fevereiro 25, 2009
Beleza e ancestralidade: Tribo de Omo.
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fevereiro 16, 2009
Beleza e sofrimento...

Nakita Olegole, 17 anos, tribo mursi, Etiópia. Quando ainda pequenas, fazem-se incisões no lábio inferior e nas orelhas, inserindo depois, discos de argila cada vez maiores...(In Marie Claire)
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janeiro 13, 2008
Da confissão "auricular" às "penas do Inferno".
Da minha antiga práctica religiosa, confesso que pequei um bocado ao confessar-me...principalmente quando o padre confessor queria saber "determinadas" coisas... mas como havia a absolvição final, a coisa compunha-se e vinha de alma lavada até ao primeiro pecadilho.
Bento Domingues, em mais uma das suas muito humanas e simultaneamente eruditas intervenções no jornal Público,
ajuda-nos a refectir sobre a questão.
O embaraço da confissão
Frei Bento Domingues O.P. - 20080113
No Ocidente, a maioria dos padres não manifesta grande pressa em "ouvir confissões"
1.Este é o título dado a um debate que terei de orientar amanhã, no Convento de S. Domingos, no programa das conferências mensais do Instituto São Tomás de Aquino (ISTA). Onde estará, porém, o embaraço, se, ainda não há muitos anos, o Catecismo da Igreja Católica e o Código de Direito Canónico, assim como as instruções de João Paulo II sobre O Sacramento da Penitência, foram tão desembaraçados a dizer o que é e como deve ser a "confissão auricular"?
O mal-estar vem de longe, reforçou-se com o Vaticano II e há quem tema e quem deseje que a confissão desapareça de vez. Entre nós, foi D. António Ferreira Gomes que, nas suas Cartas ao Papa, escreveu o que muitos pensavam e não diziam: "Factos são factos e o facto é que hoje, em grande escala, pequenos e grandes fogem do confessionário, sendo essa a maior causa da "descrença" de muitos que intimamente aceitam Cristo e o Evangelho."
Segundo o historiador J. Delumeau (1), todas as cronologias destinadas aos alunos do ensino secundário deveriam dar um grande relevo à decisão do IV Concílio de Latrão (1215) que tornou a confissão anual obrigatória. Esta norma modificou a vida religiosa e psicológica dos homens e das mulheres do Ocidente e pesou espantosamente nas mentalidades, até à Reforma nos países protestantes e até ao século XX nos que permaneceram católicos.
Como observa o monge beneditino Philippe Rouillard, professor de Teologia dos Sacramentos e da Liturgia, em muitas igrejas, os confessionários já só têm um valor de vestígio, se não foram comprados por antiquários para os transformar noutra coisa. V. Gómez Mier descreveu um desejado Adiós al Confesionario. Sem se poder generalizar, a verdade é que, no Ocidente, a maioria dos padres não manifesta grande pressa em "ouvir confissões", são cada vez menos os fiéis que pedem para "se confessar" e a maior parte dos que participam na missa de domingo avança para a Comunhão sem recorrer a esse ritual.
2.Apesar de todo este mal-estar, o citado Ph. Rouillard observa que, salvo no círculo muito restrito dos especialistas da liturgia, a confissão não provocou muitas investigações. Os historiadores que se poderiam interessar pelo assunto são católicos e não se sentiriam muito à vontade para abordar uma questão que os incomoda. Os confessores nunca poderiam dar qualquer informação por razões de absoluto sigilo (2). No entanto, não estamos completamente às escuras acerca da história da confissão. Além de estudos parciais, da "História" de C. Vogel sobre o pecador e a penitência na Igreja antiga e na Idade Média e da obra muito conhecida de J. Delumeau, um grupo de investigadores reuniu-se, durante 25 anos, para nos oferecer excelentes versões das "Práticas da confissão", desde os Padres do Deserto (IV-V) até ao Vaticano II.
Em face da contestação protestante, o Concílio de Trento (1545-1563) procurou fazer do sacramento da penitência o sustentáculo de toda a vida cristã. Se isto teve um grande êxito em muitos casos, acabou por minimizar a importância da Eucaristia e de alterar o seu verdadeiro sentido. A hostilidade que gerou, a partir do século XVIII, coincide com a afirmação progressiva dos direitos humanos e da autonomia da consciência, na qual ninguém pode mandar.
No século XX, a Congregação dos Sacramentos decidiu em 1910, por decreto, a idade do "uso da razão" - por volta dos 7 anos - para aceder à Primeira Comunhão eucarística, precedida de confissão.
As ameaças com as penas do inferno para quem não confessava os pecados mortais, incluindo, então, as crianças e os adolescentes, foi talvez um dos maiores desastres da pastoral da Igreja em toda a sua história. Não vale a pena perder muito tempo com esse detestável passado inquisitorial.
3.Não posso explicitar nem justificar, de modo adequado, uma perspectiva que entende o caminho cristão como uma conversão permanente, celebrada no Baptismo é retomada em todas as celebrações da Eucaristia.
As orientações na evangelização e na pastoral devem ter em conta a diversidade cultural, a promoção dos direitos humanos e o respeito pela consciência inviolável de cada um. No campo propriamente sacramental, é preciso, antes de mais, respeitar a sua hierarquia. Se a porta é o Baptismo, o mais importante dos sacramentos é a Eucaristia, que é também o grande sacramento da confissão dos pecados, da misericórdia e do perdão de Deus. Esta dimensão, iluminada pela proclamação da palavra do Evangelho, percorre toda a missa. Quando não se ajuda a perceber isto, arruina-se o que se pretende salvar com a "confissão auricular".
Certas práticas da confissão não foram apenas grandes crimes do ponto de vista cristão, foram também uma constante e infame desvalorização da Eucaristia como sacramento do perdão.
A Igreja viveu cerca de 12 séculos sem a norma da confissão auricular e Santo Agostinho nunca se confessou.
(1) L"Aveu et le Pardon: les difficultés de confession, XIII-XVIII siècle, Paris Fayard, 1990, pp. 13-14.
(2) Philippe Rouillard, História da penitência - Das origens aos nossos dias, Paulus, São Paulo, 1999.
Publicado por morfeu às 09:52 AM | Comentários (6) | TrackBack
outubro 23, 2007
Não me calo nem aceito...
Impressionou-me, escandalizou-me, ou-me tanto que nem sei o que diga. Tanto quanto se fora uma tipa com a zona púbica em exposição intencional, "negligée, como agora se vê, desde a jovem estudante em sala de aula até à esposa-família dedicada...assim, não aceito e verbero todo o fundamentalismo e o falso pudor cultural que empana seres humanos num negritude definitiva...quem está por debaixo desse negro cobrimento, onde a expressão, o olhar a cor o tudo de um ser humano? Que os homens que vos obrigam sejam eternamente condenados a tal empanamento. Não acredito que alguém assim vestido, refiro-me à mulher de negro, não sofra e de acordo com a causa em questão, será sofrimento sobre sofrimento. Maldigo-vos carrascos culturais e fundamentalistas que não permitem a liberdade de um movimento que seja, o de uma pálpebra que se flicta...quero ser politicamente incorrecto!

23.10.2007
Falar sobre o cancro da mama, a doença que mais mulheres mata nos Estados Unidos e no Médio Oriente, é o objectivo da viagem que a primeira-dama Laura Bush está a fazer, misturando diplomacia e saúde. Hoje estará na Arábia Saudita, ontem esteve nos Emirados Árabes Unidos e, até sexta-feira, ainda há-de ir ao Kuwait e à Jordânia. "Acho muito importante que os habitantes do Médio Oriente saibam que nos EUA nos preocupamos com a saúde das mulheres, porque ainda há muito medo e vergonha aqui, como nós tínhamos há 25 anos", disse Laura Bush. Na Arábia Saudita, 20 por cento dos casos de cancro são da mama. E 70 por cento das doentes são diagnosticadas quando a doença já está muito avançada, quando nos países ocidentais isso só acontece em 30 por cento dos casos. Ontem, no Abu Dhabi, Laura Bush falou com mulheres envoltas em véus negros - sobreviventes de cancro da mama, que contaram as suas histórias pessoais ao lado da primeira-dama.
Nos países árabes, o cancro da mama ainda está associado a um grande estigma social. "As mulheres casadas ficam muito preocupadas com o efeito que a doença terá sobre os seus maridos e famílias, por isso muitas optam por nem fazer mamografias", disse Omniyat Hajri, médico dos Emirados Árabes Unidos habituado a tratar doentes de cancro da mama, citado pela televisão ABC. Laura Bush, cuja avó morreu com cancro da mama e cuja mãe sofreu da doença mas sobreviveu, leva a sua história pessoal como bandeira da viagem - mas que está a ser vista como uma forma de diplomacia suave, em nome do seu marido, que ficou na Casa Branca. Vai encontrar-se com os reis jordanos e sauditas, usando a sua própria imagem para b
Publicado por morfeu às 02:45 PM | Comentários (1) | TrackBack
julho 20, 2007
O Beijo, essa maravilha ...
Publicado por morfeu às 06:44 PM | Comentários (9) | TrackBack
fevereiro 07, 2005
Um beijo sem boca
E para terminar, é precisamente a boca que nos vai servir para falar do paraíso.
A boca que é um pólo de tensão nervosa – cerrar os dentes, morder a língua, cigarros – mas também de escape gratificante, indulgência com os prazeres sensuais. A boca que acolhe os alimentos da sobrevivência e resguarda os dentes, derradeiros despojos.
A boca. Lugar de três paraísos:
- O paraíso religioso da comunhão com o corpo de Deus, através da hóstia consagrada;
- O paraíso infantil da comunhão com o corpo da Mãe, através da amamentação; ou das delícias da descoberta dos primeiros sabores;
- O paraíso sexual da comunhão com o corpo de alguém, através do beijo, para dar só um exemplo.
O paraíso perdido é, então, bem feitas as contas, o da coincidência física e espiritual com o corpo, um corpo, mas que corpo de quem?
A resposta seria infância, religião, prazer, amor, família, memória, e todas as outra palavras que só a muito custo, ou talvez nem mesmo a muito custo, aqui se poderiam acrescentar.
Isso falta. Falta a resposta. O que há, então é a falta. Chama-se-lhe vida e disso se vive. Mais ou menos.
Alexandre Melo (1959)
Aventuras no mundo da arte
Publicado por morfeu às 03:41 PM | Comentários (1)
