas dezenas dos registos primitivos de Woody e Lead, este "The Original Vision" que estreou a renascida Folkways. A presente edição da colectânea foi lançada em 2005 acrescida de mais meia dúzia de títulos, entretanto descobertos nos arquivos de Moses. São gravações rudimentares, efectuadas em regime espartano, mas que denotam o transbordante talento de dois artistas que foram capazes de definir uma época e a alma duma nação. A confrontação destas histórias de vadios, deliquentes e outros perdedores oferece ainda uma oportunidade óbvia, mas privilegiada, para confrontar a América dos nossos dias com a dos anos 40. Até se ficar a perguntar para que serviu tanta ambição.
n
Luís Maio
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outubro 10, 2007
A vida é feita de pequenos nadas...
Publicado por morfeu às 11:21 AM | Comentários (2) | TrackBack
A vida é feita de pequenos nadas...
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outubro 08, 2007
Que frescura de voz...Nancy Vieira.
... não me canso de me emocionar com os sons de Cabo-Verde. Música assim revela a alma e desdenha a miséria...para quando uma ida bem ida a Cabo-Verde?
................................
Nancy universal
Foi um acaso que a fez nascer em Bissau, a 1 de Fevereiro de 1975, apesar de ser filha de cabo-verdianos. "Os meus pais faziam parte do movimento de libertação, o PAIGC, e estavam lá a preparar a independência, que se deu em Julho."
Mas Nancy Vieira não demorou muito por ali. Com apenas quatro meses rumaria a Cabo Verde. Olhando para trás, além de Bissau (de que nem sequer se apercebeu), passou dez anos na Cidade da Praia, quatro no Mindelo e já quase 18 em Lisboa, onde cresceu para a música. "Em Cabo Verde, e em especial na ilha do meu pai, a Boavista, a maioria dos rapazes aprendia muito cedo a tocar um instrumento. Ele aprendeu a tocar guitarra, violino, cavaquinho, mais tarde piano. Os meus tios e tias também tocam. E eu ganhei esse gosto pela música, também muito cedo, mas sem nunca ter pensado seguir essa via."
Veio para Lisboa aos 14 anos, em 1989. "Eu já tinha estado em Lisboa, de férias, com 10 anos. Naquela altura, para qualquer criança em Cabo Verde vir de férias para Lisboa era uma coisa do outro mundo. Gostei muito. Fui a Fátima, ao Cristo Rei, a Belém... Para viver já foi diferente. Não tive problemas nenhuns de adaptação, porque vim com a família: o meu pai, a minha mãe, até as pessoas que moravam connosco vieram."
Fez amigos entre os filhos de outros cabo-verdianos, foi bem recebida nas escolas (era boa aluna): Rainha D. Amélia (do 10º ao 12º anos), ISCTE (três anos, Gestão). Depois licenciou-se em Sociologia e começou a trabalhar em publicidade e estudos de mercado. "Mas por pouco tempo, porque entretanto a música entrepôs-se." Começou, aliás, logo no ISCTE. "Tinha amigos que eram músicos amadores e tinham uma pequena banda. Eu de vez em quando assistia aos ensaios." O vocalista inscreveu-se num concurso de descoberta de novos valores e, um dia, convidou-a a ir com ele. "Convidou-me para cantar e, embora com um bocadinho de insegurança e timidez, cantei com ele. A minha voz chamou a atenção dos organizadores e eles propuseram-me participar, logo nessa noite, numa das eliminatórias. Escolhi a morna "Lua nha testemunha" e ganhei." Não apenas nessa noite: ganhou também na final. E como prémio gravou um disco.
Uma voz e outras músicas
Foi o primeiro, "Nôs Raça", editado em 1995. Quando surgiu o convite para gravar o segundo, "Segred" (2004), ela já tinha deixado o emprego para levar a música mais a sério: "Abriu-me as portas. Comecei a fazer concertos meus, convites para fora..." Mas foi durante a gravação do primeiro que conheceu o futuro produtor do disco que agora lança, "Lus": Jorge Cervantes, nascido em Lima, no Peru, em 1973. Era ele o técnico de som quando Nancy entrou num estúdio pela primeira vez. "Tornámo-nos amigos, mas passámos uns anos sem nos vermos. Encontrei-o depois em 2005 e ele disse-me que tinha estado a misturar o disco [colectivo] "Ao Vivo no B.Leza", gostou de me ouvir e que a minha voz lhe tinha dado umas ideias." Pois as ideias estão aí, em "Lus".
"Vi nele, ao fim de muitas conversas, uma pessoa que me entendia muito bem, musicalmente." Quem ouvir o disco com atenção, há-de notar que Cabo Verde está lá, mas de braço dado com o Brasil ou com Cuba, numa procura de soluções e arranjos pouco usuais em trabalhos do género. "Isso foi consciente e intencional", diz Nancy. "Acho que não fui a primeira a fazer essa fusão, mas este disco é muito a minha cara: uma cabo-verdiana da cidade, que sempre ouviu música tocada da forma mais tradicional possível em casa, mas que também ouvia outras músicas: brasileira, da América Latina. Além disso, o meu pai era amante de música clássica e jazz e tive irmãos que estudaram em Cuba e traziam, nas férias, muita música cubana." Tudo isto a par de Portugal, claro, e dos contactos que a partir de Lisboa estabeleceu (participou, por exemplo, nos discos mais recentes de Rui Veloso e da Ala dos Namorados).
Convidados, em "Lus", há muitos, como compositores ou músicos. Teófilo Chantre, Jon Luz, Vadú ou Princezito contribuíram com canções. Tito Paris e as Batucadeiras Voz d"África tiveram participações especiais; Bino Branco, dos Ferro Gaita, ou Miroca Paris, que acompanha Cesária Évora, gravaram em curtas passagens por Lisboa, em duas oportunidades meteóricas; Sérgio Valdeos e Juan "Cotito" Medrano, músicos de Susana Baca, que Nancy conheceu num concerto dela, gravaram a sua parte no Peru; e o Quinteto Diapason, cubano, gravou para dois temas em Alicante, no Sul de Espanha.
"No tema que dá nome ao disco, "Lus", nota-se mais o lado peruano, quisemos misturar o batuco com o landó. Já "Esperança de mar azul", que cantei com Tito Paris, é... Brasil, que está muito presente em Cabo Verde, como se sabe. Já "Verdade d"amor" não deixa de ser uma morna, é cantada em crioulo, mas não tem cavaquinho e mostra uma universalidade que eu própria ganhei, como pessoa, com todas as minhas viagens."
Nuno Pacheco (público, 21 de Setembro)
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outubro 01, 2007
Imagine...
Será que ainda dá para imaginar?...
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Dia da Música: tempos de violencia tempos de "Dies Irae"
...impressionante este "Dies Irae" de Mozart. Tive a honra de poder participar em tempos na sua execução coral. Como os tempos que correm escorrem violência ocorreu-me...mais logo colocarei algo mais calmo...
Publicado por morfeu às 10:52 AM | Comentários (1) | TrackBack
setembro 26, 2007
Este dia, na música, em 69...Abbey Road
...lançamento deste álbum, do qual destaco a título comemorativo e recordativo o famoso "Come Together"...
Publicado por morfeu às 04:12 PM | Comentários (2) | TrackBack
setembro 19, 2007
K T Tunstall, simplesmente ...

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agosto 18, 2007
Max Roach
Alguns "sentires" acerca deste mágico da percussão, da musicalidade afinal. Um vídeo do incontornável You tube, onde muita informação existe, e textos saídos no Público de hoje, com a devida vénia aos respectivos autores. Em tempos fiz um trabalho sobre as origens do jazz e o nome deste grande músico ficou-me, possuindo alguns "vinis"... A quem interesse, no calor friorento desta "silly" season, aí ficam referências em entrada estendida. Uma boa noite.
Max Roach (1924-2007) Morreu o músico que deu uma voz à bateria
Tornou a bateria muito mais do que uma bateria. Foi um dos pais do bebop e do hard-bop. Foi um dos grandes músicos de jazz de sempre. Max Roach morreu quinta-feira aos 83 anos
Era ele quem dizia: "Nunca se pode escrever o mesmo livro duas vezes." Foi por acreditar nisso que Max Roach, baterista, compositor e um dos pioneiros do jazz moderno, nunca se repetiu e continuou, até ao fim, a explorar novos caminhos. Morreu na quinta-feira, aos 83 anos, num hospital de Nova Iorque, "enquanto dormia", segundo Cem Kurosam, porta-voz da sua editora, a Blue Note. A causa da morte não foi tornada pública, mas sabe-se que sofria há vários anos de problemas neurológicos.
Max Roach foi muito mais do que um baterista. Aos 30 anos, recordava ontem o Washington Post (WP), os seus companheiros do mundo da música já o consideravam o maior baterista de sempre. Criou uma nova linguagem para a bateria, tirou-a do papel secundário de acompanhamento e deu-lhe uma voz própria. "Nunca gostei que o papel de baterista fosse o de uma figura subserviente. As pessoas que realmente me entusiasmavam eram as que lidavam com o potencial musical do instrumento", dizia Roach, citado pelo crítico Mike Zwerin num texto de 1999 no site CultureKiosque.
O impacto foi tal que, conta o historiador Burt Korall no Oxford Companion to Jazz, citado pelo WP, quando as primeiras gravações de Max Roach com Charlie Parker foram editadas "os bateristas reagiram com espanto, estupefacção e até medo". Não tinham ouvido nada semelhante antes. "Percebi que, por causa dele, a bateria já não era apenas batida, era música."
Numa entrevista ao New York Times em 1990 aquele que foi um dos criadores do bebop, e depois do hard-bop, explicou por que é que não se pode escrever o mesmo livro duas vezes: "Embora tenha estado em situações musicais históricas, não posso voltar atrás e fazer isso outra vez. E, embora atravesse crises artísticas, elas tornam a minha vida interessante."
A escolas de Nova Iorque
A música esteve sempre na vida de Maxwell Lemuel Roach, nascido a 10 de Janeiro de 1924, na Carolina do Norte. A mãe era cantora de gospel, e ele tinha apenas quatro anos quando a família se mudou para Brooklyn, Nova Iorque, cidade ideal para um futuro músico de jazz. Começou por tocar cornetim, mas aos 10 anos já tocava bateria em bandas de gospel, aos 12 recebeu a sua primeira bateria, e aos 16 estava a tocar com a orquestra de Duke Ellington, como substituto de Sonny Greer.
Cresceu nos clubes do Harlem. "Quando era pequeno em Nova Iorque, trabalhávamos sete dias por semana, sem parar", contou numa entrevista de 1977, citada também pelo WP. "Tocávamos das nove da noite às três da manhã. Depois arrumávamos as coisas e íamos para os clubes after-hours das quatro até às nove."
Na década de 40, Roach era já uma figura famosa no mundo do jazz em Nova Iorque, tocando com músicos como Charlie Parker e Dizzy Gillespie. Desistiu de estudar composição na Escola de Música de Manhattan, recordou Peter Keepnews no obituário publicado ontem no New York Times, depois de um professor lhe ter dito que tinha uma técnica incorrecta ("a maneira como queriam que tocasse era óptima, se eu quisesse uma carreira numa orquestra sinfónica, mas não funcionava na Rua 52", explicou).
Entre 1949 e 1950 participou nas históricas gravações do Birth of Cool de Miles Davis e em 1953 tocou, com Gillespie, Parker e Monk, naquele que ficou conhecido como "o maior concerto de jazz de sempre" (registado no álbum Live at Massey Hall).
Em 1956, quando o trompetista Clifford Brown - com quem formara um famoso quinteto que esteve na origem do hard-bop - morreu num acidente de carro, Roach mergulhou numa depressão e num período de alcoolismo. Quando saiu dele, na década de 60, gravou We Insist! Freedom Now Suite, com a cantora Abbey Lincoln, com quem casou (foi casado três vezes e teve cinco filhos, um deles da cantora Barbara Jai, com quem não chegou a casar). Freedom Now, que foi proibido na África do Sul, marcou o momento mais forte do seu activismo político em defesa dos direitos dos negros.
A partir dos anos 70 dedicou-se sobretudo ao ensino, mas foi também nessa fase que criou o colectivo de percussão M"Boom Re: Percussion. Compôs música para grupos de dança como os de Alvin Ailey e Bill T. Jones, para peças de Sam Shepard, e voltou a surpreender os fãs ao participar, em 1983, num concerto de hip hop, com um rapper e bailarinos de break dance. Criou ainda o seu duplo quarteto - um agrupamento de jazz e outro de cordas, que trouxe a Portugal ao Jazz em Agosto da Fundação Gulbenkian, em 1995. Mas foi na Festa do Avante! que ele se estreou em Portugal, em 1979, como recorda Ruben de Carvalho, que o convidou: "O que me interessava em Max Roach, para além da música, obviamente, era a sua intervenção social, tanto pedagógica, como política."
Nos últimos anos a saúde de Max Roach foi-se debilitando. Gravou pela última vez em 2002. Mike Zwerin diz dele que foi o homem que "tornou obsoleta a velha piada de que um quarteto de jazz são "três músicos e um baterista"". E cita no seu texto um outro crítico, Rafi Zabor, que resume em poucas palavras a importância de Max Roach no jazz: "Nenhum outro homem teve uma influência tão decisiva sobre um instrumento como Roach teve sobre a bateria."
"Nenhum
outro homem teve uma influência tão decisiva sobre um instrumento como Roach teve sobre a bateria"
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Alexandra Prado Coelho
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As lições de Max ou Mr. Roach aos bateristas portugueses em 1995
Quando, no workshop que Max Roach deu em Portugal em 1995, o baterista Alexandre Frazão ouvia os colegas chamarem "ei, Max" sentia que não era capaz de se dirigir assim a uma figura que para ele era "mítica, histórica". "Eu chamava-lhe sempre Mr. Roach."
Foi com Max Roach que Frazão aprendeu uma lição que lhe ficou para sempre. "Eu tinha a mania que tinha sempre razão, que tinha um tempo bom [na bateria] e que os outros é que se estavam a atrasar ou a adiantar. Ele disse-me: "Alex, o que é importante é o resultado final, é a música fluir naturalmente, isto não é uma competição.""
Mas ficou muito mais dessa experiência, passaram já dez anos. Foi a partir daí que Frazão e José Salgueiro, outro dos bateristas que participou no workshop, decidiram criar (com Marco Franco e Quiné) um grupo de percussão, o Tim Tim por Tim Tum, que dura até hoje. "Ainda hoje tocamos peças de Max Roach", afirma Salgueiro. "É a nossa musa inspiradora."
Salgueiro já o conhecia. Tinha feito um primeiro workshop com ele no final dos anos 80, em Barcelona. "Eu era um miúdo e foi muito importante para mim." De Roach guarda a imagem de "um homem que não era de muitas palavras" (nesse ponto a memória não é coincidente com a de Frazão). "Nós ouvíamo-lo tocar e isso era suficiente para aprendermos. A energia que transmitia era fantástica."
Tinham desde sempre uma imensa admiração por este homem que, diz Salgueiro, "deu uma voz activa à bateria, que até então era usada apenas para acompanhar". Roach "intelectualizou a maneira de tocar bateria", acrescenta Frazão.
Rui Neves, director do Jazz em Agosto, não foi o coordenador do festival nesse ano de 95 (foi Luís Hilário e o Hot Clube), mas acompanhou de perto a vinda de Max Roach e assistiu aos quatro concertos que ele deu: com o seu quarteto, com o duplo quarteto (incluindo cordas), a solo, e por fim com o Colectivo Português de Percussão, o resultado do workshop com dez bateristas portugueses - uma "noite mágica" na memória de Salgueiro.
Conta um livro editado em 96 sobre o Jazz em Agosto que "Max Roach assistiu ao espectáculo e tocaria na parte final devido a exigência dos músicos e do público".
"Articulou os músicos portugueses para fazerem um discurso coerente com a bateria", explica Rui Neves. A ideia original era trazer a Portugal o grupo de percussão de Roach, o M"Boom Re: Percussion, mas limitações várias levaram a que se optasse pelo workshop. "Foi uma solução que permitiu aproveitar os nossos jovens talentos."
Não foi, no entanto, essa a primeira vez que Max Roach esteve em Portugal. A estreia tinha acontecido 16 anos antes, em 1979, numa Festa do Avante!. Depois voltou, em 1988, a convite de Rui Neves, para o primeiro festival Jazz na Cidade, mais tarde para um espectáculo com o bailarino Bill T. Jones. A última vez - "já estava debilitado, andava com dificuldade", conta Rui Neves - tocou no CCB com Abdullah Ibrahim, em 1999.
Para o director do Jazz em Agosto, Roach é nada menos do que "um dos grandes inventores da bateria". Quando o ouviam, "todos ficavam fascinados, parecia que a bateria falava". A.P.C.
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Discografia seleccionada
5 clássicos absolutos para a música de Max Roach
Max Roach + Four (EmArcy - 1956)
Uma das primeiras gravações de Roach após a morte trágica de Clifford Brown. O baterista reagrupa o quinteto para uma sessão clássica de hard-bop: Sonny Rollins no saxofone tenor, Kenny Dorham no trompete, Ray Bryant no piano e George Morrow no contrabaixo. Inclui uma versão memorável de Body and soul.
Deeds, Not Words (Riverside / OJC - 1958)
Neste registo, procurando libertar-se da tradicional formatação hard-bop, Roach surpreende ao incluir uma tuba (Ray Draper) como instrumento solista. Os restantes músicos desta excelente gravação são Booker Little no trompete, George Coleman no saxofone e Art Davis no contrabaixo.
We Insist! Freedom Now Suite (Candid - 1960) No auge do movimento dos direitos civis norte-americanos, Max Roach edita aquele que é o seu maior clássico, um de muitos manifestos políticos seus a favor da luta pelos direitos humanos. Nesta gravação participam ainda, entre outros, Coleman Hawkins no saxofone tenor, Booker Little no trompete, Julian Priester no trombone e, particularmente inspirada, a cantora Abbey Lincoln.
Percussion Bitter Sweet (Impulse - 1961)
O saxofone alto de Eric Dolphy marca outro grande clássico. A música, novamente de carácter marcadamente político, é poderosa e revela o baterista no auge das suas capacidades: um estilo único nos pratos da bateria, um drive imparável, e solos com melodia e uma história para contar. A acompanhá-lo, para além de alguns percussionistas convidados, estão de novo Little, Priester e Lincoln , Clifford Jordan no saxofone tenor, Mal Waldron no piano e Art Davis no contrabaixo.
One in Two, Two in One (HatHUT - 1979)
Segundo registo da sua aclamada colaboração com Anthony Braxton, One in Two, Two in One é uma celebração única da arte da improvisação. Dois grandes mestres em absoluto estado de graça, numa gravação ao vivo, dividida em duas longas partes, por ocasião do festival de jazz de Willisau. Rodrigo Amado
The Quintet - Jazz at Massey Hall (Debut / OJC - 1953) Este é um dos grandes registos da idade de ouro do jazz. Aqui, a dupla extraordinária formada por Charlie Parker e Dizzy Gillespie, no seu último registo conjunto, associa-se a Bud Powell, no piano, Charles Mingus, no contrabaixo e Max Roach na bateria, para interpretar versões absolutamente intemporais de Salt peanuts, Hot house e A night in Tunisia. R.A.
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agosto 16, 2007
Está morto o "Rei"? E. Presley...
Com a devida vénia ao texto - alerta mail do jornal Público de hoje, de autoria de Mário Lopes - que coloco em entrada estendida, nunca é demais relembrar E.Presley. Igualmente fica o registo musical com o seu famoso e escandaloso jogo de ancas...
Antes dele, não existia nada
Elvis Presley, o homem que, com um movimento de anca, abriu caminho para a libertação da sexualidade e para o fim da segregação racial. Elvis Presley, o provinciano que não soube conviver com o mundo que transformou. Morreu a 16 de Agosto de 1977, há precisamente 30 anos.
Em Graceland, Elvis Presley preparava-se para a digressão que iniciaria no dia seguinte. Passou a noite em claro, como tantas vezes acontecia por essa altura, resultado da dependência dos mais variados medicamentos e retirou-se para o seu quarto, às sete da manhã, para descansar antes do voo que, mais tarde o levaria a Portland. Não chegou a embarcar. Ao final da manhã, era encontrado morto. À tarde, a notícia corria o mundo: "Rei Elvis morto". 16 de Agosto de 1977, há precisamente 30 anos. Elvis had left the building. Permanentemente. Não ressurgiria noutro palco, noutro casino, noutro filme.
Causa da morte? Incerta. Só a saberemos em 2027, quando a sua autópsia passar a ser do domínio público. Culparam-se o excesso de medicamentos, culpou-se um coração fraco, uma vida sedentária e a desilusão com a artificialidade da sua existência naqueles últimos tempos. Charlie Feathers, companheiro dos primórdios do rock"n"roll, seria mais prosaico: "Elvis não morreu das drogas, morreu do pequeno-almoço". Na sua memória, as sandwiches de taxa calórica assassina que compunham a dieta do amigo, que não bebia álcool, que não se drogava com a heroína e a cocaína da praxe em estrela rock"n"roll.
Em 1977, engordado de forma grotesca, enfiado em fatos de um kitsch inenarrável, incapaz dos movimentos felinos de outrora ou de se lembrar das letras das suas canções, Presley continuava a ser um dos mais lucrativos artistas americanos. Os concertos, os curtos concertos que conseguia dar, esgotavam. O público, envelhecido como ele e, também como ele, distante da actualidade pop, acorria em massa para ver o mito. Elvis já não era humano. Era uma imagem, um ícone, uma certa ideia de América - que não era a nova América a que, inadvertidamente, tinha dado impulso decisivo nos anos 50. "Antes de Elvis, não existia nada", hiperbolizou John Lennon - mas estava certo. "Elvis morreu quando foi para o tropa", exagerou o mesmo Lennon - mas havia na afirmação um fundo de verdade.
De Tupelo à Elvislândia
Elvis Aaron Presley. Nascido em Tupelo, entre a pobreza da Grande Depressão, a 8 de Janeiro de 1935. O camionista que, com um movimento de ancas e uma música que reunia no mesmo corpo o country branco e o r&b negro, abriu caminho para a libertação da sexualidade e para o fim da segregação racial. Esse Elvis Presley detestado por conservadores adultos e idolatrado por adolescentes que não queriam e não podiam ser como os pais, foi destacado para o serviço militar em 1958, quatro anos depois de gravar o primeiro single, That"s All Right. A revolução estava lançada e Presley, provavelmente a figura mais importante da cultura popular americana do século XX, não soube como viver nela. Quando o coração parou a 16 de Agosto de 1977, Elvis já estava morto. O mito como grande herói americano, como entertainer supremo de excentricidade e voz imbatíveis, esse estava em construção há muito.
Tão cedo quanto 1956 o mercado foi invadido de produtos de merchandise - de águas-de-colónia a cães de peluche. Em 1971 já se faziam visitas guiadas à casa de Tupelo onde nasceu e, no ano seguinte, erguiam-se placas com a alteração toponímica da estrada fronteira à sua mansão: "Elvis Presley Boulevard".
Este presente em que Graceland é uma espécie de "Elvislândia" que recebe 600 mil visitantes por ano, em que milhares de pessoas vivem profissionalmente da imitação do "Rei", em que se vendem bustos "Elvis" robotizados que entoam as suas canções mais famosas (é só procurar no youtube) e em que até "edições especiais" da sua manteiga de amendoim preferida têm procura, ou seja, este Elvis caricatural que perdura na memória colectiva formara-se há muito. No meio de tudo isto, como descobrir este homem de quem falava Bob Dylan: "Quando ouvi pela primeira vez a voz de Elvis, soube que não iria trabalhar para ninguém e que ninguém iria ser o meu patrão"? Este a que Bruce Springsteen se referia desta forma: "Ele era tão grande quanto o próprio país, tão grande quanto o sonho completo. Nada tomará alguma vez o seu lugar"?
Em 30 de Setembro de 1955, James Dean morria ao volante de um Porsche. Juntamente com Marlon Brando, o "rebelde sem causa" mostrara pela primeira vez o retrato de uma juventude que não era apenas compasso de espera entre a inocência da infância e a seriedade do mundo adulto: abria-se um novo universo, convulsivo e irrequieto, rebeldia angustiada vivida como se não houvesse espaço para mais que o aqui e o agora. Poucos meses depois, a 20 de Novembro de 1955, Elvis Presley assinava contracto com a multinacional RCA. Já era então uma estrela no sul dos Estados Unidos, onde os singles gravados nos míticos Sun Studios - que albergavam ou albergariam Johnny Cash, Jerry Lee Lewis ou Roy Orbison - revelaram em primeira-mão alguém que, quando a RCA lhe assegura exposição nacional e internacional, amplificaria até ao grito ensurdecedor o revelado por James Dean. Elvis ficou-lhe com o corpo e tornou explícita a sexualidade implícita. Elvis não reteve a angústia, mas criou a música que, para horror do mundo adulto, a superou de forma incontrolável. "Como é que um freak como Elvis Presley pode encantar os nossos adolescentes é algo para além da minha compreensão", escrevia um colunista à época, citado num artigo publicado na revista Mojo de Maio de 2006. Obviamente que não percebia. A América que convivia confortavelmente com a segregação racial, com a prosperidade acrítica do pós-guerra, com a pureza virginal dos adolescentes, nunca poderia compreender aquele furacão que a transformaria profundamente.
O branco negro
Nascido em Tupelo mas criado em Memphis, Elvis Presley cresceu entre o blues e o gospel que fervilhavam na Beale Street, o centro da zona negra da cidade. Pela rádio, em casa, apaixonava-se pela country e pela voz de crooners como Dean Martin ou Perry Como. Tão desfavorecido financeiramente quanto os seus vizinhos negros, imune às fronteiras musicais de raça, a visão musical de Presley não incluía catalogações.
Sam Phillips, produtor e proprietário dos Sun Studios, procurava em Elvis um branco que tivesse a voz e o "feeling" de um negro. Conseguiu bem mais que isso.
Quando Elvis fez as suas primeiras gravações rock"n"roll já era expressão conhecida. Existia Bill Haley e o seu Rock Around The Clock, existiam Little Richard e Chuck Berry. O problema era que Bill Haley era demasiado velho e demasiado branco. O problema era que Berry e Richard eram demasiado negros. Elvis Presley transformaria tudo isso. Representou de forma magistral o microcosmos de uma América selvagem e desregrada que a América não queria ver e transformou não só a América, como o resto do mundo.
Estava tudo no ritmo insaciável de That"s All Right e na electricidade contagiante de Hound Dog. Estava tudo nessa inquietante Mistery Train e na sensualidade escaldante de Fever. Estava tudo na voz que passava do terno sussurro à provocação num par de acordes e naquele menear de ancas que levou a televisão americana a censurá-lo da cintura para baixo.
Em 1956, o single Heartbreak Hotel chegava a Inglaterra e, com ele, rumores de que, nos Estados Unidos, vários jovens se tinham suicidado ao som da música - eis o quão alienígena e perigosa parecia a sua música. Quando já era figura mundialmente conhecida, em 1962, o governo mexicano proibiu a exibição dos seus filmes após um motim durante a projecção de "GI Blues" - eis o quão "perigoso" era The King, mesmo depois da tropa.
A verdade, porém, é que Elvis Presley, o homem que deu voz e corpo a uma revolução cultural, o homem que não compreendia porque o atacavam os guardiães da moral e bons costumes - "a minha mãe gosta do que faço", ripostou uma vez; "o pessoal negro anda a fazer isto há anos e ninguém se escandaliza", defendeu-se outra -, nunca deixou de ser o miúdo do Mississipi que idolatrava o gospel, o country e o blues, o miúdo que desejava secretamente seguir os passos de Dean Martin e James Dean (excluindo a parte do Porsche). Não deixou de ser o provinciano que, exceptuando uma breve digressão canadiana, nunca actuou fora dos Estados Unidos em toda a sua carreira, e que se propôs a Nixon, em 1970, para servir o governo americano como agente atento aos perigos da "contracultura hippie" e dos Black Panthers.
As lantejoulas
Em meia década, Elvis Presley transformou o mundo. Passaria o resto da vida a não se reconhecer nele. Os Beatles e os Rolling Stones anunciavam uma nova ordem nos anos 60 e Presley abandonava os palcos para se dedicar em exclusivo a péssimos filmes série-B. O psicadelismo aparecia, a soul sofisticava-se, sucediam-se as mais diversas e arrojadas experiências artísticas e lá o encontrávamos no final dos anos 60 e em grande parte da década seguinte em Las Vegas, actuando para fãs acríticos e aburguesados.
Claro que há nuances. Claro que em 1968 viveu um breve renascimento, em esplendoroso cabedal rockabilly, no famoso 68 Comeback Special em que exibiu a chama de outrora - In The Ghetto e Suspicious Minds, os seus últimos clássicos absolutos, são resultado dele. Tal porém, foram fogachos num percurso de crescente excentricidade e decadência.
Colonel Tom Parker, na realidade Andreas Cornelis Van Kuijk, holandês e imigrante ilegal - eis a razão, sabe-se agora, para sempre se ter oposto a digressões internacionais de Elvis -, dirigiu-o como máquina de lucro fácil sem encontrar grande oposição. Presley, que alguns descrevem no final de vida como um homem amargurado e com tendências paranóicas à Howard Hughes, foi crescendo. Em lucros, em peso, em lantejoulas, em megalomania: durante a década de 70, a sua entrada em palco chegou a ser feita ao som de Assim Falou Zaratustra, de Richard Strauss. Se cantava My Way, não o fazia gloriosamente como Sinatra - havia um subtexto trágico naquele Elvis Presley a cantar aquela canção.
Quando, a 16 de Agosto de 1977, a noiva Ginger Alden o encontra, sem vida, no chão da casa de banho de Graceland, a lenda estava a um passo de se transformar em culto quase religioso: os imitadores, as peregrinações a Graceland, os duetos virtuais com Celine Dion aí estão para o mostrar bem vivo, trinta anos depois. O seu legado, de tão massivo, torna-se quase imperceptível. Está por todo o lado, em qualquer manifestação de música popular urbana tal como a conhecemos. Sabê-lo, hoje, agradaria certamente a Elvis Aaron Presley.
O supracitado artigo da Mojo refere que, meses antes de morrer, numa suite de hotel, escreveu a seguinte nota: I"m glad everyone is gone now/ I will probably not rest tonight/ I have no need for all of this/ Help me Lord.
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Mário Lopes ( In Público)
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Andanças ... uma certa nostalgia.
Sendo suposto que este momento de encontro vive da pujança da diversidade de gentes e idades, numa liberdade muito própria, cheia de uma limpeza de olhos e sentires, não deixa de ser também ocasião para um meditar pessoal, sobre si próprio, os outros, os que se queira. Quem quiser pode encontrar pequenos registos do festival deste ano. Porém, a mim tocou-me este registo belíssimo de música e imagem, de ver o que podia ser entrevisto...o registo é de 2006, mas o Andanças sofre de intemporalidade... em entrada estendida para quem queira ser aflorado por uma doce nostalgia. Bom dia.
Publicado por morfeu às 09:34 AM | Comentários (0) | TrackBack
agosto 12, 2007
Toccata e Fuga in D minor ... porque hoje é domingo.
Porque é domingo e nem sempres precisamos de palavras, escolho para meditação a partilhar esta peça magnífica para Orgão de tubos, de J.S.Bach....atreva-se a conhecer se não conhecia....Bom domingo!
Publicado por morfeu às 10:18 AM | Comentários (0) | TrackBack
agosto 11, 2007
Vanessa da Mata, "Boa Sorte"...
Desta insatisfação pessoal de ouvir diversidade com qualidade, roer a minha ignorância buscando um pouco mais de saber e sentir. Desta forma, e aproveitando sugestão de artigo do jornal Público que me chega em alerta-mail, partilho aqui um texto de Nuno Pacheco - a minha vénia - de 10 de Agosto. O tema é Vanessa da Mata ...
Conversar para dizer Sim
A primeira imagem é a um imenso tecido vermelho, uma espécie de véu que semi-cobre uma mulher deitada na areia branca, ao fundo uma nesga de mar. É a capa. No interior, o véu flutua e descobre a mulher de pé, cabelos ao vento, longo vestido de suaves flores azuladas e brancas, a areia e o mar em dois traços paralelos no horizonte. Vanessa da Mata joga, mais uma vez, na composição de imagens, que as palavras acompanham nas canções ou antes delas. Como estas, no quase-manifesto que serve de intróito ao disco: "É preciso varrer outras lacunas que se esgueiram na perversão e na crueldade dos homens. Na violência que nos afunda, na corrupção que nos mata, na passividade que nos oprime e não nos desperta confundindo-se com pacificidade. É preciso não curvar a dignidade." Impossível não ver a mulher de lata na cabeça cantada em "A força que nunca seca", que Vanessa escreveu no início da sua carreira, primeiro para Maria Bethânia, depois para o seu próprio disco de estreia. Mas o que ela canta, neste seu terceiro CD, intitulado apenas "Sim", é mais uma espécie de sagração da Primavera enraizada no seu Mato Grosso natal, feita de flores e amores cobertos de sons ainda mais sofisticados.
Primeiro houve quarenta canções escolhidas, depois dezanove. Ficaram 13, no disco.
"Foi difícil a escolha, porque tínhamos 19 canções prontas, com instrumentos e tudo. E quando chegámos à etapa final vimos que podíamos ter um disco mais romântico ou mais festivo, era uma questão de escolha, até de conteúdo. Como se pudéssemos escolher uma linha para o disco. Resolvi então escolher uma coisa mais equilibrada, brincando com os temas: misturei canções mais românticas com outras mais lentas, depois outras mais festivas, por temas. Tentei equilibrar o disco assim."
Dueto com Ben Harper
Desta vez, sucedendo a Liminha (que produziu o disco anterior, "Essa Boneca Tem Manual"), surgem Mário Caldato (conhecido pelo seu trabalho com músicos como Beastie Boys, Björk, Beck, Blur, Bebel Gilberto ou Seu Jorge) e Kassin, ambos com talentos que passam muito pela paleta digital. Sob a sua batuta alinham pesos-pesados como o baterista Sly Dunbar e o baixista Robbie Shakespeare (dupla mágica nos sons do reggae), João Donato (outro mágico, mas do piano), Alberto Continentino (baixista de Ed Motta), Don Chacal (uma lenda na percussão), Davi Moraes, Pedro Sá, Armando Marçal, Fernando Catatau, o próprio Kassin em vários instrumentos e vários etc.
A completar o luxo, há ainda Ben Harper, com quem Vanessa da Mata fez um dueto e uma parceria virtuais num tema que vai encher-nos os ouvidos até à exaustão (o que é injusto, porque há mais coisas interessantes no disco): "Boa sorte/good luck". Isto antes de o conhecer em carne e osso, na sua casa de Los Angeles, junto com a mulher, a actriz Laura Dern (a história é contada em pormenor no site www.vanessadamata.com.br).
"A ideia desse dueto não foi minha, foi do Mário Caldato", diz Vanessa. "Ele conhece o Ben Harper, tem o mesmo empresário dele e do Jack Johnson." O mais curioso é que o fio se desenrolou ao contrário: Vanessa comprou em Portugal um disco de Johnson e por causa deste conheceu Caldato, primeiro o trabalho e depois a pessoa. "Um dia ele disse-me: "Você gosta do trabalho do Ben Harper?" Eu disse que sim, que já tinha visto shows dele em Portugal e no Brasil." Pois Caldato mostrou a Harper a canção de Vanessa, ele "gostou muito" e, à distância, cantou uma parte em inglês, gravou voz e guitarra wiessenbomb e enviou. O estúdio tratou de transformar o dueto virtual em realidade. "De início", diz Vanessa, "eu só tinha uma brincadeira com a voz em cima da melodia, foi isso que ele ouviu primeiro. Depois cantei a letra por telefone, de São Paulo para o Ben Harper, para ele ter uma ideia mais próxima do que seria a canção. Mas ele entendeu a canção ainda antes de estar pronta, só com uma linha melódica."
Como um "Não" gentil
O tema com Ben Harper corre o risco de ocultar os restantes? "Quando foi gravado, achei que era uma música muito forte, muito pop. Senti que poderia tocar muito. Mas há outras assim: "Você vai me destruir", "Vermelho". Nas melodias, nos arranjos, eu sinto que existe nelas uma direcção pop muito forte. A escolha, deixo-a com a gravadora."
Pela primeira vez, Vanessa assina todas as canções. Parcerias, além da já citada, com Harper, tem mais três: com Fernando Catatau, Kassin e Marcelo Jeneci. São parcerias misturadas, música e letra feitas em conjunto, com num puzzle de resolução partilhada.
"Há um apego meu, particular, a cada canção, como compositora. Não é uma afirmação, é uma necessidade de conversar. Eu sei que há muitos compositores muito bons no Brasil, mas neste disco fiquei com uma necessidade de expressão muito grande. E uma identidade tão forte com as minhas canções que não achei nenhuma outra que pudesse me dar essa mesma sensação de conforto. Nenhuma outra que pudesse me traduzir."
Mas é nos temas em que ela assina letra e música que Vanessa mais se expõe e afirma. Como "Meu Deus", quase a fechar o disco, que reúne um lote de estrelas: João Donato no piano, Don Chacal na percussão, Alberto Continentino no baixo, Wilson das Neves na bateria. "Essa canção tem mais de oito anos e quase entrou nos meus dois primeiros discos. Mas não achei que fizesse sentido inclui-la. Agora, com esta formação, passou por uma primeira triagem e ficou. É uma das canções de que mais gosto no disco."
O disco termina, só voz e violão, com "Minha herança: uma flor". "Eu tenho uma tendência para finais de discos assim. Gosto dessa finalização com calma, com uma poética mais delicada, mais profunda, talvez. É um jeito meu de finalizar discos." O título do disco, curtíssimo, "é um "Sim" afirmativo, que vibra, que transforma. É assim que me sinto hoje, como brasileira, em situações de desconforto intenso. De políticas, de pessoas abandonadas, de saúde precária. É um "sim" como se fosse o "não" de um cidadão gentil. Acho que a gente precisa gritar mais. O meu grito é esse."
Ver crítica de discos págs. 42 e seguintes
Nuno Pacheco (inPúblico de 10 de Agosto de 2007)
Publicado por morfeu às 10:03 AM | Comentários (3) | TrackBack
agosto 09, 2007
A tonga da mironga do kabuletê...
...conhece a história e o significado desta famosa canção? ...
Toquinho e Vinicius de Moraes
Eu caio de bossa eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa xingando em nagô
Você que ouve e não fala / Você que olha e não vê
Eu vou lhe dar uma pala / Você vai ter que aprender
A tonga da mironga do cabuletê
A tonga da mironga do cabuletê
A tonga da mironga do cabuletê
Você que lê e não sabe / Você que reza e não crê
Você que entra e não cabe / Você vai ter que viver
Na tonga da mironga do cabuletê
Na tonga da mironga do cabuletê
Na tonga da mironga do cabuletê
Você que fuma e não traga / E que não paga pra ver
Vou lhe rogar uma praga / Eu vou é mandar você
Pra tonga da mironga do cabuletê
Pra tonga da mironga do cabuletê
Pra tonga da mironga do cabuletê
Creio que quase todos conhecem esta famosa canção do Toquinho e Vinicius,
mas curioso mesmo é o significado de algo que, durante muito tempo, se
pensou ser apenas um jogo de palavras sem sentido. Cá vai a história.
Em 1970, Vinicius e Toquinho voltam da Itália e encontram o Brasil em pleno
"milagre económico". A censura em alta, a Bossa Nova em baixa e os
opositores ao regime a pagar, com a liberdade e a vida, a defesa dos seus
ideais.
Nessa altura, Vinicius está casado com a actriz baiana Gesse Gessy, uma das
maiores paixões de sua vida, que o aproximaria do candomblé. Sentindo a
angústia do companheiro, Gesse diverte-o ensinando-lhe asneiras em nagô (um
idioma subsariano trazido pelos escravos), entre eles «tonga da mironga do
cabuletê», que significa – e passo a citar! - "o pêlo do cu da mãe".
O sentimento em relação aos homens do regime inspiram o poeta e Vinicius
compõe a música para apresentá-la no Teatro Castro Alves.
Foi a oportunidade de insultar os militares sem que eles compreendessem a
ofensa.
Ps. recebido por mail...se não estiver correcto alguém que o contradiga...
Publicado por morfeu às 01:24 PM | Comentários (5) | TrackBack
julho 27, 2007
E olhó acordeão....
Com esta mania de passear pelo iutiube e também wikipédias e coisas pró imediato seja lá o que isso fôr, resolvi iniciar uma pequena história de instrumentos. Na wikipédia podem descobrir n coisas e no portal da música ver detalhes. Optei pela ordem alfabética e coube para abrir o acordeão. Bom, o que se toca para aí neste instrumento...a informação a quem interessar está acessível. Para não armar ao erudito aqui fica a sugestão do corridinho tocado em acordeão de butões..a minha vénia ao interprete. Vou ali ao lado a ver se descubro o corridinho dançado, que é uma outra maravilha...té logo.
Ps. Entretanto já descobri o corridinho dançado...
Rancho da casa do povo de Boliqueime - olá Srº Presidente que não o vejo a dançar ali ...- está no iutiube. Preferi um outro registo, fraco na foto e som, mas a mostrar alguma habilidades das coisa a célebre perninha da moça, mt pró erótico...e o mandador que não se percebe mt bem mas que tem o seu quê...alguém que por aqui passe e disso saiba mais do que o je diga do seu saber...aqui fica intão...
Publicado por morfeu às 10:18 PM | Comentários (4) | TrackBack
julho 23, 2007
Temos de seguir cantando, "La Poesia es ..."
O que eu ouvi e cantei e emocionei e sonhei com esta canção de Paco Ibañez... arrumando hoje papeis poeirentos - aparentemente - que por aqui teimam em disputar lugar ao pó, surgiram-me do fundo de um longo tempo, letras supostamente paradas das canções do Paco. Para quem conheceu e sonhou e cantou, ocasião de sentir ainda aquela emoção de quereres ingenuamente comprometidos, para quem não estava ainda por cá ou não conhece, aqui fica ...
Publicado por morfeu às 02:49 PM | Comentários (3) | TrackBack
julho 22, 2007
Super Star Jesus and women ...
Frei Bento Domingues que me permita esta associação entre a famosa canção nesta versão bem antiga e o seu texto. A "modernidade" feminina de Cristo ainda continua por realizar e, a Instituição Católica bem precisa de "sentir" este magnífico desabafo musical...I love him so...
(...) Jesus fez delas discípulas do Evangelho. Acabaram por demonstrar mais ousadia e responsabilidade do que os homens. Maria representa a mulher discípula, aquela que escuta a palavra e a segue. Marta ainda é o tipo de mulher reduzida à "cozinha". Esta revolução não durou muito, salvo em casos extraordinários. No geral, voltou-se ao tempo anterior a Jesus.
Mulheres fora da cozinha (http://jornal.publico.clix.pt/)
22.07.2007, Frei Bento Domingues O.P.
É a mudança de estatuto que a mulher consegue na comunidade de Jesus
1 As feministas cristãs queixam-se de que as cristologias, e até as obras mais rigorosas sobre o Jesus histórico, continuam a ser elaboradas como se as mulheres não existissem. Ora, se há um ponto no qual as narrativas evangélicas são inovadoras é, precisamente, pelo lugar que nelas é dado, por Jesus, à defesa das mulheres e pelo protagonismo que assumem nos momentos mais decisivos do seu itinerário.
Também a celebração da liturgia deste domingo é comandada por um texto sobre dois tipos de mulher. Não é a primeira vez que elas surgem no Evangelho de Lucas. Uma prostituta entra em cena loucamente apaixonada por Jesus e ficará, para sempre, como símbolo das pessoas que o amor puro transformou até à raiz (Lc 7, 36-50).
Logo a seguir, outras são apresentadas como mulheres libertas - curadas de espíritos malignos e doenças - que acompanhavam o Mestre com os doze apóstolos, por cidades e aldeias: Maria chamada Madalena, da qual haviam saído sete demónios, Joana, mulher de Cuza, o procurador de Herodes, Suzana e várias outras, que os serviam com os seus bens. Estas discípulas aparecem como financiadoras do projecto de Jesus (Lc 8, 2-3). De, facto, seguem-no até ao túmulo e foram elas as surpreendidas pela ressurreição de Cristo. Serão também elas a evangelizar os apóstolos que, entretanto, tinham desertado (Lc 23, 24).
Regressemos, porém, ao Evangelho deste domingo: "Naquele tempo, Jesus entrou em certa povoação e uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa. Ela tinha uma irmã chamada Maria que, sentada aos pés de Jesus, ouvia a sue palavra. Entretanto, Marta atarefava-se com muito serviço. Interveio então e disse: "Senhor, não Te importas que minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe que venha ajudar-me." O Senhor respondeu-lhe: "Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas, quando uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada."" (Lc 10, 38-42).
2
Nunca somos neutros na leitura de um texto. Há, certamente, limites para a sua interpretação, mas esta parte sempre de alguns pressupostos conscientes ou inconscientes. As narrativas evangélicas não escapam a essa condição. Além disso, carregam dois mil anos de leituras. Esta passagem já teve vários usos nas Igrejas cristãs. Serviu, de modo especial, no âmbito dos carismas da vida religiosa, pare exaltar o primado da "vida contemplativa", de mulheres e homens, sobre a "vida activa".
A investigação da verdade e a contemplação da beleza eram sempre mais valorizadas do que as actividades exteriores, consideradas menos nobres, entregues ao que é passageiro em contraposição ao que é eterno.
Se este esquema respondia bem ao primado absoluto de Deus, tornava-se incapaz de interpretar a própria vida de Cristo. Tomás de Aquino, na sua cristologia, pergunta se não seria mais conveniente que Jesus se tivesse dedicado à vida solitária, à vida monacal, do que à intervenção na sociedade. A sua resposta não é simplista. Começa por reconhecer que a vida contemplativa em si mesma, não tendo em conta qualquer outra consideração, é melhor do que a vida activa que se ocupa de actividades corporais. No entanto, a vida activa, segundo a qual alguém, pregando e ensinando, dá aos outros a realidade contemplada, é mais perfeita do que a vida que só contempla, dado que tal género de vida só pode brotar de abundante contemplação. E foi essa que Cristo escolheu para si. É melhor iluminar do que ser apenas um iluminado (ST III q. 40, a.1, ad 2).
3A distinção entre vida activa e contemplativa não deve, no entanto, ser desvalorizada, embora a vida activa possa ser fonte de contemplação. Bem-aventurados os que atingem um estado contemplativo no meio da agitação! A necessidade de cortar com o quotidiano, não só para o ócio e para o desporto, mas também para meditar e saber hierarquizar o que é importante e o que é secundário, é cada vez mais sentida. Quem não compreende isto arranja programas de fim-de-semana e de férias para aumentar o barulho.
Há, no entanto, uma outra leitura para o estranho diálogo de Jesus com Marta a propósito da insensibilidade de Maria para o serviço da casa. Marta tem de fazer tudo e Maria está sentada na conversa e, ainda por cima, é elogiada.
Em geral, não se repara no seguinte: o que está em causa é uma revolução. É a mudança de estatuto que a mulher consegue na comunidade de Jesus. Ele cresceu numa sociedade na qual as mulheres só contavam para dar filhos e trabalhar. Eram uma propriedade do marido, que as podiam repudiar por qualquer motivo e elas não podia pedir o divórcio. Não havia rabinas nem escribas ou doutoras da Lei. No Templo e na sinagoga, estavam à parte.
Jesus fez delas discípulas do Evangelho. Acabaram por demonstrar mais ousadia e responsabilidade do que os homens. Maria representa a mulher discípula, aquela que escuta a palavra e a segue. Marta ainda é o tipo de mulher reduzida à "cozinha". Esta revolução não durou muito, salvo em casos extraordinários. No geral, voltou-se ao tempo anterior a Jesus.
Publicado por morfeu às 10:05 AM | Comentários (0) | TrackBack
julho 16, 2007
Morna e chuva e Verão...
Há quanto tempo a chuva
Morna de um Verão ausente por aqui
Não lavava em mim a capa
Que trava o som da minha poética
Víscera metafísica adormecida no habitual
Assim
Neste matinal morrinhar
Deixo-me preguiçosamente embalar pelo
Bate bate das goteiras
Importante para mim
Absolutamente efémero
Riscar algumas letras meio tolas
Deixar afinal o sentimento simples de estar
Hoje aqui
Pela manhã
A ouvir a música natural e inesperada
Do bate bate gotejante
Para mim banho de frescura
Acalmia de nervo
Féria para a alma em tempos de sossego
Bate bate minha água
Escorre-me este pó aborrecido
Que teima em colar com manias
De coisa importante
…lá fora uma brisa faz ondular os riscos da chuva
Publicado por morfeu às 09:52 AM | Comentários (1) | TrackBack
julho 12, 2007
Acha que não consegue? ... medite neste exemplo!
Publicado por morfeu às 09:50 PM | Comentários (0) | TrackBack
julho 05, 2007
Ai Venezuela, Venezuela ...
Ps. A minha escusa pelo facto de o vídeo ser sobre Habana e não propriamente sobre Caracas, Venezuela,...mas, para bom entendedor....
Publicado por morfeu às 09:04 AM | Comentários (1) | TrackBack
Ai Venezuela, Venezuela ...
Ps. A minha escusa pelo facto de o vídeo ser sobre Habana e não propriamente sobre Caracas, Venezuela,...mas, para bom entendedor....
Publicado por morfeu às 09:04 AM | Comentários (1) | TrackBack
junho 26, 2007
Um fabuloso "Summertime" by Janis Joplin.
Publicado por morfeu às 10:41 PM | Comentários (2) | TrackBack
junho 25, 2007
Béjart, Maurice, enaltece a entrada anterior ...deslumbrante.
Publicado por morfeu às 10:33 PM | Comentários (0) | TrackBack
Bolero essa dança de um Deus que se Descobriu dançarino para existir ...
.... não concebo um Deus que não seja bailarino ... e se extasie eroticamente no bolero essa possibilidade de que Ravel, na sua inspiração, e por infertilidade de um qualquer Deus colocou disfarçadamente em todo e qualquer Génesis, livro, acto, perdição, outro qualquer mundo feito de eternidades infinitas...ouça, ouça e vibre com a plástica incomensurável inodora de dor deixando-se arrebatar alucinogenicamente espetando-se em felicidade destes momentos que não lembrariam a um poderoso diabo quanto mais a um deus apenas a um tipo em desvario de nome Ravel.... voguemos em espuma branca e interminável sonhando a criação de Vénus nela filtrando sentimento estranho nela plasmando Dionisos deus dos excessos.... abençoado o momento em que na orla da floresta o meu ser se encheu de som de sons desenhando volutas seres instrumentais por estes possuído em deslumbramento que se obrigou em eternidade... oh Deus dançarino oh ventre ondulante cinta redonda com luminoso cristais filtrando luxuriosamente diamantes impossíveis.... explodo num extase definitivo esmagando a minha existência inebriada em som colorido que teima em se desvanecer....
Publicado por morfeu às 10:00 PM | Comentários (0) | TrackBack
junho 24, 2007
'Deliverance' - 'Dueling banjos' scene... espantoso, inesquecível...
Publicado por morfeu às 10:25 PM | Comentários (1) | TrackBack
junho 17, 2007
Não esteja triste...divirta-se!
Publicado por morfeu às 09:43 PM | Comentários (0) | TrackBack
junho 02, 2007
Gregoriano "Losing my Religion"
Publicado por morfeu às 10:32 PM | Comentários (0) | TrackBack
junho 01, 2007
Paganini "Caprice" Nº 24.
Publicado por morfeu às 08:28 PM | Comentários (2) | TrackBack
maio 31, 2007
Absolutamente fabuloso ...
Publicado por morfeu às 09:49 PM | Comentários (0) | TrackBack
maio 27, 2007
E domingo, e a Procissão sg/ João Villaret.
Sendo domingo ... nada melhor para a salvação da alma do que João Villaret "dizendo" a Procissão...
(Clique na imagem para ouvir...)
Publicado por morfeu às 12:32 PM | Comentários (2) | TrackBack
maio 13, 2007
Eu vim de longe, eu vou para longe ...
Publicado por morfeu às 02:48 PM | Comentários (4) | TrackBack
março 25, 2007
08:02 ...
Publicado por morfeu às 04:36 PM | Comentários (0) | TrackBack
março 21, 2007
... danço com as palavras do meu poetar ...
... em dia de poesia, quero fazer dançar os títulos do meu poetar ... clico na imagem e deixo-me ir nesse langor... faça-me companhia...
O escorregar da Noite...
Do testemunho gritado em silêncio...
A chuva caindo...
Abro-te a porta do Templo e do Tempo...
O Grito...
Nos interstícios soltam-se fios de sonho
Algures numa jazz-city…
Da poeira de uma pálpebra...
Gretado corpo de inspiração...
O Tempo arauto do desconhecido em versão pouco light
Oh louca dançarina do Tempo...
A minha tristeza não é bem triste...
Não sei muito bem se quero continuar por aqui…
A emoção do seja lá o que isso for...
Quisera eu meu coração amar
Dez vezes telefonaram...
Teus sonhos diferentes e a minha primeira vez...
Do queixume em oração
Chove simplesmente...
Espumante
O herói que se julgara
Numa qualquer manta de ambição metafísica
Tentativa de festejar o Natal em Dezembro de 2006
Poema de pássaro em leito de azevinho...
Eu e o meu tempo, Eu e o Tempo
Pele, peles...
Para a minha filha entrando amanhã na sua Idade Secundária
Filha do afastamento
Aqui ao lado reside um cão em situação de luto abandonado
Impossível matriz para uma declaração de amor
Amanhã uma nuvem de poetas voará...
Publicado por morfeu às 01:27 PM | Comentários (3) | TrackBack
fevereiro 25, 2007
... vale a pena ouvir ...
Publicado por morfeu às 05:42 PM | Comentários (2) | TrackBack
fevereiro 08, 2007
Imperdível:"Scorcese Blues" ...
Edição pelo jornal "Público", desta incursão pelo mundo fabuloso dos blues ... todas as terças feiras. Absolutamente fascinante... deixo uma pequena "motivação" com o tema de Robert Johnson, considerado o "pai" dos blues... imperdível!
(Clicar imagem para ouvir...)
Publicado por morfeu às 10:08 AM | Comentários (1) | TrackBack
fevereiro 03, 2007
8.m19sgs ...
Publicado por morfeu às 10:32 PM | Comentários (3) | TrackBack
fevereiro 01, 2007
Paris Texas "blues"... inolvidável!...
... há para tudo tempo e agora é "blues"... deixei-me tocar ... uns minutos e deixe vogar a sensação de estar algures... Paris Texas ...
Publicado por morfeu às 09:47 PM | Comentários (2) | TrackBack
janeiro 29, 2007
Ouçam, sintam, divirtam-se...
...experimentem...eu agora estou a ouvir Gospel...noite boa...
Publicado por morfeu às 09:07 PM | Comentários (0) | TrackBack
janeiro 20, 2007
Porque te vas...
...por sugestão de uma historieta que Júlio Isidro contou, na antena 1...
Publicado por morfeu às 07:14 PM | Comentários (1) | TrackBack
janeiro 15, 2007
Ainda acerca da (in)utilidade da Filosofia ...
... ainda na continuação da entrada anterior, não resisti a colocar também, a música de Niel Young...ouçam-na e descubram as palavras...se necessário fôr...
Publicado por morfeu às 11:22 PM | Comentários (4) | TrackBack
Philadelphia, ou da (in)utilidade da Filosofia ...

(clique para ouvir "Streets of...")
... colega minha, leccionando o décimo ano, teve a belíssima ideia de fazer visionar, nas suas turmas, o famoso e marcante filme com Tom Hanks...isto no âmbito dos valores éticos. Será que há por aí, talvez nalgum ministério de um qualquer corredor do Terreiro do Paço, algum lugar mais apropriado e mais eficaz e mais tudo, para falar e pensar e mudar, no que toca aos valores? Os meus parabéns a esta minha ainda jovem colega!
I was bruised and battered and I couldnt tell
What I felt
I was unrecognizable to myself
I saw my reflection in a window I didnt know
My own face
Oh brother are you gonna leave me
Wastin´away
On the streets of philadelphia
I walked the avenue till my legs felt like stone
I heard the voices of friends vanished and gone
At night I could hear the blood in my veins
Black and whispering as the rain
On the streets of philadelphia
Aint no angel gonna greet me
Its just you and I my friend
My clothes dont fit me no more
I walked a thousand miles
Just to slip the skin
The night has fallen, Im lyinawake
I can feel myself fading away
So receive me brother with your faithless kiss
Or will we leave each other alone like this
On the streets of philadelphia
Publicado por morfeu às 09:57 PM | Comentários (3) | TrackBack
novembro 18, 2006
A luz dos olhos teus e meus ...
...clique para ouvir esta saudosa e agradável musiquinha de Tom Jobim e Vinicius...
Publicado por morfeu às 10:42 PM | Comentários (1)
outubro 29, 2006
Fui à beira do mar ...
Da sarcástica disposição patente nas entradas anteriores - justificada, diga-se - colho a benesse da contemplação do mar, lembrando-me de "Fui à beira do mar, do sempre saudoso e insubstituível, Zeca". Pequenos momentos de felicidade que ninguém me tira ...
Caso queira partilhar...
Publicado por morfeu às 07:55 PM | Comentários (2)
outubro 24, 2006
A guitarra por aí ...

(interpretação de:josé peixoto e fernado júdice)
Ai ai como vou por ai aligeirada
em picos e ticos viajando
em pontas de asa envaidecida
ai ai como por aí vou
não fico aqui nem ali nem acolá
salcoteio em roupa garrida
por ruas praças praias montes e vales
num sorriso malicioso
deixo os meus carinhos
os meus amores seduzidos
e num momento abandonados
ai ai vou por aí
a minha estrada e estrela não têm
fim ...o tico tico ti o tico tico tá ...
uma delícia este viver ... o tico tico ti...
Publicado por morfeu às 08:45 AM | Comentários (3)
agosto 17, 2006
Com treino e paciência, talvez consiga fazer o mesmo...
... ligue o som, e, se tiver tempo e curiosidade, delicie-se com as potencialidades vocais dos "Tuva"... se não conhece, vai estranhar! Boa audição!
Publicado por morfeu às 09:43 PM | Comentários (2)
junho 26, 2006
Eu, Maria Madalena, continuo apaixonada por este homem...
(Cante apaixonadamente esta canção, indo à entrada estendida e clicando no botão respectivo.Pode também descarregar a música, clicando com o botão direito do rato e selecionar "guardar destino...")
MARY MAGDALENE
I don't know how to love him.
What to do, how to move him.
I've been changed, yes really changed.
In these past few days, when I've seen myself,
I seem like someone else.
I don't know how to take this.
I don't see why he moves me.
He's a man. He's just a man.
And I've had so many men before,
In very many ways,
He's just one more.
Should I bring him down?
Should I scream and shout?
Should I speak of love,
Let my feelings out?
I never thought I'd come to this.
What's it all about?
Don't you think it's rather funny,
I should be in this position.
I'm the one who's always been
So calm, so cool, no lover's fool,
Running every show.
He scares me so.
I never thought I'd come to this.
What's it all about?
Yet, if he said he loved me,
I'd be lost. I'd be frightened.
I couldn't cope, just couldn't cope.
I'd turn my head. I'd back away.
I wouldn't want to know.
He scares me so.
I want him so.
I love him so.
Publicado por morfeu às 07:10 PM | Comentários (4)
junho 20, 2006
Bora pessoal dos blogues... toca a assobiar com entusiasmo!
(Bam, bam, baba bam, bam,)
(baba bam, bam, baba bam babam.......)
From Jamaica to the world,
this is just love,
this is just love,
Yeah!
Why must our children play in the streets,
broken hearts and faded dreams,
listen up to everyone that you meet,
don't you worry, it could be so sweet,
Just look to the rainbow, you will see
sun will shine till eternity,
I've done for much love in my heart,
No-one can tear it apart,
Yeah,
Feel the love generation,
Yeah, yeah, yeah, yeah,
Feel the love generation,
C'mon c'mon c'mon c'mon yeah,
(whistling.....)
Feel the love generation,
Yeah, yeah, yeah, yeah
Feel the love generation,
Ooohhh yeah-yeah,
Don't worry about a thing,
it's gonna be alright,
Don't worry about a thing,
it's gonna be alright,
Don't worry about a thing,
it's gonna be alright,
Gonna be, gonna, gonna, gonna be alright,
Why must our children play in the streets,
broken hearts and faded dreams,
listen up to everyone that you meet,
don't you worry, it could be so sweet,
Just look to the rainbow, you will see
sun will shine till eternity,
I've done for much love in my heart,
No-one can tear it apart,
Yeah,
(whistling.....)
Publicado por morfeu às 08:59 PM | Comentários (7)
junho 18, 2006
Estar vivo é extraordinário...ah!ah!ah! stayin' alive... stayin' alive...

Publicado por morfeu às 03:11 PM | Comentários (2)
junho 09, 2006
"More than a feeling" - Boston, anos 70

Publicado por morfeu às 11:24 PM | Comentários (3)
junho 03, 2006
Tempos de Ironia...
"Ironic"
An old man turned ninety-eight
He won the lottery and died the next day
It's a black fly in your Chardonnay
It's a death row pardon two minutes too late
And isn't it ironic...dontcha think
It's like rain on your wedding day
It's a free ride when you've already paid
It's the good advice that you just didn't take
Who would've thought...it figures
Mr. Play It Safe was afraid to fly
He packed his suitcase and kissed his kids goodbye
He waited his whole damn life to take that flight
And as the plane crashed down he thought
"Well isn't this nice..."
And isn't it ironic...dontcha think
It's like rain on your wedding day
It's a free ride when you've already paid
It's the good advice that you just didn't take
Who would've thought...it figures
Well life has a funny way of sneaking up on you
When you think everything's okay and everything's going right
And life has a funny way of helping you out when
You think everything's gone wrong and everything blows up
In your face
A traffic jam when you're already late
A no-smoking sign on your cigarette break
It's like ten thousand spoons when all you need is a knife
It's meeting the man of my dreams
And then meeting his beautiful wife
And isn't it ironic...dontcha think
A little too ironic...and yeah I really do think...
It's like rain on your wedding day
It's a free ride when you've already paid
It's the good advice that you just didn't take
Who would've thought...it figures
Life has a funny way of sneaking up on you
Life has a funny, funny way of helping you out
Helping you out

Publicado por morfeu às 12:11 AM | Comentários (3)
maio 28, 2006
Uma avaliação...please!
...Bom! Como não me apetece embarcar na notícia do "Bumba no Prof" e, por especial consideração pelos peregrinos que por aqui aparecem - certamente por erro de caminho - deixo-vos com esta piquena diversão...afinal hoje é domingo e temos direito é a descomprimir... por favor não me avaliem por enquanto. Bom domingo!
Vamos dançar
Publicado por morfeu às 02:00 PM | Comentários (3)
maio 26, 2006
Led Zeppelin, "Stairway to Heaven"

Publicado por morfeu às 08:53 PM | Comentários (1)
maio 25, 2006
Another brick in the wall...relembrando...

Publicado por morfeu às 09:23 PM | Comentários (0)
maio 04, 2006
Vá, vamos lá a cantar a "Guantanamera"...em voz franca!
Guantanamera, guajira Guantanamera
Guantanamera, guajira Guantanamera...
(Jose Marti – Hector Angulo & Pete Seeger...versão algo caótica mas cheia de vida e de sentir revolucionário...)
Publicado por morfeu às 08:14 PM | Comentários (5)
maio 01, 2006
Maio, cantigas, Zeca estás por aí?...
Publicado por morfeu às 08:07 PM | Comentários (6)
abril 22, 2006
Lágrimas que ainda cantam?
Publicado por morfeu às 10:08 PM | Comentários (6)
abril 18, 2006
Para que quero eu olhos...
Publicado por morfeu às 06:53 PM | Comentários (3)
abril 10, 2006
Doors: L.A. Woman
(In: Editorial Estampa)
...pode ouvir mais rapidamente, em entrada estendida, lendo em simultâneo a respectiva ficha informativa que acompanha esta edição...

Publicado por morfeu às 09:51 PM | Comentários (12)
março 29, 2006
Crueldade esta de te amar...
...pelo título parece o dealbar de algum assomo poético transtornado! Sosseguem, e relembre quem seja de relembrar e conheça quem ainda não andava por cá...Ray Charles, anos sessenta...I can't stop loving you..


Publicado por morfeu às 05:46 PM | Comentários (5)
março 20, 2006
Anos 50:J. Gleason plus S.Dali cover...
...não sendo, como na ficha em entrada estendida se explica, musicalmente notável, esta musiquinha ambiente mostra-se agradável e convidativa...porém, a capa do album, desenhada por Salvador Dali, torna esta obra uma raridade possivelmente com algum (muito?) valor. Assim se alguém possuir algum exemplar...

Publicado por morfeu às 10:19 PM | Comentários (2)
março 17, 2006
Recorde o que lhe apetecer com..."Moon River", idos de 61...

Publicado por morfeu às 07:50 PM | Comentários (1)
março 15, 2006
A voz humana, essa maravilha! Imperdível!
...ponha o som razoavel e divirta-se...
A voz humana essa maravilha!
Publicado por morfeu às 11:20 PM | Comentários (0)
março 02, 2006
"High Society", musical:"Who wants to be a Millionaire?"

Publicado por morfeu às 07:49 PM | Comentários (1)
fevereiro 25, 2006
Sinta um pouco a ópera:Ave Maria, Mirella Freni, Otello,Verdi

...pena é o excesso de tosse...mas mesmo assim não deixa de ser um momento de enorme espiritualidade.
Publicado por morfeu às 07:51 PM | Comentários (0)
fevereiro 23, 2006
Dos Vampiros que andam ainda pelos Bairros Negros...
Era eu um adolescente de 11 anos quando pela manhã no refeitório do internato, nos anos 60, ouvi estas músicas que ficaram indelevelmente gravadas...para sempre...sempre!
Ps: Não sei como é que estas músicas estão a funcionar nos respectivos downloads...aqui o meu computador recusa-se a passar a música...mexi em qualquer coisa que não atino...as minhas escusas....
Morfeu
Publicado por morfeu às 08:04 PM | Comentários (4)
fevereiro 19, 2006
Ah esta é inolvidável..."Over the rainbow"...
Somewhere over the rainbow
Way up high,
There's a land that I heard of
Once in a lullaby.
Somewhere over the rainbow
Skies are blue,
And the dreams that you dare to dream
Really do come true.
Someday I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far
Behind me.
Where troubles melt like lemon drops
Away above the chimney tops
That's where you'll find me.
Somewhere over the rainbow
Bluebirds fly.
Birds fly over the rainbow.
Why then, oh why can't I?
If happy little bluebirds fly
Beyond the rainbow
Why, oh why can't I?
Publicado por morfeu às 08:30 PM | Comentários (2)
Soul on fire

Música enviada pelo Nuno Ferreira
Publicado por morfeu às 04:16 PM | Comentários (0)
fevereiro 14, 2006
Música anos 50. "Moonglow", and theme from Picnic

Publicado por morfeu às 08:47 PM | Comentários (6)
fevereiro 10, 2006
There's no business like show business...
There's no business like show business
Like no business I know
Everything about it is appealing
Everything the traffic will allow
Nowhere could you get that happy feeling
When you are stealing
That extra bow
There's no people like show people
They smile when they are low
Yesterday they told you you would not go far
That night you open and there you are
Next day on your dressing room they've hung a star
Let's go on with the show

The cowboys, the wrestlers, the tumblers, the clowns
The roustabouts that move the show at dawn
The music, the spotlight, the people, the towns
Your baggage with the labels pasted on
The sawdust and the horses and the smell
The towel you've taken from the last hotel
There's no business like show business
Like no business I know
You get word before the show has started
That your favorite uncle died at dawn
Top of that, your ma and pa have parted
You're broken-hearted
But you go on
There's no people like show people
They don't run out of dough
Angels come from everywhere with lots of jack
And when you lose it there's no attack
Where could you get money that you don't give back?
Let's go on with the show
The costumes, the scenery, the make-up, the props
The audience that lifts you when you're down
The headaches, the heartaches, the backaches, the flops
The sheriff who escorts you out of town
The op'ning when your heart beats like a drum
The closing when the customers won't come
There's no business like show business
Like no business I know
Everything about it is appealing
Everything the traffic will allow
Nowhere could you get that happy feeling
When you are stealing
That extra bow
There's no people like show people
They smile when they are low
Even with a turkey that you know will fold
You may be stranded out in the cold
Still you wouldn't 'change for a sack of gold
Let's go on with the show
Let's go on with the show
Publicado por morfeu às 06:37 PM | Comentários (2)
janeiro 31, 2006
Anos 50: Músicas em destaque.
Na esteira de proposta anterior, aqui fica uma primeira capa de disco, para exemplificar a ideia que mais abaixo expus. Tentei buscar na net, mas não consegui obter o som original de "Fanny", um dos temas deste musical lançado em janeiro de 1955. Deixo a capa e na entrada extendida a respectiva ficha. Aos visitantes peço opinão e sugestões: caso alguém tenha acesso ao original de Harold Rome peço que tenha a amabilidade de partihar...
De momento, porque ainda em fase de experiência, não há música, mas...vamos lá a ver se na próxima semana já consigo esse objectivo...é claro que vou ter de pagar um alojamento, já que no weblog.pt, não parece ser viável...

Publicado por morfeu às 09:27 PM | Comentários (8)
janeiro 29, 2006
50 anos de música...quem alinha?

Tendo descoberto estes livrinhos editados pela Estampa fiquei entusiasmado não só pelas fotos de capas de discos que partem dos anos 50 até aos anos 90, como também pela ideia de tentar uma recolha das músicas mais representativas neles mencionados. Eu que nasci nos anos 50, reconheço uma boa parte da minha história nestas colectâneas. A chatice é que quando eu era puto e adolescente, praticamente só tinha acesso à rádio, e o carcanhol era nenhum...assim que o meu desafio seria propor a tentativa de dinamizar capas e títulos e entre os interessados, conseguir ir arranjando as músicas...será que isto tem pernas para andar????
Publicado por morfeu às 06:33 PM | Comentários (7)
novembro 14, 2005
Ouse ouvir...
Publicado por morfeu às 05:47 PM | Comentários (2)
Ouse ouvir...
Publicado por morfeu às 05:47 PM | Comentários (2)
outubro 31, 2005
Em tarde molente de chuva...sugiro
...
"Roubado daqui...sítioblogue de muito e grado valor...bem haja!
Publicado por morfeu às 12:35 PM | Comentários (0)
julho 22, 2005
Trova do vento que passa...recordando
...embora referindo-se a um outro contexto, não deixa de nos ser útil em tempos de crise, reflectirmos sobre o aquilo que "o vento que passa" nos conta...
Publicado por morfeu às 10:05 AM | Comentários (3)
junho 14, 2005
Strange Fruit...Billie Holiday later told the story
by DAVID MARGOLICK

Southern trees bear a strange fruit,
Blood on the leaves and blood at the root,
Black body swinging in the Southern breeze,
Strange fruit hanging from the poplar trees.
Pastoral scene of the gallant South,
The bulging eyes and the twisted mouth,
Scent of magnolia sweet and fresh,
And the sudden smell of burning flesh!
Here is a fruit for the crows to pluck,
For the rain to gather, for the wind to suck,
For the sun to rot, for a tree to drop,
Here is a strange and bitter crop.
As Billie Holiday later told the story, a single gesture by a patron at New York's Café Society, in Greenwich Village, changed the history of American music in early 1939, the night when she first sang "Strange Fruit."
Café Society was New York's only truly integrated nightclub outside Harlem, a place catering to progressive types with open minds. But Holiday was to recall that even there she was afraid to sing this new song, and regretted it, at least momentarily, when she first did. "There wasn't even a patter of applause when I finished," she later said. "Then a lone person began to clap nervously. Then suddenly everyone was clapping."
The applause grew louder and less tentative as "Strange Fruit" became a nightly ritual for Holiday, then one of her signature songs, at least where it could be safely performed. And audiences have continued to applaud this disturbing ballad, unique in Holiday's oeuvre and in the American popular-song repertoire, as it has left its mark on generations of writers, musicians, and listeners, both black and white. The late jazz writer Leonard Feather once called "Strange Fruit" "the first significant protest in words and music, the first unmuted cry against racism." Jazz musicians still speak of it with a mixture of awe and fear - "When Holiday recorded it, it was more than revolutionary," said the drummer Max Roach - and perform it almost gingerly. "It's like rubbing people's noses in their own shit," said Mal Waldron, the pianist who accompanied Holiday in her final years.
A few years back a British music publication, Q Magazine, named "Strange Fruit" one of 10 songs that actually changed the world. And like any revolutionary act, it encountered great resistance. Holiday, like the black folksinger Josh White, who began performing it a few years after Holiday did, was abused, sometimes physically, by irate nightclub patrons. Columbia, the company that produced Holiday's records, refused to touch it; even progressive radio stations would not play it. And again like revolutionary acts, the song has generated its fair share of mythology, none more enduring than Holiday's often repeated claim that she partly wrote it herself or had it written for her.
"Strange Fruit" marked a watershed, praised by some, lamented by others, in Holiday's evolution from exuberant jazz singer to torch singer of lovelorn pain and loneliness. Some of the song's sadness seems to have stuck to her ever after. "She really was happy only when she sang," the jazz critic Ralph J. Gleason wrote. "The rest of the time she was a sort of living lyric to the song 'Strange Fruit,' hanging, not on a poplar tree, but on the limbs of life itself."
In recent years many musicians-from Carmen McRae to Nina Simone to Sting to Dee Dee Bridgewater to Cassandra Wilson-have recorded "Strange Fruit," each cut an act of courage, given Holiday's hold over it. (That might not apply to 101 Strings, which omitted the lyrics in its 1973 orchestral version.) The song continues to pop up in the most obscure places. The Pulitzer Prizewinning historian Leon Litwak uses it in his classes at Berkeley. It's what Mickey Rourke put on the turntable to seduce Kim Basinger early on in Adrian Lyne's 1986 film Nine 1/2 Weeks. Predictably, it failed miserably as mood music.) The song was a staple of the anti-apartheid circuit in Europe. Khallid Muhammad, Louis Farrakhan's notoriously anti-Semitic former national spokesman, quoted it in a speech cataloguing America's racist past - unaware, apparently, that it was written by a white Jewish schoolteacher from New York City.
I wrote "Strange Fruit" because I hate lynching, and I hate injustice, and I hate the people who perpetuate it.
-Abel Meeropol (a.k.a. Lewis Allan), 1971.
Billie Holiday, who was only 24 years old in 1939, had enough experience with racism by that time to call herself "a race woman." But while hard knocks helped her infuse a unique mixture of resilience, defiance, and shrewdness into the often banal lyrics she sang, they had never influenced her choice of material, at least not until "Strange Fruit" came along.
Holiday's 1956 "autobiography" - written by William Dufty (and known, like the 1972 film biography, as Lady Sings the Blues, though she had wanted to call the book Bitter Crop)-offers an account of the origins of "Strange Fruit" that may set a new record for most misinformation per column inch. ("Shit, man, I never read that book," she later said.) But in fairness to Dufty, she'd been peddling many of these myths for years. "The germ of the song was in a poem written by Lewis Allen [sic]," the book claims. "When he showed me that poem, I dug it right off. It seemed to spell out all the things that had killed Pop," Dufty quotes her. According to Holiday, her father was exposed to poison gas as a soldier during World War I and died of pneumonia in 1937 after several segregated southern hospitals refused to treat him. "Allen, too, had heard how Pop died and of course was interested in my singing. He suggested that Sonny White, who had been my accompanist, and I turn it into music. So the three of us got together and did the job in about three weeks."
Abel Meeropol, who is often remembered today for raising the two orphaned sons of the executed atomic spies Julius and Ethel Rosenberg, recalled things very differently. An English teacher at De Witt Clinton High School in the Bronx for 27 years, Meeropol had led two other, parallel lives. One was as a political activist: he and his wife were closet Communists, donating a percentage of their earnings to the party. (The F.B.I. maintained that he had "been identified by reliable informants" as a party member until 1947, though it followed him for 23 years after that.) The other was as a poet and songwriter. He wrote incessantly poems, ballads, musicals, plays, usually using the nom de plume "Lewis Allan," the names of his two biological children, neither of whom survived infancy. Apart from "Strange Fruit," he is best known for writing the lyrics of "The House I Live In," a paean to tolerance sung by Frank Sinatra in an Oscar-winning short subject in 1945.
Lynchings - in which blacks were murdered with unspeakable brutality, often in a carnival-like atmosphere, then hanged from trees for all to see-were rampant in the South during Reconstruction and beyond, but had grown relatively rare by the late 1930s. (As the recent murder of a black man in Jasper, Texas, attests, they never completely stopped.) The N.A.A.C.P, until as late as 1941, had routinely attempted to push Congress - always to no avail - to enact federal antilynching legislation. Somewhere around 1935, Meeropol, in his early 30s at the time, saw a photograph of a particularly ghastly lynching. "It ... haunted me for days," he later recalled. He wrote a poem about it, one which was originally to have appeared in the Communist journal The New Masses but first saw print as "Bitter Fruit," by Abel Meeropol-in the January 1937 issue of The New York Teacher, a union publication. Meeropol set the poem to music, and in the late 1930s the song was regularly performed in left-wing circles-by the Teachers' Union chorus, by a black singer named Laura Duncan (at Madison Square Garden), by a quartet of black singers at a fund-raiser for the anti-Fascists during the Spanish Civil War. As it happened, the co-producer of that show, Robert Gordon, was also directing the first-floor show at the new Café Society, which had opened in late December 1938. The featured attraction: Billie Holiday.
One of the first numbers we put on was called: "Strange Fruit Grows on Southern Trees," the tragic story of lynching.
Imagine putting that on in a night club!
-Barney Josephson, 1942.
Café Society - "a nightclub to take the stuffing out of stuffed shirts," where leftwing W.P.A. types did the murals and a simian - looking Hitler hung from the ceiling near the foyer - was unusual even for New York City. Billed as "the wrong place for the Right people," it mocked the empty celebrity worship, right-wing politics, and racial exclusion of places like the Stork Club. At Café Society, the doormen wore rags and ragged white gloves, blacks and whites fraternized onstage and off, and the politics were somewhere left of the New Deal. When Eleanor Roosevelt made what might have been her only foray into a New York nightclub, it was allegedly to Café Society that she went.
Located on Sheridan Square (a second Café Society soon opened on 58th Street near Park Avenue), it was the brainchild of Barney Josephson, a shoe salesman with leftist sympathies; its patrons, the historian David W. Stowe has written, consisted of "labor leaders, intellectuals, writers, jazz lovers, celebrities, students and assorted leftists." As Michael Denning of Yale has put it, Café Society represented a unique synthesis of cultures, blending the politically radical cabarets of Berlin and Paris with the jazz clubs and revues of Harlem. Nelson Rockefeller, Charlie Chaplin, Errol Flynn, Lauren Bacall, Lillian Hellman, Langston Hughes, and Paul Robeson hung out there; Lena Horne, Teddy Wilson, Sarah Vaughan, Imogene Coca, Carol Channing, and Zero Mostel performed there. It was probably the only place in America where "Strange Fruit" could have been sung and savored.
One day in early 1939, Meeropol - who had never met Holiday before and knew nothing about her father-sat down at Café Society's piano and played her the song. Neither Tin Pan Alley nor jazz, it was closer to the political theater songs of Marc Blitzstein and other leftist composers. But it was utterly alien to her, and, to Meeropol at least, Holiday appeared unimpressed. "To be perfectly frank, I didn't think she felt very comfortable with the song, because it was so different from the songs to which she was accustomed," Meeropol later wrote. She asked him but one question: What did "pastoral" mean?
Josephson, too, said that Holiday "didn't know what the hell the song meant," and adopted it only as a favor to him; not until several months later, when he spotted a tear running down her cheek during one performance, did he feel the song had sunk in. ("But I gotta tell you the truth," Josephson liked to say. "She sang it just as well when she didn't know what it was about.") To be sure, Holiday was in some ways unsophisticated, famous for reading nothing more serious than comic books. Still, it's hard to believe she was as oblivious as Josephson claimed. Indeed, Meeropol later said that when Holiday introduced the song "she gave a startling, most dramatic, and effective interpretation ... which could jolt an audience out of its complacency anywhere.... Billie Holiday's styling of the song was incomparable and fulfilled the bitterness and shocking quality I had hoped the song would have."
No one ever tampered with Meeropol's words. But Arthur Herzog, who wrote another famous song often misattributed to Holiday-"God Bless the Child"-claimed that an arranger, Danny Mendelsohn, was really responsible for the final sound.
One story has it that Holiday's mother objected when she began singing "Strange Fruit." "Why are you sticking your neck out?" she asked.
"Because it might make things better," Holiday replied.
"But you' U be dead," her mother insisted.
"Yeah, but I'll feel it. I'll know it in my grave.
Josephson, who called the song "agitprop," decreed elaborate stage directions for each performance of "Strange Fruit." Holiday was to close each of her three nightly sets with it. Before she began, all service was to cease. Waiters, cashiers, busboys-all were immobilized. The room went completely dark, save for a pin spot on Holiday's face. No matter how thunderous the ovation, she was never to return for a bow. "My instruction was walk on, period," Josephson later said. "People had to remember 'Strange Fruit,' get their insides burned with it." But as Heywood Hale Broun, the longtime CBS newsman, remembered it, Holiday sang "Strange Fruit" in the middle of the set, following it up quickly with something light in order to cut the tension. "After we'd oohed and aahed in our kind of liberal way, the band would hit a sharp chord and then go into 'Them There Eyes,"' Broun said.
She came out [of Café Society]. She was screaming, "Renie, I tried to kill him, I tried to kill him, I tried to ... " And she told me then that there was this fella - a white man from Georgia, you know, one of those Georgia crackers - who was sitting ringside and drinking, and Lady was doing "Strange Fruit." And when Lady was on her way out of the club, he yelled, "Come here, Billie." She went, thinking he wanted to buy her a drink, but he said, "I want to show you some strange fruit, " and ... well, he made this very obscene picture on his napkin, and the way he had it, honey, it was awful! And she picked up the chair and hit him on the head, and before it was over, she showed him, honey, because she went crazy. I mean that she was sweeping up the floor with this man, honey, and they said the owner and bouncer at Café Society said, "Go on, Lady. We'll take care of him," and they threw him out right on his ears.
-Songwriter Irene Wilson, 1971.
To many, "Black and Blue," immortalized by Louis Armstrong, with lyrics written in 1929 by Andy Razaf, was the first black protest song aimed at a largely white audience. White songwriters approached civil rights tentatively; Irving Berlin referred obliquely to lynching in "Supper Time" (a song Ethel Waters made famous), but before Meeropol and Holiday came along, no one had ever confronted the subject so directly.
Reactions varied. Variety conceded that "Strange Fruit" had "an undefined appeal" but called it "basically a depressing piece." Some patrons voted with their feet. "Lots of people walked out on the song because they said 'we don't call this entertainment,'" Josephson told Linda Kuehl for a never completed biography of Holiday. "I remember a time a woman followed Billie into the powder room. Billie was wearing a strapless gown and she tried to brush the woman off. The woman became hysterical with tears - 'Don't you sing that song again! Don't you dare!'-she screamed and ripped Billie's [gown]." It turned out that as a young girl the woman had seen "a black man tied by the throat to the back fender of a car, dragged through the streets, hung up, and burned," recalled Josephson. She'd thought she'd come to Café Society for a good time, not to relive a childhood nightmare.
More often than not, though, people began requesting the song, and it became part of Holiday's routine, even though it made her sick to perform it. "I have to sing it," she once said. "'Fruit' goes a long way in telling how they mistreat Negroes down South."
Soon, Café Society began advertising not just Holiday - referred to in press accounts as the "buxom, colored songstress" or the "sepian songstress"-but the song itself. HAVE YOU HEARD? "STRANGE FRUIT GROWING ON SOUTHERN TREES" SUNG BY BILLIE HOLIDAY, an advertisement in The New Yorker asked in March 1939.
But Columbia records, apparently fearful of antagonizing southern customers, wanted no part of recording the song. So Holiday persuaded Milt Gabler, an entrepreneur who'd started Commodore Records, a small company run out of a music store on West 52nd Street, to do it instead.
On April 20, 1939, Holiday and the musicians - Sonny White on piano, Frankie Newton on trumpet, Tab Smith on alto sax, Kenneth Hollon and Stan Payne on tenor sax, Jimmy McLin on guitar, John Williams on bass, Eddie Dougherty on drums - made what was to become the first and most famous. recording of "Strange Fruit." At a dollar apiece, Commodore's 10-inch records went for three times the going rate. Concerned that customers would feel shortchanged by too brief a cut, Gabler had White improvise his now familiar, haunting overture; given "Strange Fruit's" dramatic close, one could hardly tack on anything at the end.
One day last winter, Gabler, now 87 years old, played "Strange Fruit" for me at his home in New Rochelle, New York. He fetched an antique LP from his archive, then laid it down with shaky hands on an ancient turntable. Amid the scratches and static emerged Billie Holiday's utterly distinctive sound. Here, she is grim and purposeful, yet still with a lovely lightness to her. There is no weepiness, nor histrionics. Her elocution is superb, with a hint of a southern accent; her tone is somehow languorous but unflinching, raw yet smooth, youthful yet worldly. The overt editorializing is minimal, and the sentiment isn't grief so much as contempt, as she spits out references to southern gallantry and the aroma of the magnolias. But the intensity mounts until the last word of the song: "crop." She sings it on a strangely unresolved note, dangling it back and forth like the dead black man swinging on the branch.
Gabler says he gave Holiday $500 for the four songs she recorded that day ("Fine and Mellow" among them), and $1,000 later. How much she eventually earned he could not say. "We used to give her cash, especially when she was in trouble, right out of the cash register in the store. We never really kept a record of it."
One of the saxophonists, Kenneth Hollon, later said the record sold 10,000 copies in its first week. Meeropol, who had failed to copyright the song, learned it had been recorded only when a friend brought him a copy. He ultimately got standard royalties: two cents per record, one for the words, another for the music. At least initially, Meeropol collected more grief from "Strange Fruit" than receipts. During a 1940 state probe of Communist 11subversion" in New York's public schools, he was asked whether the Communist Party had ever paid him for the song or if he'd donated the proceeds to the party. But the pennies mounted: according to
Bob Golden of Carlin America, the longtime publishers of "Strange Fruit," the Meeropols, father and sons, eventually earned more than $300,000 from it.
This is about a phonograph record which has obsessed me for two days. It is called "Strange Fruit" and it will, even after the tenth hearing, make you blink and hold to your chair. Even now, as I think of it, the short hair on the back of my neck tightens and I want to hit somebody. I know who, too.
-Samuel Grafton, the New York Post, October 1939.
Strange Fruit" made it to No. 16 on the charts in July 1939 and was widely publicized. The New Masses called it "the first successful attempt of white men to write blues." In a piece entitled "Strange Record," Time described "Strange Fruit" as "a prime piece of musical propaganda" for the N.A.A.C.P, and printed the first verse of "Allan's grim and gripping lyrics." ("Billie Holiday is a roly - poly young colored woman with a hump in her voice," the article began. "She does not care enough about her figure to watch her diet, but she loves to sing.") But surely the most extravagant praise came from Samuel Grafton, a columnist for the New York Post. "If the anger of the exploited ever mounts high enough in the South, it now has its Marseillaise," he wrote.
Proponents of federal anti-lynching legislation urged that copies of the song be sent to Congress. Within a few years "Strange Fruit" became the title of Lillian Smith's famous 1944 anti-segregation novel. Holiday's claim that Smith, a southerner herself, told her the song had inspired her to write her novel is fanciful. But Smith acknowledged "Lewis Allan" on the title page, and went to Café Society once to hear Holiday sing. (Holiday seemed stoned to Smith when she visited her backstage.)
Jazz purists never liked "Strange Fruit," nor what they thought it did to Holiday. "Perhaps I expected too much of 'Strange Fruit,' the ballyhooed ... tune which, via gory wordage and hardly any melody, expounds an anti-lynching campaign," a Down Beat critic wrote. "At least I'm sure it's not for Billie." More famously, John Hammond, who had discovered Holiday as a teenager and produced her records at Columbia, called the song "the beginning of the end for Billie" and "artistically the worst thing that ever happened to her." To him, Holiday had simply gone too serious. "The more conscious she was of her style, the more mannered she became," he later said. By taking herself so seriously, she suffered artistically and lost her sparkle. Holiday, he lamented, had become the darling of left-wing intellectuals and homosexuals; fortunately, whites had never caught on to Bessie Smith in the same way.
After performing at Café Society for two years, Holiday left. (Hounded by the Red-baiting of J. Edgar Hoover and his covey of favored columnists, Josephson was essentially forced to sell his clubs in 1949.) Some other New York clubs refused to let Holiday sing the song, prompting her to specify by contract that she could perform it if she chose. That didn't guarantee anything. A patron at Jimmy Ryans on West 52nd Street once requested it, only to see Holiday come back afterward almost in tears. "Did you hear that bar-tender ringing the cash register all through?" she asked him. "He always does that when I sing."
"Strange Fruit" has "a way of separating the straight people from the squares and cripples," Holiday's autobiography states. She recalled the time a woman in Los Angeles asked her to sing "that sexy song" she was so famous for-"you know, the one about the naked bodies swinging in the trees." (She refused.) Another time, at a club outside Los Angeles (where Lana Turner regularly asked her to perform it), a young white man hurled racial epithets at her. "After two shows of this I was ready to quit," she later recalled. "I knew if I didn't the third time round I might bounce something off that cracker and land in some San Fernando ranch-type jail." Instead, Bob Hope, who was at the club with Judy Garland, badgered the heckler until he left.
In interviews, Holiday said that whenever she performed "Strange Fruit" in the South there was trouble. She told one newspaper that she was driven out of Mobile, Alabama, for trying to sing it. In fact, Holiday made few southern tours, and there's little evidence that she sang "Strange Fruit" when she did. Stories of jukeboxes carrying "Strange Fruit" down South being smashed seem fanciful, if only because Commodore Records probably didn't circulate that far.
Claims that the song was banned from the radio are equally hard to document, but not hard to believe; radio stations played few records then, and rarely anything controversial. "WNEW [in New York] has been trying to get up the courage to allow Billie Holiday, singing at Caf6 Society, to render the anti-lynching song - 'Strange Fruit Growing on the Trees Down South' - on one of the night spot's regular broadcasts," the New York Post reported in November 1939. "Station turned thumbs down a week ago, but approved the number for last night's airing. Then it said 'no' again, but has agreed to let Billie sing it tonight at 1 o'clock." (According to one published report, the song was also banned from the BBC.)
Albert Murray, the eminent historian of the blues, calls "Strange Fruit" a "do good" hit, one that resonated far more with white liberals than with blacks. But Holiday sang the song for black audiences, including several performances at the Apollo Theatre in Harlem. Jack Schiffman, whose family ran the Apollo, says his father did not want Holiday to do so, fearing disturbances. But in his memoirs Schiffman described what happened when she did. "When she wrenched the final words from her lips, there was not a soul in that audience, black or white, who did not feel half strangled," he wrote. "A moment of oppressively heavy silence followed, and then a kind of rustling sound I had never heard before. It was the sound of almost two thousand people sighing."
She would get herself together to do that one. The others were kind of natural tunes, and she would spin them off the way she talked. This one was special. She had to do preparation for this one.
-Pianist Mal Waldron.
Until the end of Holiday's life, "Strange Fruit" remained a fixture in her performances, and wherever, whenever she sang it, it was an event. With every indignity she suffered, her passion for it seemed to grow; a racial snub she'd just suffered at a St. Louis nightclub, The New York Amsterdam News reported in 1944, explained why she sang the song "with so much fervor and smoldering hatred in her eyes." Actress Billie Allen-Henderson recalled how the maitre d' at New York's Birdland actually confiscated all cigarettes before Holiday began. "I was trying to be sophisticated and all of a sudden something stabs me in the solar plexus and I was gasping for air," Henderson said. "It was so deeply felt. She was... 'unrelenting' is a good word for it. I thought, That's what art can do." Dempsey J. Travis, a former jazz musician and author of several books, heard a decrepit, dissipated Holiday sing it several times on Chicago's South Side. "The words told the story, but her face never reflected any emotion," he said. "You listened to every word; it was like watching water drop slowly from a faucet.... It was as if she was singing 'Ave Maria' or 'Amazing Grace.'"
Holiday performed "Strange Fruit" on a European tour in 1954; that may have inspired a Parisian named Henri-Jacques Dupuy to translate it into French. But "Strange Fruit" proved just as unsettling abroad. "With all the troubles the French are currently having with coloured people in Indochina and North Africa, I do not think it will be possible to get a major recording of Mr. Dupuy's version," Rudi Révil, a French song publisher, wrote Meeropol.
Holiday's "autobiography," with all of its mistakes, appeared in 1956. Meeropol, while conceding that her tragic life may have led to some "lapses into fancy," claimed he won a pledge from the publisher, Doubleday, to delete all misinformation about "Strange Fruit" from subsequent editions of the book. (They nonetheless live on in the most recent paperback edition, published by Penguin in 1992.) One can only imagine how Meeropol reacted to the movie Lady Sings the Blues, for its fictions were far more egregious than anything Holiday ever cooked up. The film shows Diana Ross as Holiday encountering a lynching while touring the South; stricken by what she sees, she adopts a laserlike, knowing look-the look, presumably, of lyrics taking shape. The chords of "Strange Fruit" then sound, and Ross sings a bowdlerized version of the song, shorn of all of its most powerful images. The filmmakers paid $4,500 for the right to rape the lyrics.
Meeropol developed Alzheimer's disease in the late 1970s; his elder son played "Strange Fruit" for him in the nursing home, and when the record got too scratchy, he sang it to him. Even after the old man stopped recognizing anyone, he seemed to recognize it, and perked up when he did. When Meeropol died in 1986, it was sung at the memorial service.
In The Heart of a Woman, Maya Angelou recounts how, during a visit to Los Angeles in 1958, in a hoarse and raspy voice, Holiday sang "Strange Fruit" as a bedtime song for her son, Guy. "What's a pastoral scene, Miss Holiday?" the young boy interjected.
"Billie looked up slowly and studied Guy for a second," Angelou writes. "Her face became cruel, and when she spoke her voice was scornful. 'It means when the crackers are killing the niggers. It means when they take a little nigger like you and snatch off his nuts and shove them down his goddam throat. That's what it means.... That's what they do. That's a goddam pastoral scene."'
Within a year, Holiday was dead. To some, the song remained uniquely hers. "Frankly, I don't think anybody but Billie should do it," said Dan Morgenstern, director of the Institute of Jazz Studies at Rutgers. "I don't think anybody can improve on it." But the song's power and appeal to a younger generation of performers only grew with the civil-rights movement, and as lynching became a metaphor for the American black experience rather than a direct threat.
Abbey Lincoln, who tackled "Strange Fruit" on her 1987 album, Abbey Sings Billie, said she had no trouble singing the song. Slavery's over and so is lynching, she said; her goal was not to dwell on black victimhood but to pay homage to Holiday herself. For Cassandra Wilson and Dee Dee Bridgewater, however, "Strange Fruit" has proved considerably more difficult.
Wilson, Down Beat's "Female Vocalist of the Year" two years ago, said that when she first heard "Strange Fruit," in her native Jackson, Mississippi, in the late 1970s, it "made my skin crawl." Many years had to pass before she felt she had the wisdom, the experience, and the courage to perform it. "That was a song that I always felt I had to get to," she said. One approaches it, she said, not by trying to outdo or enhance Holiday-a fool's errand by any definition-but by stripping the song bare. Holiday sometimes performed "Strange Fruit" almost punitively, to chastise an inattentive or unappreciative audience. Wilson, by contrast, said that because the song is so emotionally taxing for her she does it to reward audiences with whom she has established a special rapport.
Like Wilson, Dee Dee Bridgewater, whose album Dear Ella won two Grammy's this year, first heard "Strange Fruit" while in her 20s. She, too, was profoundly moved by it; she, too, balked at singing it herself. But when she portrayed Holiday in a one-woman show in the mid-1980s, she had no choice. She subsequently included "Strange Fruit" in her concert repertoire, but only when she felt she had a sufficiently sensitive pianist-namely, a blind Dutchman named Bert van den Brink-accompanying her. Together, they performed it eight or nine times, always in Europe. Often, she cried as she sang it; sometimes, she choked on the ending. At least once, she couldn't finish.
Then there was Bridgewater's performance in Turin, Italy. "There was just dead silence, then this amazing roar," she recalled. "In that deadness, I just broke down. I was sobbing. I had to leave the stage." Shortly after that, she decided never to sing it again. "I just can't do it anymore," she said. "I just don't want to go there."
By: DAVID MARGOLIK, as published in Vanity Fair - September 1998
Publicado por morfeu às 11:50 AM | Comentários (1)
maio 05, 2005
Vamos lá todos fadar....sem confusão, assunto sério...
...a não perder....passo obviamente a publicidade....
Publicado por morfeu às 06:34 PM | Comentários (5)
abril 27, 2005
Voce di Corsica, "Domine"...

Publicado por morfeu às 06:31 PM | Comentários (2)
abril 16, 2005
Beethoven...sugiro
PÚBLICO - EDIÇÃO IMPRESSA - MIL FOLHAS
Director: José Manuel Fernandes
Directores-adjuntos: Nuno Pacheco e Manuel Carvalho
POL nº 5500 | Sábado, 16 de Abril de 2005
Um ícone da cultura ocidental
Teresa Cascudo
"Já tinha observado o facto de que, para a maioria das pessoas, o nome de Beethoven era suficiente para poder julgar tudo numa obra, para concluir se era belo e perfeito, ou medíocre e mau. Um dia, cansado de tocar de memória, comecei a tocar uma marcha tal como me veio à cabeça. Uma velha condessa ficou em êxtase de admiração, porque imaginou que se tratava de uma nova peça que ele tinha escrito. Só para me divertir, assegurei-lhe logo que assim era." A diversão de Ferdinand Ries, o narrador deste episódio ocorrido em 1803, foi até à entrada de Beethoven na sala onde ele e a condessa se encontravam e prolongou-se enquanto escutou a venerável senhora tecendo os mais "extravagantes panegíricos ao génio" do seu mestre. Mais tarde, o próprio Beethoven comentou a cena à sua maneira: "Está a ver, meu caro Ries? Assim são os grandes conhecedores. Dê-lhes o nome do seu favorito: apenas precisam disso."
Este é apenas um dos muitos episódios da época que ilustram bem como, a partir de 1800, a fama de Beethoven começou a sobrepor-se à sua própria música, dando início ao processo de construção de um dos ícones culturais mais duradoiros e difundidos dos últimos dois séculos. O compositor encarna um tipo de imagem idealizada do criador musical, e, ao mesmo tempo, ele e a sua obra, transcendendo a sua individualidade, foram transformados em símbolos das aspirações - incluindo as políticas (ver artigo) - de sucessivas gerações. O que não costuma ser referido é que Beethoven foi inicialmente promovido pela elite aristocrática vienense, que procurou de forma consciente através do seu mecenato a perpetuação, por vias simbólicas, do poder e do prestígio ameaçados naquela época. A combinação do extraordinário talento musical do compositor com a vontade de distinção cultural dos seus protectores criou a base sobre a qual se construiu o seu génio.
Beethoven, um mito para a história da música
Ao longo dos séculos XIX e XX, a monumentalidade de Beethoven foi sendo legitimada através da musicologia e, por sua vez, a complexidade encontrada na sua música legitimou o próprio discurso musicológico, cujas raízes datam da época do compositor. É aceite que existe aquilo que poderíamos denominar uma mitologia beethoveniana que constitui o cerne da própria história da música ocidental. O seu carácter pessoal - descrito pelos seus contemporâneos com palavras como rude, de modos desastrados, acutilante, irascível, contraditório, orgulhoso, indómito - foi-se tornando cada vez mais excêntrico e isolado, sobretudo a partir do agravamento da sua surdez. Em simultâneo, o seu percurso criativo foi desenvolvendo um caminho individual, sem precedentes na história da música. Um dos seus mais importantes mecenas em Bona, o conde Ferdinand Ernst von Waldstein (a quem é dedicada a Sonata op. 53, conhecida pelo seu nome), afirmou que Beethoven foi a Viena para receber "o espírito de Mozart através das mãos de Haydn". Nós, hoje, podemos pensar que, sem Beethoven, a música erudita seria uma coisa completamente diferente daquilo que conhecemos.
A mútua dependência entre a musicologia e Beethoven teve diversos efeitos, entre os quais se conta o da diminuição dos modelos de compositor, e do próprio número de compositores que se consideravam dignos de ingressar no panteão entretanto criado pela história da música. Em 1972, coincidindo com o centenário do seu nascimento, numa monografia sobre a recepção de Beethoven, o musicólogo Hans Heinrich Eggebrecht chamou a atenção para a recorrência de determinados "tópicos" nos estudos publicados sobre o compositor desde o século XIX, entre os quais se destacam os seguintes: a união entre a vida e a obra, a necessidade do sofrimento e a ideia de "atemporalidade". A narrativa básica construída com base nestes elementos pode ser resumida desta maneira: a partir do sofrimento necessário, e através da vontade, atingiu-se a vitória.
A maior parte dos estudos sobre Beethoven baseia-se num esquema tripartido que corresponde a três fases cronológicas ou períodos. Esta divisão foi sugerida pela primeira vez em França, por um autor anónimo, em 1818. Foi usada em vários estudos publicados após a morte do compositor e é ainda actual, já que podemos encontrá-la, com variantes, nos estudos mais recentes sobre o compositor. Interessa reter a ideia de que essas três fases são habitualmente apresentadas como uma evolução necessária do estilo do compositor que o levou a ultrapassar os limites da inteligibilidade musical da sua época. A avaliação negativa inicial das derradeiras obras do compositor acabou por se transformar num elemento positivo: uma minoria, formada pela elite dos compositores europeus, entendeu essa última fase como a manifestação de uma espiritualidade progressivamente transcendente. A sombra de Beethoven, aliás, projectou-se sobre a obra dos seus sucessores, particularmente nos géneros de música instrumental.
Franz Liszt, por exemplo, pensava que a sua obra devia ser dividida apenas em duas fases: uma primeira fase "de juventude", na qual aceitou os modelos de compositores anteriores para a elaboração das suas obras, e uma segunda fase caracterizada pela invenção de novos meios de expressão que conduziram ao nascimento de um novo estilo musical. Por seu turno, Richard Wagner alimentou a ideia de que existia uma linhagem musical de eleitos, na qual ele próprio se incluía enquanto "verdadeiro" continuador do legado beethoveniano. A Nona Sinfonia, "o evangelho humano da arte do futuro", era na sua opinião a obra na qual a "música absoluta" tinha atingido os limites da sua capacidade expressiva. Wagner foi um dos autores que contribuiu para a associação entre a surdez de Beethoven e a complexidade das suas últimas composições, criando desta forma a imagem do titã que lutou contra a fatalidade, tanto na sua vida, como na sua obra.
O herói apaixonado
A questão fundamental, porém, não é tanto descrever quais são os atributos que, nos escritos sobre música, caracterizam a imagem do "herói" Beethoven, mas a discussão de quais são os elementos que representam musicalmente a sua "heroicidade". Em 1995, Scott Burham publicou, não sem certa polémica, o estudo intitulado "Beethoven Hero", onde, precisamente, deu conta, com argumentos inerentes às obras, das razões pelas quais a leitura heróica da música do compositor alemão é acertada. O seu estilo heróico, tal como está inscrito, por exemplo, na Quinta Sinfonia, tornou-se no paradigma da lógica da composição na música ocidental, delimitando inclusive a definição do próprio conceito de obra: fechada em si própria, auto-suficiente, concebida para se expandir no tempo, fazendo com que o seu desenvolvimento pareça ser indispensável para atingir um objectivo e para manipular o próprio processo de audição, envolvendo mais eficazmente o ouvinte.
Existe também uma versão melodramática do ícone Beethoven que oferece um retrato, por assim dizer, mais sentimental e, por isso, mais humanizado por via da sua ligação com a "amada imortal", uma figura feminina a quem o compositor escreveu uma apaixonada carta em 1812. O documento sobre o qual se construiu um dos mitos românticos beethovenianos mais difundidos foi encontrado após o seu falecimento, escondido na sua secretária junto de outros papéis de teor pessoal, pelo que se deduz que nunca chegou a ser enviada.
Durante décadas, lançaram-se nomes de diversas damas que poderiam ter sido o objecto do amor do compositor, entre os quais o da condessa Giuletta Guicciardi, a quem é dedicada a sonata "Ao Luar". Em 1972, Maynard Solomon, biógrafo do compositor, desvendou o secreto: a destinatária teria sido Antonie Brentano, à qual, por sua vez, foram dedicadas as "Variações Diabelli" para piano, uma das obras mais importantes do autor. Estudos posteriores, porém, têm discutido as suas conclusões que, apesar disso, são aceites na última biografia de referência do compositor, da autoria de Barry Cooper. O enigma dos desafortunados amores do músico tem interessado, como se pode ver, à musicologia, mas também ao cinema. O último exemplo disto é "Copying Beethoven", filme protagonizado por Ed Harris que está ainda em fase de produção, onde se inventa um Beethoven velho e obcecado, apaixonado pela bela copista da Nona Sinfonia. No século XXI, ainda há lugar para a criação de novos mitos a propósito do compositor.
Breve cronologia beethoveniana
1770
Nasce em Bona.
1778
Primeira apresentação pública.
1782
Primeira obra publicada.
1792
Chegada a Viena. Inicia os seus estudos com Haydn, que se prolongam até 1794.
1795
Primeira apresentação como instrumentista em Viena. Publicação dos Trios com piano op. 1.
1801
Primeira revelação da sua deficiência auditiva numa carta.
1803
Composição da "Sinfonia Eroica", que dois anos depois, em 1805, é apresentada no palácio do príncipe Lobkowitz e num concerto público.
1809
Publica a Quinta Sinfonia, escrita entre 1807 e 1808 e dedicada ao príncipe Lobkowitz e ao conde Rassumovsky.
1813
Primeiros concertos públicos em que foram apresentadas, com grande sucesso, a "Sinfonia da Batalha op. 91" e a Sétima Sinfonia.
1814
A ópera "Fidelio" é estreada na sua versão final. Assistem a uma das récitas alguns dos chefes de Estado que participaram no Congresso de Viena.
1818
Começa a utilizar os cadernos de conversação.
1819
Inicia a composição da "Missa Solemnis", dedicada ao seu aluno, o arquiduque Rodolfo.
1822
Primeiros esboços da Nona e da Décima sinfonias.
1824
Conclui a Nona Sinfonia, a qual é estreada no mês de Maio. Foi publicada em 1826.
1825
Apresentação do Quarteto op. 127, que teve uma negativa recepção da parte do público e dos músicos.
1827
Falece em Março. São publicados postumamente a "Missa Solemnis" e os quartetos op. 131, 132 e 135.
1828
Wagner assiste a uma interpretação da Sétima Sinfonia, que lembraria posteriormente em "Mein Leben" nos seguintes termos: "O efeito sobre mim foi indescritível. A isso deve-se acrescentar a impressão produzida sobre mim pelos traços de Beethoven, que vi nas litografias que circulavam em toda parte naquela época. Logo concebi uma imagem sua na minha mente como um ser sobrenatural, sublime e único."
Publicado por morfeu às 09:36 AM | Comentários (3)
abril 12, 2005
Vamos lá ter um brilhozinho nos olhos...faz sol...
Publicado por morfeu às 11:55 AM | Comentários (4)
março 12, 2005
Ai solidão, solidão..."are you lonesome tonight"...
Aos empenhados solitários da blogosfera...dedico
Publicado por morfeu às 12:17 AM | Comentários (3)
janeiro 26, 2005
Vivam as gaitas de fole...apelo
Através deste blogue, chegou-me o seguinte apelo que subscrevo e sugiro que quem com ele concordar o faça e divulgue: Estimadas/os
O governo cessou todos os apoios que dava há anos ao Centro de Música Tradicional Sons da Terra, instituição sem fins lucrativos que mais tem feito pela recuperação da música tradicional étnica portuguesa, nomeadamente a recuperação da Gaita de Foles, através seja da constituição de um assinalável acervo fonográfico, seja através da organização de mais internacional dos nossos festivais de música étnica, o Festival de Sendim.
O alerta chegou-me via Associação Gaita de Foles (GaitadeFoles.Net), onde nos endereçam para uma petição on-line dirigida ao Ministério da Cultura, à Câmara de Miranda, ao Instituto das Artes e à Delegação Regional de Cultura do Norte.
A petição está aqui -petição - pedindo-vos o apoio de divulgação junto dos vossos contactos.
Grato
Publicado por morfeu às 11:59 AM | Comentários (3)
janeiro 21, 2005
Deixo-vos com esta musiquinha pq."Crazy"...
Crazy
Patsy Cline
Crazy I'm crazy for feelin' so lonely.
I'm crazy, crazy for feelin' so blue.
I knew you'd love me as long as you wanted
and then some day you'd leave me for somebody new.
Worry, why do I let myself worry
wondering what in the world did I do.
Crazy for thinking that my love could hold you.
I'm crazy for trying
and crazy for for crying
and I'm crazy for loving you.
Worry, why do I let myself worry
wonderin' what in the world did I do.
Crazy for thinking that my love could hold you.
I'm crazy for trying
and crazy for for crying
and I'm crazy for loving you.
Publicado por morfeu às 11:30 PM | Comentários (2)
dezembro 22, 2004
Prendas de um Pai Natal afadistado...sugiro

Publicado por morfeu às 10:46 PM
dezembro 11, 2004
Mesmo com as mãos cortadas continuas tu Victor cantando...

Plegaria a un labrador
Levantate y mira la montaña
De donde viene el viento el sol y el agua
Tú que manejas el curso de los rios
Tú que sembraste el vuelo de tu alma
Levantate y mírate las manos
Para crecer estrechala a tu hermano
Juntos iremos unidos en la sangre
Hoy es el tiempo que puede ser mañana
Líbranos de aquel que nos domina en la miseria
Tráenos tu reino de justicia e igualdad
Sopla como el viento la flor de la quebrada
Limpia como el fuego el cañón de mi fusil
Hágase por fin tu voluntad aquí en la tierra
Danos tu fuerza y tu valor al combatir
Sopla como el viento la flor de la quebrada
Limpia como el fuego el cañón de mi fusil
Levantate y mírate las manos
Para crecer estréchala a tu hermano
Juntos iremos unidos en la sangre
Ahora y en la hora de nuestra amén
Amén, amén
Publicado por morfeu às 11:01 AM | Comentários (3)
novembro 24, 2004
The partisan...relembrando
Songs From A Room: The Partisan
written by Anna Marly / Hy Zaret
________________________________________
Intro: Gm
Bb D Gm
When they poured across the border
Bb D Gm
I was cautioned to surrender
Bb F
This I could not do
Eb Bb D Gm
I took my gun and vanished
Bb D Gm
I have changed my name so often
Bb D Gm
I've lost my wife and children
Bb F
But I have many friends
Eb Bb D Gm
And some of them are with me
Bb D Gm
An old woman gave us shelter
Bb D Gm
Kept us hidden in the garret
Bb F
Then the soldiers came
Eb Bb D Gm
She died without a whisper
Bb D Gm
There were three of us this morning
Bb D Gm
I'm the only one this evening
Bb F
But I must go on
Eb Bb D Gm
The frontiers are my prison
Bb D Gm
Oh, the wind, the wind is blowing
Bb D Gm
Through the graves the wind is blowing
Bb F
Freedom soon will come
Eb Bb D Gm
Then we'll come from the shadows
Bb D Gm
Les Allemands e'taient chez moi
Bb D Gm
Ils me dirent, "Signe toi"
Bb F
Mais je n'ai pas peur
Eb Bb D Gm
J'ai repris mon arme
Bb D Gm
J'ai change' cent fois de nom
Bb D Gm
J'ai perdu femme et enfants
Bb F
Mais j'ai tant d'amis
Eb Bb D Gm
J'ai la France entie're
Bb D Gm
Un vieil homme dans un grenier
Bb D Gm
Pour la nuit nous a cache'
Bb F
Les Allemands l'ont pris
Eb Bb D Gm
Il est mort sans surprise
Bb D Gm
Oh, the wind, the wind is blowing
Bb D Gm
Through the graves the wind is blowing
Bb F
Freedom soon will come
Eb Bb D Gm
Then we'll come from the shadows
Publicado por morfeu às 09:20 AM | Comentários (1)
outubro 20, 2004
Vincent...

Starry
starry night
paint your palette blue and grey
Starry
starry night
paint your palette blue and grey
look out on a summer's day
with eyes that know the
darkness in my soul.
Shadows on the hills
sketch the trees and the daffodils
catch the breeze and the winter chills
in colors on the snowy linen land.
And now I understand what you tried to say to me
how you suffered for your sanity
how you tried to set them free.
They would not listen
they did not know how
perhaps they'll listen now.
Starry
starry night
flaming flo'rs that brightly blaze
swirling clouds in violet haze reflect in
Vincent's eyes of China blue.
Colors changing hue
morning fields of amber grain
weathered faces lined in pain
are soothed beneath the artist's
loving hand.
And now I understand what you tried to say to me
how you suffered for your sanity
how you tried to set them free.
perhaps they'll listen now.
For they could not love you
but still your love was true
and when no hope was left in sight on that starry
starry night.
You took your life
as lovers often do;
But I could have told you
Vincent
this world was never
meant for one
as beautiful as you.
Starry
starry night
portraits hung in empty halls
frameless heads on nameless walls
with eyes
that watch the world and can't forget.
Like the stranger that you've met
the ragged men in ragged clothes
the silver thorn of bloddy rose
lie crushed and broken
on the virgin snow.
And now I think I know what you tried to say to me
how you suffered for your sanity
how you tried to set them free.
They would not listen
they're not
list'ning still
perhaps they never will.
Publicado por morfeu às 12:48 PM
outubro 15, 2004
Mas que ano... só com mais companhia...
Outside the rain begins and it may never end
So cry no more on the shore a dream
Will take us out to sea
Forever more forever more
Close your eyes and dream
And and you can be with me
'Neath the waves through the caves of hours
Long forgotten now
We're all alone we're all alone
Close the window calm the light
And it will be alright
No need to bother now
Let it out let it all begin
Learn how to pretend
Once a story's told
It can't help but grow old
Roses do lovers too
So cast your seasons to the wind
And hold me dear oh hold me dear
Close the window calm the light
And it will be alright
No need to bother now
Let it out let it all begin
All's forgotten now
We're all alone oh oh we're all alone
Close the window calm the light
And it will be alright
No need to bother now
Let it out let it all begin
All's forgotten now
We're all alone we're all alone
Let it out let it all begin
Owe it to the wind my love
...esta música da rita coolidge,ajudou-me a reflectir a passagem de ano, e, dizer-me que "só" mas com mais companhia...
http://www.sonhosdelismidis.hpg.ig.com.br/Internacionais/internac-letra-R/rita_coolidge_we_re_all_alone.mid
Publicado por morfeu às 11:44 PM | Comentários (1)
outubro 09, 2004
Nem só de palavras vive o Homem...

http://www.sonhosdelismidis.hpg.ig.com.br/Internacionais/internac-letra-P/paco_de_lucia_&_al_di_meola_&_john_mclaughlin_espiritu.mid"
Publicado por morfeu às 09:36 PM
outubro 07, 2004
Do exercício da Amizade...
Nascendo biologicamente egoístas, colocamos nos nossos horizontes, se a educação o permitir e estimular, a alteração equilibrada desse egoísmo. Um desses horizontes é a amizade!
Para mim a própria palavra é desde logo belíssima…porém essa é a forma para a qual teremos de exercitar um conteúdo: que nunca estará estabelecido e revelar-se-á sempre exigente se porfiarmos nesse labor.
Hoje, como também noutras ocasiões, recebi a oferta desse exercício…
Quando, na amabilidade das vossas visitas, encontrarem algumas sonoridades, estas resultam não só da minha porfia, como principalmente de porfias outras, seja, da simples e amável ajuda. Poderia dizer o nome ou nomes…não o faço porque sinto para mim, que o horizonte da amizade fica, assim, mais puro…fá-lo-ei pessoalmente.
Muitas razões e motivos fazem com que escreva ou esteja na blogosfera…uma das maiores será a Amizade….
Morfeu
www.sonhosdelismidis.hpg.ig.com.br/Internacionais/internac-letra-S/sarah_brightman_ave_maria.mid"
Publicado por morfeu às 03:10 PM | Comentários (3)
outubro 06, 2004
Foi Deus...

Não sei, não sabe ninguém
Por que canto o Fado
Neste tom magoado
De dor e de pranto
E neste tormento
Todo o sofrimento
Eu sinto que a alma
Cá dentro se acalma
Nos versos que canto
Foi Deus
Que deu luz aos olhos
Perfumou as rosas
Deu oiro ao sol
E prata ao luar
Foi Deus que me pôs no peito
Um rosário de penas
Que vou desfiando
E choro a cantar
E pôs as estrelas no céu
E fez o espaço sem fim
Deu o luto às andorinhas
Ai, e deu-me esta voz a mim
Se canto
Não sei o que canto
Misto de ventura
Saudade ternura
E talvez amor
Mas sei que cantando
Sinto o mesmo quando
Se tem um desgosto
E o pranto no rosto
Nos deixa melhor
Foi Deus
Que deu voz ao vento
Luz ao firmamento
E deu o azul às ondas do mar
Foi Deus
Que me pôs no peito
Um rosário de penas
Que vou desfiando
E choro a cantar
Fez poeta o rouxinol
Pôs no campo o alecrim
Deu as flores à primavera
Ai, e deu-me esta voz a mim.
Alberto Janes
Publicado por morfeu às 12:29 AM | Comentários (7)
outubro 04, 2004
Bob Dylan conta-se...
Quando, no Outono de 1961, um jovem cantor de folk quase recém-chegado a Nova Iorque começou a fazer notar o seu nome, Bob Dylan, para trás tinha já ficado a identidade do discreto rapaz do Minnesota - Robert Allan Zimmerman (n. Duluth, 1941). Não é que ele não sonhasse continuar a ter uma vida normal, mas os fãs começavam a não o deixar em paz, e a tentar mesmo entrar na sua casa pelo telhado. A partir daí, a sua vida não mais conseguiu fugir à notoriedade. Mesmo que ele insistisse em não querer ser porta-voz dos "hippies" ou de qualquer movimento geracional. "Ninguém gosta de ser definido por aquilo que os outros pensam", disse
Por CÁTIA FELÍCIO
Segunda-feira, 04 de Outubro de 2004
Publicado por morfeu às 11:24 AM | Comentários (1)
setembro 15, 2004
Simplesmente um moinho numa ilha...

Moinho na Ilha do Pico: Foto de Pedro Piedade
Já marquei passagem vital para nele lançar uma amarra...
Assim,poderei olhar coisas simples e evidentes e belas por isso mesmo...
Subirei os simpáticos e elegantes degraus, um a um em cada um pararei...
...vou assim olhar e construir um horizonte progressivo, que a cada movimento se transforma...
...
Farei sinais com os braços estendidos para outros farois-moinhos...
As velas accionalas-ei com adeuses circulares,sentirei o redemoinho eólico refrescando em carmim a face...
...
E, como irá chover, dentro escutarei os martelinhos caoticos das gotas
que sinfoniam para mim...
Eu que estarei apenas embrulhado numa qualquer espécie de alma despojada...
Eu que não precisarei de muito mais para descansar neste moinho, neste farol...
Acompanhado de céu e mar e vento e ar, sorrirei dizendo adeus a outros moinhos.....
(Dedicado ao meu amigo Pedro que tem tido a sensibilidade de ver por mim outras coisas e seres e almas...)
Publicado por morfeu às 11:41 PM
setembro 11, 2004
Imagine...
Publicado por morfeu às 09:25 PM | Comentários (2)
julho 30, 2004
Malhoa, pintor do Fado

Na continuação da entrada anterior, achei interessante reforçá-la com esta notícia da "Guitarra de Portugal" acerca da morte de Malhoa...o texto é interessantíssimo sobre o ponto de vista literário e não só...resta saber se é susceptível de uma leitura fácil...
Morfeu
Uma destas manhãs, manhã fria em que o Outono prenunciava a caída da neve do céu em cristalinos farrapos, prestes a gelarem as fontes- fontes de luz divina que alumiam os poetas da tela e os paisagistas da trova - finou-se, numa aldeia recôndita de Portugal, o grande pintor José Malhôa, glória das artes plásticas do nosso País, neste último quinquagénio.
E foi, justamente, na altura em que o sol é mais frio, que o vento, cansado de errar pelos montes e vales, dorido dos ferimentos adquiridos, na sua peregrinação pelos picos aguçados dos montes e pelos esgalhos das árvores nuas, que Malhôa - o pintor das luminosidades, das tarde de sol campesinas e do claro-escuro dos interiores de aldeia - desapareceu da tela da vida...
Olhai esse monumento plástico, com o título «O Fado»...
O Fado!...
Fatalismo da raça que nos arrastou a aventuras e derrotas, como a de Álcácer-Quibir?
Mentira!
Falta de conhecimento das realidades históricas!
A «Adelaide da Facada» e o fadista «Amâncio», figuras que serviram de modêlo ao pintor nacional, não representam...a máxima encarnação dos costumes portugueses.
Foca-se ali - no fado - uma das várias modalidades do folclore nacional. Um homem que dedilha a sua canção predilecta, a amásia que escuta embevecida os acordes maviosos da guitarra, e as tiradas, mais ou menos plangentes do seu homem.
Quantas galdranas que presumem de senhoras sérias, casadas umas, solteiras muitas, divorciadas bastantes, e neutras outras, dariam tudo, - até aquilo que convencionaram chamar pudôr - para figurar num quadro de Malhôa, completamente nuas, junto do «macho» - o seu último «beguin» - para assim se imortalizarem, que mais não fosse na tela, ao contrário do que sucedeu, com a «Adelaide» e com o «Amâncio»
(...)
Publicado por morfeu às 12:30 PM | Comentários (1)
julho 29, 2004
Fado Malhoa

Inquestionavelmente que a imagem mais divulgada do Fado é o quadro de José Malhoa (1855-1933), com esse título. Concluído em 1910, terá sido em larga medida inspirado pelo ambiente da tela que o pintor levara a Paris - 1907 - com o título "Os Bêbados"...
Malhoa terá feito numerosas visitas ao bairro da Mouraria para encontrar modelos...Terá sido nessas deambulações que alguém indicou para modelo masculino um rufião conhecido,de nome Amâncio, frequentador habitual da «Ginginha» do Rossio e conhecido pela sua destreza com a guitarra e com a navalha. Chegado à fala com Amâncio, coube a este sugerir para a figura feminina uma sua «protegida», de nome Adelaide «da facada» assim conhecida por apresentar na face esquerda uma profunda cicatriz fruto de sangrenta zaragata.(...)a execução do quadro foi ainda recheada de incidentes.Amâncio revelou-se possuidor de doentios ciúmes, pregando enormes sovas à sua companheira mal terminadas as sessões por entender ser ela excessivamente atenta com o artista...
(...)Além dos modelos, Malhoa foi meticuloso no ambiente que recriou, quase nada faltando do imaginário habitualmente atribuído ao fado:uma estampa do Senhor dos Passos, de túnica roxa e cruz às costas, um mangerico, um leque, um par de bandarilhas e, claro, a guitarra.(...)
In:"Histórias do Fado"Ed.Ediclube
Publicado por morfeu às 09:20 PM | Comentários (3)
Do Fado do Público ao público do Fado...sugiro
Publicado por morfeu às 10:35 AM | Comentários (2)
julho 27, 2004
Luiz Goes

Publicado por morfeu às 06:00 PM | Comentários (1)
Fado...Fatum

Edição do Jornal Público

"Atenas produziu a escultura, Roma fêz o Direito. Paris inventou a Revolução, a Alemanha achou o misticismo. Lisboa que criou? O Fado…Fatum era um deus no Olimpo; nestes bairros é uma comédia. Tem uma orquestra de guitarras e uma iluminação de cigarros. Está mobilada com uma enxerga. A cena final é no hospital. E na enxovia. O pano de fundo é uma mortalha."
(Eça de Queiroz, Gazeta de Portugal,1867 – lido em o Fado do Público, Testemunhos, nº10)
Ps.Esclareço que não me identifico à partida com o texto transcrito...apenas o achei interessante para nos abrir o apetite pela compreensão desse fenémeno português que é o Fado...a continuar...
Publicado por morfeu às 11:46 AM | Comentários (4)
julho 24, 2004
Venho dizer-te até logo, príncipe da guitarra...

Te seja tranquila a viagem
Para uma doce morada dos deuses
Lá
Voltarás a amar
Já livre do sofrimento…
Poderás percorrer a tua guitarra
Como se de terna e sensual mulher se tratasse…
Venho dizer-te, com alegria pela tua música
Carlos, até logo…toca o êxtase da Paz!
Publicado por morfeu às 03:05 PM | Comentários (3)
Acompanhar a Alma à Guitarra...
Já me tem acontecido fazer as pessoas chorar enquanto toco… e eu não compreendia isto, mas depois percebi que é a sonoridade da guitarra, mais do que a música que se toca, que emociona as pessoas.
Carlos Paredes

D´Alma
A alma é o que segura a gente. É a alma que suporta os nossos passos em contratempo, que respira lá por dentro do inventado, que guia até ao genuíno. A alma é a palavra acertada na imensidão de um acorde, a robustez escondida e comovente de uma voz apaziguada, a serenidade de cada movimento errante, perdido na dolorosa incerteza do olhar. A alma tem momentos de luz, relapsos de cor e uma música murmurada durante o sono que se liberta para entrar em peito que a aconchegue. Por fora, a alma parece quase nada, mas lá dentro está o mundo inteiro a sair devagar, desabrigado, caindo aos poucos em cada um dos nossos sentidos.
Carlos Paredes acompanhou a alma à guitarra. Deixou que a sua voz o levasse pela mão de um presente eterno, cheio de festa e melancolia, de saudade e profunda tristeza, de partidas sem regresso. Carlos Paredes deixou que a alma o levasse até ao ponto nenhum. Indefinido, lá longe, onde ninguém foi, a ver o tempo daquela “varanda mais distante”.
As mãos, o homem e a guitarra formam um mar sem tamanho, umas vezes revolto, outras pacificadas e muitas delas sem destino ou linha do horizonte. Um mar sem fim. «As pessoas gostam de me ouvir tocar guitarra, a coisa agrada-lhes e elas aderem. Não há mais nada».
E não há.
É por esse simples e interminável mar de desenganos e encantos que Guta de Carvalho navega. A deixar sair um pouco da voz interior que a lama lá deixou para sempre. Na sombra de um sorriso que trata o mundo por “meu amigo”, feito de paz e certeza, preparado para soltar a força colossal e a violência de um tempo sem tempo. As imagens de Guta de Carvalho devolvem-nos a silhueta desta alma que é marinheira, sonhadora, verdadeira, eterna. Uma alma de criança viajante que foi semeando no caminho as raízes de um país.
Paulo Santiago, 2004
In: “Arte para Carlos Paredes, Ed.Millenium bcp
Publicado por morfeu às 11:36 AM | Comentários (1)
julho 04, 2004
Estádio da Luz, Hoje, ruído de fundo...
Se todos fizermos este ruído de fundo, principalmente os que estão no estádio da luz, GANHAREMOS O EUROPEU....
Estádio da Luz, hoje, ruído de fundo
Publicado por morfeu às 12:47 PM | Comentários (6)
junho 30, 2004
Uma holandesa obrigou-me a dançar...
Uma holandesa obrigou-me a dançar
Publicado por morfeu às 10:42 PM | Comentários (1)
Tears and no rain...Honra aos vencidos e Parabéns Portugal!
Honra aos vencidos e Parabéns Portugal
Publicado por morfeu às 10:25 PM | Comentários (3)
junho 23, 2004
Quem se lembra do "Tango dos Barbudos"...p'rós anciãos da blogosfera...
...e boa noite... a aldeia já fechou...
Publicado por morfeu às 10:52 PM | Comentários (6)
junho 18, 2004
Relax...e boa noite...
...e boa noite!
Publicado por morfeu às 11:59 PM
junho 08, 2004
Seja corajoso e deixe-se embalar por esta doce violência...
doce e inebriante violência do sentir
Publicado por morfeu às 12:28 AM | Comentários (5)
junho 06, 2004
Amor é fogo que arde...versão J.Birkin/S.Gainsbourg
...Tá bonito isto tá...daqui a bocado a gente conversa....
Publicado por morfeu às 11:04 PM | Comentários (2)
Explode coração...
Mª Bethânia, canções, Explode coração...clicar
Esta é dedicada à minha Tulipa Negra...
Publicado por morfeu às 10:40 PM | Comentários (1)


























